O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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domingo, 18 de dezembro de 2011

Governo dá bola fora ao aumentar IPI para importados

O ministério da Fazenda engrenou uma marcha a ré que contraria o princípio básico da livre concorrência no intuito de privilegiar as marcas que têm fábrica no Brasil

 Mantega anunciou medidas para preservar a reserva de mercado das montadoras instaladas no país

Está valendo, desde ontem, o novo imposto para automóveis importados. O responsável pela medida, o ministro Guido Mantega, apelou para uma série de inverdades ao tentar justificar o injustificável, o aumento (ilegal) de 30 pontos percentuais no IPI. A grande verdade é que os modelos importados perdem competitividade no nosso mercado e “facilitam a vida” dos nacionais.

Primeira mentira

Negou que a medida tenha sido protecionista. “Estamos jogando com armas iguais” disse o ministro. Ele deve achar que coquetel Molotov tem o mesmo poder de fogo que uma bomba atômica. A medida é ilegal: não se protege produto nacional manipulando IPI: a margem de manobra aceita internacionalmente é pelo imposto de importação, que já era de 35%, valor máximo acordado....

Segunda mentira

Negou que esteja afastando a concorrência. Quem contestou o ministro com perfeição foi Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China: “O Brasil vai continuar produzindo carroças e vendendo caro para os sofridos brasileiros. É uma proteção antinacionalista”. E ainda sobra para as centenas de empresas (e os empregos gerados) de marcas importadas que foram responsáveis pela “assustadora” invasão de apenas 6% do volume total de automóveis comercializados este ano no Brasil...

Terceira mentira

A medida não vai prejudicar o consumidor. Claro que vai: ela veio no momento exato em que as nossas fábricas reduziam o preço de seus automóveis para enfrentar a concorrência asiática. Ao ceder ao lobby da indústria local e apelar para a cartilha protecionista, o governo brasileiro engrena uma questionável marcha a ré na política industrial. Um retrocesso às medidas adotadas nas décadas de 1970 e 1980 pela ditadura militar, que fez o brasileiro pagar caro por automóveis e computadores ultrapassados. O protecionismo é tiro certeiro no bolso do consumidor, que fatalmente vai pagar mais pelo produto que vale menos. Alivia as marcas locais a curto prazo, mas desestimula sua corrida em busca de eficiência e competitividade.

Quarta mentira

A medida estimulou a implantação de novas fábricas no Brasil. Mentira: as empresas que confirmaram presença industrial no país já tinham anunciado sua intenção muito antes do aumento do imposto. Chinesas (como a JAC e a Chery), Suzuki, BMW e outras já estavam de malas prontas para desembarcar aqui. Na verdade, a medida atabalhoada do ministro Mantega quase as espantou com a exigência descabida de índice imediato de nacionalização de 65%. Só depois, ao negociar com o ministro Pimentel o estabelecimento de índices progressivos, é que as empresas confirmaram a construção de fábricas no Brasil.
Os “Laureados”

Essa é a relação da menos cobiçada premiação da imprensa
automobilística brasileira, o Pinóquio de Ouro...

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