O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Carros populares decepcionam em crash-test

Fonte: quatrorodas.abril.com.br
http://quatrorodas.abril.com.br/noticias/populares-brasileiros-se-dao-mal-crash-test-308038_p.shtml

Celta, Classic, Ka, Uno e March foram mal em teste da Latin NCAP

Os automóveis mais baratos à venda no Brasil e em vários países da América Latina estão vinte anos defasados em relação às normas vigentes na Europa e nos Estados Unidos. Esta é a principal conclusão da segunda bateria de crash-tests divulgada pela Latin NCAP, instituto responsável por verificar a segurança dos automóveis fabricados e vendidos por aqui.

Foram avaliados alguns dos veículos mais vendidos no mercado brasileiro, incluindo os populares Chevrolet Celta, Ford Ka, Fiat Novo Uno e o recém-lançado Nissan March. O Latin NCAP também testou os Chevrolet Classic e Cruze, o Ford Focus Hatch e o Nissan Tiida.


Os resultados foram bastante preocupantes. Entre os veículos que não contam com airbag (Celta, Ka, Uno e Classic), todos receberam apenas uma estrela em cinco possíveis. O Nissan March foi o único popular que escapou de receber a nota mínima: equipado com airbag duplo frontal, o compacto ganhou duas estrelas.

O Nissan Tiida teve duas versões avaliadas. O hatch com airbag frontal para motorista foi avaliado com três estrelas, enquanto o modelo com airbag duplo ganhou quatro estrelas. Mesma nota teve o Ford Focus (com dois airbags) e o Chevrolet Cruze, também equipado com as bolsas infláveis dianteiras.

No quesito que mede a proteção de crianças pequenas, que neste caso viajam em cadeirinhas fixadas com cintos de segurança no banco de trás, alguns carros tiveram resultados menos vexatórios. O Ka obteve três estrelas e Celta e Uno tiveram duas estrela recebidas. O Classic, no entanto, também conseguiu apenas uma estrela, repetindo o resultado obtido no teste de impacto para adultos. Os dois carros da Nissan (March e Tiida) conquistaram apenas uma estrela. Ford Focus e Chevrolet Cruze foram avaliados com três estrelas cada.

Diante dos resultados decepcionantes, principalmente entre os carros mais baratos, o instituto afirmou que o nível de segurança dos veículos à venda na América Latina deixa muito a desejar.

“Atualmente, os automóveis mais vendidos na América Latina oferecem níveis de segurança de vinte anos atrás (em relação à Europa e Estados Unidos). A estrutura frágil e a ausência de airbags coloca em risco a vida dos motoristas latino-americanos”, afirma o instituto em nota oficial.

Todos os veículos foram avaliados na Alemanha seguindo os mesmos padrões adotados em testes de impacto feitos na Europa.

Veja as notas dos veículos avaliados pelo Latin NCAP:

Chevrolet Celta (sem airbags): 1 estrela adultos – 2 estrelas crianças
Chevrolet Classic (sem airbags): 1 estrela – 1 estrela
Ford Ka Fly (sem airbags): 1 estrela – 3 estrelas
Fiat Novo Uno (sem airbags): 1 estrela – 2 estrelas
Nissan March (2 airbags): 2 estrelas – 1 estrela
Nissan Tiida (um airbag): 3 estrelas – 1 estrela
Nissan Tiida (dois airbags): 4 estrelas – 1 estrela
Ford Focus (dois airbags): 4 estrelas – 3 estrelas
Chevrolet Cruze (dois airbags): 4 estrelas – 3 estrelas

2 comentários:

  1. Prezado Editor-Chefe

    Gostaria que minha opinião sobre a segurança de automóveis fosse exposta publicamente por este meio de comunicação.

    Recentemente tive a infelicidade a presenciar a morte de duas pessoas CARBONIZADAS após colisão frontal entre dois automóveis. As chamas propagaram rapidamente consumindo um dos autos vide foto, abaixo, em poucos minutos.
    Trabalhando a 30 anos como Engenheiro Químico, especializado em materiais – Plásticos e Borrachas, venho aqui, denunciar que os testes de combustibilidade destes materiais plásticos e borrachas, feitos em laboratórios nunca se aproximam de uma situação real.
    As borrachas são compostos por elastômeros e aditivos óleos minerais, sendo que estes últimos são altamente voláteis e combustíveis. E no Brasil o mercado de reposição( mercado paralelo) desconhece as normas de combustibilidade dos materiais.
    Os plásticos mesmo os mais resistentes a propagação da chama, com aditivos anti-chamas, amolecem e derretem( gotejam) e acabam contribuindo para ampliar a área de queima( combustão) e depois passam ser combustível, acentuando a queima pela elevada taxa de evaporação do álcool.
    Os carros populares não possuem corte de combustível em caso de colisão , o que faz que a bomba de combustível trabalhe , envie combustível e continue a alimentar as chamas; neste caso , VIDE ABAIXO, as chamas chegaram a mais de 3 metros de altura.
    As Engenharias buscam fazer autos mais leves, chapas de aço finas com objetivos de redução de peso( economia de combustível) , redução de custos e energia de impacto. Cabe lembrar que as chapas tem que ter um mínimo de espessura pelo menos para suportar após a colisão uma estrutura suficiente para impedir a total desintegração do veículo. Nos carros populares no Brasil sentimos como se estivemos dentro de uma lata de alumínio (refrigerantes), face a facilidade que se amassam e mutilam.
    Certamente, juntos conseguiremos melhorar os veículos e reduzir o números de vitimas das armadilhas HUMANAS.
    FOTO : UOL - SITE: REF.SEGURANÇA CARROS POPULARES
    (Carros populares).
    Jorge Almada
    Consultor

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  2. No Brasil o carro popular custa muito caro , a margem de lucro é altíssima e nossas autoridades pouco cobram sobre a melhoria da segurança veicular. Os nossos automóveis são os mais caros do mundo.

    O lucro está acima da preservação da vida e se pessoas como eu não continuar a insistir em divulgar nos meios de comunicação estes elementos e cobrar melhorias , poucas coisas serão feitas ou se levará muito tempo para corrigi-las. Abaixo, acrescento uma normalização do Contran, veja o absurdo a que ponto chegou.
    Estes Dados estão na Internet, fabricante de material plástico (ABS) para interiores dos automóveis.

    Em termos mundiais o crescimento anual dos aditivos antichama é de cerca de 8-10% devido às grandes exigências impostas pelos órgãos governamentais em determinadas aplicações. No Brasil o consumo ainda é considerado muito pequeno, pela inexistência de leis que regulamentem e exijam a utilização eficaz. Por exemplo, na indústria automobilística a exigência para a velocidade máxima de propagação do fogo nos revestimentos internos é de 80 mm/min nos países desenvolvidos; esta exigência no Brasil, pelo Contran, é de 250 mm/min .

    Tenho assistidos inúmeros vídeos de veículos pegando fogo, normalmente um carro popular quando inicia a chama na parte frontal do veículo, a chama leva aproximadamente 3 minutos para atingir sua parte interna (painel) e mais 4 minutos para concluir toda a combustão interna, ou seja após 7 minutos o tanque já esta em combustão.
    Estatísticas de Incêndios no Estado de São Paulo
    Corpo de Bombeiros

    Automóveis = 76 %
    Outros = 24%
    Fonte: A importância do Extintor veicular • Nonos Prevenção Online
    Quanto a resistência a colisão o Brasil todo já conhece o CRASH TEST e são poucos que cobram melhorias das performance quanto a preservação estrutural e/ ou mesmo reforços estruturais e projetos mais seguros , compra-se automóveis por beleza, luxo, e design , etc. mas não se compra pensando em segurança.

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