O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mercado: colônias enviam lucro recorde para suas metrópoles automotivas

Fonte: Automotice Business via Meufocusquebra.com
http://www.meufocusquebra.com/mercado-colonias-enviam-lucro-recorde-para-suas-metropoles-automotivas/

Brasil Maior ou IPI Maior? O tal plano do governo Dilma começou mal. Não! Começou péssimo! O protecionismo de 30% de IPI para carros importados visa defender a pobre indústria nacional.

Pobre? Ela pode ser tudo, menos pobre! Afinal, quem é pobre não envia para suas matrizes US$4 bilhões em lucro puro e intocado! Isso mesmo, esse pequeno valor foi embarcado nos galeões das montadoras direto para as metrópoles.

Esse “ouro” dos consumidores brasileiros representa apenas oito meses de negócios este ano. Isso é 33% maior que o mesmo período de 2010 e quase o total daquele ano, onde elas embarcaram US$4,1 bilhões.

Parece que agora entendemos a real proteção dos interesses brasileiros. Na verdade estrangeiros, pois todas são de fora. Mas o que o governo ganha com isso?

Mais imposto! Aliado das montadoras, o governo impõe seu “quinto” (na verdade 1/3) do ouro extraído das minas do mercado nacional, criando um oligopólio em proveito próprio e dos “amigos”.

Tudo isso é em defesa de empregos e da inovação tecnológica, prometida para depois de 2012. Isto é, quando terminar (se é que vai terminar) o período de vigência da proteção de 30% de IPI.

A proteção do lucro faz com que o Brasil seja o país das maravilhas, o verdadeiro Eldorado para as metrópoles automotivas, que fazem suas colônias produzirem carros que custam muito mais do que deveriam.

Aliás, se fossem carros internacionais, pelo menos o problema seria apenas o custo. Mas na verdade, as colônias fazem carros desprovidos da tecnologia encontrada nos internacionais, incluindo os chineses.

Mas não podemos dizer que todos os carros vendidos pelas montadoras no país são os caríssimos e mal resolvidos “made in Brazil”. Afinal, as próprias montadoras trazem carros importados também, e são “apenas” 80% do total trazido de fora.

Aliás, as 14 montadoras instaladas no país gastaram US$12 bilhões em importação de veículos até agosto. O total importado foi de US$14,1 bilhões. Ou seja, quase o total importado. Só o quarteto líder importou US$4 bilhões em carros.

Isso sem contar que importam também todo tipo de insumos, especialmente aço. Ou seja, o governo criou uma medida para proteger uma indústria que remete vultosos lucros para fora (é o setor que mais remete dinheiro para fora, com 22,1%) e importa em demasia (são 14 das 40 que mais importam).

Claro, mais uma vez não devemos esquecer que quase 1/3 do preço de um veículo são impostos, estes que mantém a máquina pública e política no país, sustentados com o esforço do cidadão comum.

Bom, depois da proteção das montadoras, o que mais devemos esperar de Brasília? Aquela moderna cidade onde as montadoras possuem escritórios de “contratadores de ouro e diamante” ou invés de centros de engenharia e tecnologia de ponta.

Afinal, por trás de tudo isso, o governo diz que o protecionismo para as montadoras tem como objetivo elevar o nível tecnológico do país. Pois é, parece que a tecnologia será vista pelo brasileiro apenas através da mídia, como as que sempre apresentamos aqui no NA.

Quer tecnologia de ponta? Então sonhe com ela! Quem sabe um dia ela aparece em nossos carros populares… Afinal, estamos no país das maravilhas, não é mesmo?

Extraído de http://www.noticiasautomotivas.com.br/mercado-colonias-enviam-lucro-recorde-para-suas-metropoles-automotivas/

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