O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

Participe no Protesto!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mercado automotivo brasileiro deve sofrer estagnação em 2012

 http://dinheiro.br.msn.com/suascontas/mercado-automotivo-brasileiro-deve-sofrer-estagna%c3%a7%c3%a3o-em-2012?page=0

SÃO PAULO - Em 2012, o mercado automotivo deve manter a concorrência entre as montadores, porém, o consumidor deve colocar o pé no freio na hora de comprar um novo veículo. “No ano que vem vai aumentar a briga entre as montadoras, mas a baixa procura deve fazer com que elas forcem férias coletivas para frear a produção. O mercado deve ficar estagnado em 2012, resultado um pouco abaixo do que vimos em 2011”, afirma o economista da Agência MSantos, Ayrton Fontes.
Segundo o economista, para contrariar esse cenário e atrair os consumidores, em 2012 as montadoras devem criar muitas promoções com preços baixos e com bônus e opcionais.
2011: início da desaceleração
De acordo com Fontes, no começo do primeiro semestre deste ano, o mercado colecionava bons resultados, porém, a partir de junho/julho a situação começou a se alterar e os resultados começaram a apresentar quedas constantes. “Isso aconteceu por causa de uma série de coisas, principalmente por conta da contaminação da crise internacional, quando os próprios bancos ficaram mais restritivos e mais seletivos na hora de aprovar financiamentos”, completa.
No segundo semestre, o mercado começou a despencar, embora as vendas para locadoras chegaram a 40%. “Tudo bem, é uma venda, mas não é o consumidor que está comprando, principalmente aquele consumidor de baixa renda, que chamamos de classe média emergente, que vinha mantendo esse mercado aquecido”, explica o economista.
Entre os meses de setembro e outubro, o economista lembra que houve uma desaceleração muito grande nas vendas de veículos, voltando a aumentar no mês de novembro.
Neste final de ano, o governo anunciou a flexibilização do crédito, que poderia ser a esperança de mudança. Porém, Fontes afirma que a medida não surtiu efeito e que os resultados de dezembro devem ficar estáveis.
Assunto do ano
Em 2011, um dos assuntos mais discutidos no setor automotivo foi o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos importados.
Segundo Fontes, a entrada dos veículos asiáticos no mercado brasileiro pode ter servido de estopim para o aumento do tributo. “Apesar do volume ser pequeno, causou um efeito em nível governamental, porque esses carros começaram a chegar ao País com tecnologia nova, com uma série de opcionais que são caros por aqui (freio abs, ar condicionado, direção hidráulica e airbag), pois o custo de produção é mais baixo na Ásia do que no Brasil. Quando isso começou a incomodar o nosso mercado, o governo criou a medida para incentivar a produção interna”, explica.
De acordo com o economista, quando o aumento foi anunciado, houve um travamento da venda dos veículos importados, porém, com o fim da noventena - prazo para o aumento entrar em vigor, que terminou em 15 de dezembro -, o consumidor deve passar a dar preferência para os carros nacionais, o que, para ele, favorece a indústria local.

Nenhum comentário:

Postar um comentário