O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Caso meufocusquebra.com – O início de uma guerra judicial?

Fonte: http://www.noticiasautomotivas.com.br/caso-meufocusquebra-com-o-inicio-de-uma-guerra-judicial/

Aos que ainda não conhecem o caso do www.meufocusquebra.com, comprei em 2007 um FORD FOCUS GLX HATCH 2.0, tido como zero KM (posteriormente o vendedor deu a entender se tratar de um carro de showroom), e que desde o princípio apresentou os mais variados problemas, em sistemas fundamentais do veículo, como suspensão, câmbio, condicionador de ar, etc. Todo o histórico de problemas pode ser acompanhado no site.
De maneira geral, o carro nunca permitiu ao seu dono sentir o prazer, bem como nunca transmitiu a confiança, de um carro zero KM, uma vez que foram constantes visitas à rede autorizada da FORD DO BRASIL, salientando que TODAS as revisões foram feitas na rede autorizada. O ápice de todo o stress sofrido pelo proprietário foi em abril deste ano, quando o ar condicionado simplesmente parou de funcionar e a FORD apresentou um orçamento de quase R$10.000,00 (dez mil reais), para o qual deveriam ser trocados compressor, evaporador, condensador, tubo compressor, mangueiras, etc. Em suma, todo o sistema de ar condicionado do veículo em razão de mau funcionamento do compressor e do mesmo jogar limalha de ferro no sistema. Em janeiro de 2010, a FORD DO BRASIL, a contragosto, em razão de um problema de vazamento de água no interior do veículo, substituiu a caixa de ventilação do veículo, serviço avaliado em mais de R$5.000,00 (cinco mil reais).
Para o problema de abril, no qual o ar condicionado parou de funcionar, a FORD DO BRASIL, alegando que o veículo estava fora do prazo de garantia e bastante rodado (a quilometragem era de 33.741 Kms em mais de 3 anos), negou-se a efetuar o reparo, mudando de ideia após a criação pelo proprietário de perfis nas principais redes sociais (Facebook, Orkut, Youtube e Twitter), além da criação do site.
Este problema foi parcialmente resolvido 60 (sessenta) dias após a constatação, tempo em que o ar condicionado ficou sem funcionar durante uma das maiores temporadas de chuva dos últimos anos em Recife-PE. No entanto, várias sequelas foram deixadas, principalmente, no painel do veículo, avariado em razão das duas desmontagens e duas montagens (http://www.meufocusquebra.com/fotos/). Eis que, cansado e receoso com os constantes problemas apresentados pelo veículo, o proprietário acionou judicialmente a FORD DO BRASIL e a EPC DISTRIBUIDORA (Ford Frei Caneca de São Paulo), em julho deste ano, pelos danos materiais e morais sofridos.

No último dia 25/11 o juiz despachou solicitando às partes para se manifestarem sobre interesse em conciliar, aguardando ainda a publicação e intimação de ambos deste despacho. Eu sempre estive, mas a FORD DO BRASIL até então não se mostrou aberta a conciliação. Aguardemos a intimação e sua resposta para ver se a postura mudou. Sempre busquei resolver o problema da melhor forma, até proposta de troca do veículo na qual eu pagaria a diferença desde que eles me dessem um bom desconto foi sugerida. Mas nada feito, e sequer resposta oficial da FORD DO BRASIL eu obtive. Descaso total!
Relatados os fatos que esclarecem a questão, passo a comentar sobre a questão das relações de consumo no Brasil, especialmente de veículos. A qualidade dos nossos veículos está aquém de uma das maiores economias do mundo e o 6º mercado mundial em vendas de automóveis. Inclusive, tal fato foi recentemente comprovado pela Latin NCAP (Programa de Avaliação de Carros Novos na América Latina), no qual os testes confirmaram um alto risco de lesões fatais para os motoristas e ocupantes. Receberam a nota mínima: Chevrolet Celta, Chevrolet Corsa Classic, Fiat Novo Uno e Ford Ka . Os carros vendidos atualmente no Brasil são comparados aos vendidos na Europa na década de 1990. Por lá até os carros ditos “populares” são muito seguros.
E torna-se inevitável tocar no assunto qualidade dos veículos sem falar em outro tema que tem frequentado os top de notícias automotivas no Brasil: o Lucro Brasil. Estão na moda os quadros comparativos entre os preços de um mesmo modelo vendido aqui e em outros países, como México, Argentina e Estados Unidos. A diferença é absurda, e não há carga tributária que justifique tamanha diferença, exceto, o famigerado Lucro Brasil, temido e intocável pelas montadoras “nacionalizadas” (Chevrolet, Ford, Fiat e Volkswagen). O tema se espalhou pelas redes sociais. No facebook, a comunidade “Abaixo ao Lucro Brasil” (http://www.facebook.com/#!/lucrobrasil), já conta com mais de 3.000 (três mil) membros, inclusive com participação na audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, ocorrida em Brasília no último dia 23/11.
O projeto de Lei nº 754/2011, de autoria do Deputado Hugo Leal do PSC-RJ, que ainda tramita na Câmara, trata da substituição do carro novo com defeito, e regulamenta que seja feita a troca do veículo com defeito por outro idêntico ou de igual ou maior valor caso não esteja mais disponível, ou ainda a restituição do valor pago, caso o mesmo precise ser encaminhado à rede autorizada por mais de dez (10) dias úteis. Caso este projeto fosse aprovado sem emendas, no meu entender, os veículos comercializados no Brasil saltariam para os patamares americanos e europeus. Em Massachussets/USA, existe uma lei semelhante na qual se o seu veículo novo ou arrendado tiver um defeito substancial que persita ou volte a aparecer depois de um número razoável de tentativas de conserto (3 tentativas), você pode ter direito a reembolso ou substituição do veículo. Tudo simples feito através de arbitragem. A justiça pode ser acionada caso não exista um consenso, no entanto, a multa por descumprimento da Lei de Veículos Novos pode lhe dar direito ao dobro ou ao triplo dos danos registrados.
Enfim, em tempos de Black Friday brasileira abrindo a temporada de caça ao consumidor e ao seu 13º, faz-se necessária uma reflexão profunda sobre a posição do consumidor nestas relações de consumo. Nós brasileiros, precisamos acordar para muitos problemas que nos assolam, seja a corrupção diária estampada nos noticiários, seja para o Lucro Brasil, etc.
Peço aos que acharem justas minhas reivindicações que divulguem, que acessem o site, que adicionem os perfis nas redes sociais e enviem e-mails aos contatos. Não me calarei diante de injustiças e se todos tivessem atitudes semelhantes, uma coisa eu garanto: em Brasília não teríamos escândalos diários. Por um Brasil mais justo!
Abraço.
André Santos.
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Site: www.meufocusquebra.com

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