O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

Participe no Protesto!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Brasileiro compra Uno no País por preço de Civic na Europa.

Fonte: terra.com.br

http://www.terra.com.br/economia/infograficos/compare-precos-carros-brasil-mundo/index.htm#1

O custo dos carros no Brasil é muito alto em comparação a outros mercados por conta de impostos, especialmente o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O brasileiro paga por um Fiat Uno, em dólares, o que o valor que um europeu precisa para comprar um Honda Civic. “O IPI pode chegar até 33% do valor do veículo, dependendo da cilindrada. Quanto maior (a cilindrada), maior o percentual do imposto”, explicou o analista de produção, Fernando Trujillo.

 Quando o governo isentou alguns veículos do IPI para estimular o consumo e ajudar a economia brasileira a sair da estagnação provocada pela crise, no entanto, o preço médio desses carros para venda caiu 5%, apenas, de acordo com Trujillo.

 Outros impostos também fazem dos carros brasileiros muito mais caros quando comparados a modelos similares em outros países. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pode chegar a até 30% do preço final de um automóvel, de acordo com a consultoria CSM. 

O peso do Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre o preço final dos automóveis varia entre 2% e 5%; a contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) corresponde a 1,65% e o percentual referente à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) é de 7,6%.

Outro fator que afeta o custo dos carros brasileiro e, portanto o preço final, é o chamado “custo Brasil”, uma expressão utilizada para se referir a ineficiência nacional na área de infraestrutura e logística. “O ‘custo Brasil’ está embutido (nos preços finais), percorre toda cadeia automotiva desde a importação de insumos”, disse o diretor para a América do Sul da consultoria Booz & Company, Fabio Takaki.

O impacto do real valorizado ante o dólar, no entanto, não pode ser menosprezado em comparações desse tipo. Quanto mais valorizado o real, mais caro o preço veículo ficará quando convertido para a divisa americana, lembrou Takaki.

  Mas a diferença do peso dos tributos na aquisição de carros do Brasil em comparação com outros países não é nada desprezível. “Enquanto 30% do preço final de um veículo no Brasil são tributos, nos Estados Unidos este percentual é de 6%”, diz Takaki. 

A CSM fez um levantamento da diferença de preço entre veículos no Brasil e Europa e descobriu que o valor gasto para se comprar um Fiat Uno no Brasil (US$ 15,6 mil) equivale ao preço de um Honda Civic na Europa. O Civic custa US$ 15,6 mil, na Europa. O Fiat Panda, um modelo similar ao Uno brasileiro, custa US$ 11 mil.


 Enquanto com US$ 18,3 mil o brasileiro compra um Corsa, o europeu compra um Hyundai i30, que custa US$ 17,7 mil. O similar europeu do Corsa, o Opel Corsa, custa US$ 14,3 mil.

Em uma faixa de veículos mais caros, a diferença não é menor. Enquanto um brasileiro paga US$ 28,6 mil por um Astra, o europeu, com o mesmo valor (US$ 28,3 mil) compra um BMW 3 Series. Para comprar um similar ao Astra, o Opel Astra, são necessários apenas US$ 21,3 mil na Europa.

Enquanto um brasileiro paga US$ 32,4 mil por um Honda Civic, o europeu paga apenas US$ 15,6 mil pelo mesmo veículo. Com os mesmos US$ 32 mil, compra-se uma Mercedes-Benz C180K na Europa, com direto a troco: US$ 31,5 mil.


Não bastasse impostos e deficiências estruturais do País, a diferença de juros cobrada entre um financiamento no Brasil e demais países faz com que a disparidade de valores dispare. “O juro é muito alto. A média cobrada no Brasil é de 25% (ao ano), enquanto na Alemanha são 4%, nos EUA 8% e no Japão 6%. Os bancos e financiadoras ganham muito dinheiro aqui”, afirmo Trujillo. Mesmo com a taxa de juros ao consumidor em 2010 sendo uma das mais baixas do País na história.


Enquanto um Honda Fit financiado em uma concessionária brasileira custa US$ 37 mil, o mesmo veículo custa cerca de US$ 20 mil nos Estados Unidos. Na vizinha Argentina, o Fit financiado custa US$ 23 mil, conforme apurado pela CSM South America.

Hyundai Veloster: Paga 2, Leva 1


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Caso meufocusquebra.com – O início de uma guerra judicial?

Fonte: http://www.noticiasautomotivas.com.br/caso-meufocusquebra-com-o-inicio-de-uma-guerra-judicial/

Aos que ainda não conhecem o caso do www.meufocusquebra.com, comprei em 2007 um FORD FOCUS GLX HATCH 2.0, tido como zero KM (posteriormente o vendedor deu a entender se tratar de um carro de showroom), e que desde o princípio apresentou os mais variados problemas, em sistemas fundamentais do veículo, como suspensão, câmbio, condicionador de ar, etc. Todo o histórico de problemas pode ser acompanhado no site.
De maneira geral, o carro nunca permitiu ao seu dono sentir o prazer, bem como nunca transmitiu a confiança, de um carro zero KM, uma vez que foram constantes visitas à rede autorizada da FORD DO BRASIL, salientando que TODAS as revisões foram feitas na rede autorizada. O ápice de todo o stress sofrido pelo proprietário foi em abril deste ano, quando o ar condicionado simplesmente parou de funcionar e a FORD apresentou um orçamento de quase R$10.000,00 (dez mil reais), para o qual deveriam ser trocados compressor, evaporador, condensador, tubo compressor, mangueiras, etc. Em suma, todo o sistema de ar condicionado do veículo em razão de mau funcionamento do compressor e do mesmo jogar limalha de ferro no sistema. Em janeiro de 2010, a FORD DO BRASIL, a contragosto, em razão de um problema de vazamento de água no interior do veículo, substituiu a caixa de ventilação do veículo, serviço avaliado em mais de R$5.000,00 (cinco mil reais).
Para o problema de abril, no qual o ar condicionado parou de funcionar, a FORD DO BRASIL, alegando que o veículo estava fora do prazo de garantia e bastante rodado (a quilometragem era de 33.741 Kms em mais de 3 anos), negou-se a efetuar o reparo, mudando de ideia após a criação pelo proprietário de perfis nas principais redes sociais (Facebook, Orkut, Youtube e Twitter), além da criação do site.
Este problema foi parcialmente resolvido 60 (sessenta) dias após a constatação, tempo em que o ar condicionado ficou sem funcionar durante uma das maiores temporadas de chuva dos últimos anos em Recife-PE. No entanto, várias sequelas foram deixadas, principalmente, no painel do veículo, avariado em razão das duas desmontagens e duas montagens (http://www.meufocusquebra.com/fotos/). Eis que, cansado e receoso com os constantes problemas apresentados pelo veículo, o proprietário acionou judicialmente a FORD DO BRASIL e a EPC DISTRIBUIDORA (Ford Frei Caneca de São Paulo), em julho deste ano, pelos danos materiais e morais sofridos.

No último dia 25/11 o juiz despachou solicitando às partes para se manifestarem sobre interesse em conciliar, aguardando ainda a publicação e intimação de ambos deste despacho. Eu sempre estive, mas a FORD DO BRASIL até então não se mostrou aberta a conciliação. Aguardemos a intimação e sua resposta para ver se a postura mudou. Sempre busquei resolver o problema da melhor forma, até proposta de troca do veículo na qual eu pagaria a diferença desde que eles me dessem um bom desconto foi sugerida. Mas nada feito, e sequer resposta oficial da FORD DO BRASIL eu obtive. Descaso total!
Relatados os fatos que esclarecem a questão, passo a comentar sobre a questão das relações de consumo no Brasil, especialmente de veículos. A qualidade dos nossos veículos está aquém de uma das maiores economias do mundo e o 6º mercado mundial em vendas de automóveis. Inclusive, tal fato foi recentemente comprovado pela Latin NCAP (Programa de Avaliação de Carros Novos na América Latina), no qual os testes confirmaram um alto risco de lesões fatais para os motoristas e ocupantes. Receberam a nota mínima: Chevrolet Celta, Chevrolet Corsa Classic, Fiat Novo Uno e Ford Ka . Os carros vendidos atualmente no Brasil são comparados aos vendidos na Europa na década de 1990. Por lá até os carros ditos “populares” são muito seguros.
E torna-se inevitável tocar no assunto qualidade dos veículos sem falar em outro tema que tem frequentado os top de notícias automotivas no Brasil: o Lucro Brasil. Estão na moda os quadros comparativos entre os preços de um mesmo modelo vendido aqui e em outros países, como México, Argentina e Estados Unidos. A diferença é absurda, e não há carga tributária que justifique tamanha diferença, exceto, o famigerado Lucro Brasil, temido e intocável pelas montadoras “nacionalizadas” (Chevrolet, Ford, Fiat e Volkswagen). O tema se espalhou pelas redes sociais. No facebook, a comunidade “Abaixo ao Lucro Brasil” (http://www.facebook.com/#!/lucrobrasil), já conta com mais de 3.000 (três mil) membros, inclusive com participação na audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, ocorrida em Brasília no último dia 23/11.
O projeto de Lei nº 754/2011, de autoria do Deputado Hugo Leal do PSC-RJ, que ainda tramita na Câmara, trata da substituição do carro novo com defeito, e regulamenta que seja feita a troca do veículo com defeito por outro idêntico ou de igual ou maior valor caso não esteja mais disponível, ou ainda a restituição do valor pago, caso o mesmo precise ser encaminhado à rede autorizada por mais de dez (10) dias úteis. Caso este projeto fosse aprovado sem emendas, no meu entender, os veículos comercializados no Brasil saltariam para os patamares americanos e europeus. Em Massachussets/USA, existe uma lei semelhante na qual se o seu veículo novo ou arrendado tiver um defeito substancial que persita ou volte a aparecer depois de um número razoável de tentativas de conserto (3 tentativas), você pode ter direito a reembolso ou substituição do veículo. Tudo simples feito através de arbitragem. A justiça pode ser acionada caso não exista um consenso, no entanto, a multa por descumprimento da Lei de Veículos Novos pode lhe dar direito ao dobro ou ao triplo dos danos registrados.
Enfim, em tempos de Black Friday brasileira abrindo a temporada de caça ao consumidor e ao seu 13º, faz-se necessária uma reflexão profunda sobre a posição do consumidor nestas relações de consumo. Nós brasileiros, precisamos acordar para muitos problemas que nos assolam, seja a corrupção diária estampada nos noticiários, seja para o Lucro Brasil, etc.
Peço aos que acharem justas minhas reivindicações que divulguem, que acessem o site, que adicionem os perfis nas redes sociais e enviem e-mails aos contatos. Não me calarei diante de injustiças e se todos tivessem atitudes semelhantes, uma coisa eu garanto: em Brasília não teríamos escândalos diários. Por um Brasil mais justo!
Abraço.
André Santos.
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Argentina : Brasil ... 10:0


domingo, 27 de novembro de 2011

Renault Sandero fabricado no Brasil chega ao México com preço inicial equivalente a R$ 16.800

Fonte: carplace.virgula.uol.com.br
 http://carplace.virgula.uol.com.br/renault-sandero-fabricado-no-brasil-chega-ao-mexico-com-preco-inicial-equivalente-a-r-16-800/



Esta notícia é mais uma daquelas mágicas do setor automobilistíco muito difícil de entender. O Renault Sandero, produzido na fábrica da Renault em São José dos Pinhais, Paraná, começa a ser exportado para o mercado mexicano. Novamente, o fato curioso é que o Sandero brasileiro será vendido no México em seis versões, sendo que a de entrada tem preço equivalente a impressionantes R$ 16.800
No México, a Renault venderá o Sandero brasileiro nas versões Authentique, Expression, Dynamique e Stepway com opções de motores 1.6 8 válvulas de 90 cv e 1.6 16 válvulas de 110 cv. Um detalhe muito curioso é que no México o Sandero Dynamique também contará com a opção de câmbio automático – item nunca disponibilizado para o modelo vendido no Brasil.
Os preços do Renault Sandero no Mexico começam em 121.900 pesos (R$ 16.800) para a versão Authentique 1.6 8V de 178.500 pesos (R$ 24.700) para versão top de linha Stepway Dynamique 1.6 16V de 110 cv.
Apesar do preço equivalente em reais ser baixo, leitores mexicanos, que comentam em sites e blogs por lá, consideram o preço do Sandero caro pelo que entrega. Além disso, no geral, também consideram os carros fabricados no Brasil com qualidade duvidosa.


sábado, 26 de novembro de 2011

Entenda o Lucro Brasil e o Custo Brasil dos automóveis

Fonte: www.logisticadescomplicada.com
http://www.logisticadescomplicada.com/entenda-o-lucro-brasil-e-o-custo-brasil-dos-automoveis/

Nos últimos dias, houve discussão e revolta em razão dos preços dos carros brasileiros em comparação ao exterior, principalmente de modelos semelhantes vendidos no México. Claro que a crítica mais fácil aponta para a ganância e o lucro fácil em nossas terras. No entanto, se deve exercitar um pouco de aritmética e procurar entender que a ineficiência de fatores produtivos em uma economia inclui implícitos como burocracia, cipoal legislativo, impostos invisíveis e corrupção.

Atentando apenas ao explícito, o Brasil se tornou um país caro com a política cambial que valoriza o real frente ao dólar. Qualquer um que viaje ao exterior sabe que do tênis ao quepe o preço é metade daqui. O real forte tem o grande mérito de escancarar as ineficiências brasileiras, ao contrário do passado de moeda fraca. Ao mesmo tempo o câmbio promove fortes distorções comparativas.
Indo mais longe, com ajuda da aritmética e do preço de um sanduíche: um automóvel compacto nos EUA custa 3.000 Big Macs; aqui, 1.500 Big Macs. Pode eleger o culpado que achar melhor entre o sanduíche muito caro ou o carro muito barato. Em 2003, um Fiat Mille custava US$ 4.821 e hoje, US$ 14.465. Para sorte do comprador, pagará em reais 54% mais (abaixo da inflação acumulada em oito anos). Já o preço em dólar triplicou, o que explica a dificuldade de exportar.
Mais importante, não dá para discutir o lucro sem saber o custo. Estudo mais recente da consultoria PriceWaterhouseCoopers, encomendada pela Anfavea, tomou a China como o país de referência. No México, o custo total de produção é 20% maior e no Brasil nada menos de 60%. Dessa forma, o País precisa acordar, pois fica difícil competir frente a esse abismo.
Para comparar preços em dólares no mercado doméstico mexicano é preciso cuidado. As vendas de veículos novos estão atrofiadas (apenas 800.000 unidades/ano, 80% menos que o Brasil) pela concorrência predatória de carros seminovos e usados dos Estados Unidos, mercado gigantesco e de impostos baixíssimos. O preço do usado segura o do novo, à custa de empregos na indústria. O próprio México tem carga fiscal bastante inferior, bem como todos os países vizinhos do Brasil. Para agravar, nos últimos cinco anos o real se valorizou 29% e o peso mexicano caiu 16%, ambos frente ao dólar.
MERCADOS DIFERENTES
Interessante como ninguém teve a ideia de confrontar com a Europa. Vende-se o Fox paranaense na Suíça, em francos, pelo equivalente a R$ 28.000 (sem rentabilidade, segundo a VW) contra R$ 38.000 aqui, no mesmo nível de equipamentos. A diferença é a carga fiscal, porém a tese aloprada do Lucro Brasil só permite exemplos do México ou da Argentina.
Por falar no país “hermano”, os compradores argentinos ganharam um bem humorado apelido nos tempos em que o Brasil fazia maxidesvalorizações de sua moeda. Eram os “Da-me dos” (“Levo dois”, em português), pois entravam nas lojas e de tão barato levavam duas unidades de tudo. Que pena não podermos ir ao México comprar dois carros pelo preço de um e exportar para o Brasil sem ônus fiscal.
Em resumo, com impostos e ineficiências brasileiras, temos o carro mais caro do mundo; com carga tributária justa e sem o Custo Brasil, a história seria outra.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Carros populares decepcionam em crash-test

Fonte: quatrorodas.abril.com.br
http://quatrorodas.abril.com.br/noticias/populares-brasileiros-se-dao-mal-crash-test-308038_p.shtml

Celta, Classic, Ka, Uno e March foram mal em teste da Latin NCAP

Os automóveis mais baratos à venda no Brasil e em vários países da América Latina estão vinte anos defasados em relação às normas vigentes na Europa e nos Estados Unidos. Esta é a principal conclusão da segunda bateria de crash-tests divulgada pela Latin NCAP, instituto responsável por verificar a segurança dos automóveis fabricados e vendidos por aqui.

Foram avaliados alguns dos veículos mais vendidos no mercado brasileiro, incluindo os populares Chevrolet Celta, Ford Ka, Fiat Novo Uno e o recém-lançado Nissan March. O Latin NCAP também testou os Chevrolet Classic e Cruze, o Ford Focus Hatch e o Nissan Tiida.


Os resultados foram bastante preocupantes. Entre os veículos que não contam com airbag (Celta, Ka, Uno e Classic), todos receberam apenas uma estrela em cinco possíveis. O Nissan March foi o único popular que escapou de receber a nota mínima: equipado com airbag duplo frontal, o compacto ganhou duas estrelas.

O Nissan Tiida teve duas versões avaliadas. O hatch com airbag frontal para motorista foi avaliado com três estrelas, enquanto o modelo com airbag duplo ganhou quatro estrelas. Mesma nota teve o Ford Focus (com dois airbags) e o Chevrolet Cruze, também equipado com as bolsas infláveis dianteiras.

No quesito que mede a proteção de crianças pequenas, que neste caso viajam em cadeirinhas fixadas com cintos de segurança no banco de trás, alguns carros tiveram resultados menos vexatórios. O Ka obteve três estrelas e Celta e Uno tiveram duas estrela recebidas. O Classic, no entanto, também conseguiu apenas uma estrela, repetindo o resultado obtido no teste de impacto para adultos. Os dois carros da Nissan (March e Tiida) conquistaram apenas uma estrela. Ford Focus e Chevrolet Cruze foram avaliados com três estrelas cada.

Diante dos resultados decepcionantes, principalmente entre os carros mais baratos, o instituto afirmou que o nível de segurança dos veículos à venda na América Latina deixa muito a desejar.

“Atualmente, os automóveis mais vendidos na América Latina oferecem níveis de segurança de vinte anos atrás (em relação à Europa e Estados Unidos). A estrutura frágil e a ausência de airbags coloca em risco a vida dos motoristas latino-americanos”, afirma o instituto em nota oficial.

Todos os veículos foram avaliados na Alemanha seguindo os mesmos padrões adotados em testes de impacto feitos na Europa.

Veja as notas dos veículos avaliados pelo Latin NCAP:

Chevrolet Celta (sem airbags): 1 estrela adultos – 2 estrelas crianças
Chevrolet Classic (sem airbags): 1 estrela – 1 estrela
Ford Ka Fly (sem airbags): 1 estrela – 3 estrelas
Fiat Novo Uno (sem airbags): 1 estrela – 2 estrelas
Nissan March (2 airbags): 2 estrelas – 1 estrela
Nissan Tiida (um airbag): 3 estrelas – 1 estrela
Nissan Tiida (dois airbags): 4 estrelas – 1 estrela
Ford Focus (dois airbags): 4 estrelas – 3 estrelas
Chevrolet Cruze (dois airbags): 4 estrelas – 3 estrelas

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mantega diz que vai controlar preço do carro

Fonte: www.meufocusquebra.com

http://www.meufocusquebra.com/mantega-diz-que-vai-controlar-preco-do-carro/

Ao participar de audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, hoje à tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o aumento do IPI em 30 pontos percentuais para carros importados, decretado pelo governo e que vai começar a vigorar em 15 de dezembro, protege o trabalhador brasileiro.

“O cidadão é primeiro trabalhador e depois consumidor”, disse o ministro, em resposta a um questionamento do deputado Mendonça Filho, do DEM de Pernambuco, que criticou os preços dos carros brasileiros e a reserva de mercado que a medida representaria para a indústria automobilística brasileira.

O ministro disse que tem o compromisso das montadoras de que não haverá aumento de preço. Disse também que o carro vem aumentando abaixo da inflação, informação confirmada pelos estudos de mercado AutoInforme/Molicar.

Os aumentos fora do normal no preço dos veículos nacionais serão monitorados pelo governo. A audiência pública foi convocada para discutir possíveis abusos nas margens de lucro das montadoras instaladas no Brasil, assunto levantado em julho deste ano pela reportagem Lucro Brasil, postada neste blog.

Joel Leite

Preços dos carros da Chevrolet no mercado chileno



O leitor Renato Mahon Macedo foi ao Chile e reparou como os preços dos carros vendidos lá é praticamente a metade dos praticados aqui no Brasil.

Ele utilizou como exemplo um Chevrolet Cruze LT, que bem diferente daqui, custa por lá 8.490.000 pesos chilenos ou R$29.715, já com desconto de 300.000 pesos ou R$1.050.

A picape Chevrolet Montana custa 6.829.100 pesos ou R$24.248 lá, contra R$32.105 do modelo vendido aqui. Já o Cruze mais barato vendido aqui sai por R$67.900.

Não temos como comparar os outros modelos do anúncio porque eles não são vendidos no Brasil, o que mostra outra característica do mercado chileno, além dos baixos preços, a diversidade de opções para o consumidor.

Mas se você está curioso para saber os outros preços anunciados aqui, veja os preços sugeridos já com desconto (precio desde…):

Spark – R$13.615
Spark GT – R$17.465
Sail – R$18.515
Aveo Sedan – R$19.215
Aveo HB – R$18.865
Optra Sedan – R$23.415 *
Optra XL – R$22.715 *
Colorado – R$39.667
D-Max – R$42.441
N300 Max – R$17.451
Série N – R$51.229
Sonic Sedan – R$24.115
Sonic Hatch – R$23.765
Captiva – R$42.665

* Apenas valor promocional.
Preços calculados com base na cotação do peso do dia 17/11 1 peso = R$0,0035.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

14:35 - Comissão quer saber por que brasileiro paga tão caro para comprar carro

Fonte: www.camera.gov.br
http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/?lnk=1435-COMISSAO-QUER-SABER-PORQUE-BRASILEIRO-PAGA-TAO-CARO-PARA-COMPRAR-CARRO-0159&selecao=MAT&materia=130122&programa=41

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio quer saber por que o brasileiro paga tão caro na hora de comprar um carro. Representantes dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Fazenda e também dos fabricantes de veículos foram convidados para participar de audiência pública sobre o assunto na próxima quarta-feira (23/11) pela manhã.

Um dos autores do pedido da audiência, o deputado Luis Tibé, do PTdoB mineiro, cita matéria recente do portal UOL segundo a qual, no Brasil, o consumidor tem que pagar pelo carro mais caro do mundo.

"Você tira o custo Brasil, tira os impostos e o carro no Brasil fica mais caro do que as montadoras vendem para outros países. A gente quer entender o porquê disso. Se tem uma explicação plausível, para ver se a gente consegue diminuir o custo do carro."

Tibé destaca que uma pesquisa do Banco Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por significativa parcela do lucro mundial das matrizes. O margem de lucro aqui chega a ser, segundo o estudo, três vezes maior que a de outros países.

Também autor do pedido de audiência, o deputado Felipe Bornier, do PSD do Rio de Janeiro, espera que o debate possa esclarecer as dúvidas.

"A gente vai poder debater não somente a cadeia produtiva, a questão de geração de emprego, a questão de impostos que os brasileiros pagam em cima de cada produto. Vai ser uma oportunidade de esclarecer o povo brasileiro muitas das dúvidas que tem sobre o não entendimento do motivo de o carro ser tão caro no Brasil."

Devem participar da audiência pública o primeiro vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Luiz Moan Yabiku Junior; o diretor do Departamento de Indústrias de Equipamento de Transportes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Paulo Bedran; e o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique Silveira.

De Brasília, Ana Raquel Macedo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Imposto injusto, IPVA deve ser extinto

http://www.conjur.com.br/2011-nov-21/justica-tributaria-veiculos-nao-podem-sofrer-tributacao-ipva

Para os proprietários de veículos deste país não existe Justiça tributária. Criou-se uma lenda, já bastante antiga, segundo a qual quem tem carro é rico. Ou pelo menos “burguês”, para usarmos o vocabulário típico de alguns dinossauros falantes que insistem em permanecer no século XIX. Rico ou burguês tem que ser tributado ou “expropriado” para supostamente repartir sua riqueza com o proletariado. Mas normalmente quem faz tal pregação usa carro oficial. É o cinismo fiscalista em ação.

Mas quem trabalha e produz neste país vem aos poucos tomando consciência de que ao pagar impostos não é contribuinte, mas vítima. Não só do fisco, mas também das montadoras e importadores, que obtém aqui o lucro que lhes falta em seus países de origem.

Se os arrogantes dirigentes das montadoras sempre nos viram como seres inferiores capazes de comprar carroças a preço de automóveis, governantes e legisladores nos tratam como idiotas capazes de pagar qualquer tipo de tributo.

Liberadas as importações em 1990, as montadoras tiveram que melhorar um pouquinho os veículos para enfrentar a concorrência dos importados, melhores que as carroças e a preços mais competitivos. Para proteger montadoras e manter empregos, aumentou-se o imposto de importação até o limite máximo admitido pelos tratados comerciais, ampliando-se ainda os demais tributos.

Temos hoje uma das maiores cargas tributárias do mundo, já próxima de 40% do PIB, em troca de péssimos serviços. Pagamos impostos para receber Justiça, Segurança, Saúde, Educação, etc. e pouco recebemos...

O preço dos automóveis embute cerca de 50% de tributos entre IPI , ICMS, IPVA, Cofins, PIS, Contribuição Social, licenciamento, IOF no financiamento e nos seguros, etc.

Essa carga varia conforme o modelo do carro (popular, luxo, etc) e o uso (táxis gozam de isenções), mas na média passa dos 40%. Eis aí a explicação para a enorme diferença de preço que se verifica em comparações com outros países. O mesmo BMW feito na Alemanha pode custar 25 mil dólares em Miami e mais que o dobro em São Paulo.

Mas quem compra automóvel paga tributos para usá-lo também. Além de pagar IPVA todo ano, tributam-se o consumo de combustíveis, as despesas com manutenção, as peças, etc. Automóvel é quase uma outra família e representa fonte inesgotável de tributos para o país.

Quem estuda tributação sabe que impostos só podem incidir sobre renda, patrimônio ou consumo. Os veículos são tributados pelo ICMS e pelo IPI porque são bens de consumo, classificados como mercadorias (pelo ICMS) e produtos industrializados (pelo IPI).

Sendo tributados como bens de consumo (ainda que duráveis) não podem sofrer tributação do IPVA como se fossem patrimônio, pois o objeto de tributação ou é bem de consumo ou não.

Se fosse válido cobrar imposto sobre o consumo daquilo que já se tributa pelo imposto sobre patrimônio, haveria incidência de ICMS e IPI na venda de imóvel, que é tributado pelo IPTU. Imóveis não são considerados mercadorias ou produtos industrializados para efeito de tributação...

De igual forma, automóveis não podem ser considerados bens integrantes do patrimônio para fins tributários, sob pena de admitirmos a hipótese de cobrar imposto patrimonial sobre qualquer bem de consumo durável, como geladeiras, televisores, etc.

O conceito clássico de patrimônio (Rodrigo Fontinha, Dic.Etimologico...) refere-se a “...bens herdados ou dados por pais ou avós; bens de família...” e nos leva à conclusão de que tendo a palavra origem em “pater” (pai), representa o conjunto de bens e riquezas que se pode acumular para a proteção da família e dos descendentes. Daí a preocupação de pais sobre o “patrimônio” que podem transferir a seus filhos.

Esse conceito de patrimônio é que merece tratamento especial do legislador, a ponto de se preservar o “bem de família”, protegendo-o até de credores, em cumprimento ao disposto nos artigos 226 e seguintes da Constituição. Mas não há dúvida de que automóveis são bens de consumo e assim devem ser tratados para todos os efeitos, especialmente os tributários.

Todo o nosso sistema tributário foi transformado numa bagunça generalizada, a merecer ampla reforma, que nenhum governo quer fazer. Basta dizer que em 1965 tínhamos uma carga tributária de cerca de 20% do PIB, que cresce continuamente (com pequenas quedas na década de 90) atingindo hoje cerca de 38%. Assinale-se que uma enorme quantidade de taxas (que são tributos) sempre ficam escamoteadas das pouco confiáveis estatísticas oficiais.

Se não existe razão para cobrar IPVA dos automóveis porque são bens de consumo, esse imposto deve ser extinto.

Metade do IPVA pertence ao Estado e a outra metade aos municípios e sua extinção trará queda de arrecadação, que pode ser compensada com o ICMS, de cuja receita 25% pertencem aos municípios. Estes ainda possuem ampla capacidade de recomposição de receita, bastando que administrem corretamente a tributação do IPTU.

A sonegação do ICMS em veículos é praticamente impossível, pois adota-se a substituição tributária: o imposto é pago pelas montadoras ou importadoras e os mecanismos de controle são absolutamente precisos. O principal deles é o Renavam, pois não há licenciamento de veículo sem esse cadastro.

A extinção do IPVA representaria um bom estímulo às vendas, especialmente dos veículos usados, cujo mercado está em baixa. Aliviaria o bolso da classe média, reduziria e burocracia e permitiria que as pessoas de menor poder aquisitivo tivessem acesso a carros melhores. Além disso, livraria o cidadão de um desembolso injusto de imposto logo no começo do ano, quando já tem seu orçamento comprometido com inúmeros gastos.

Aquela ideia dos tempos dos dinossauros de que quem tem carro é rico é uma rematada besteira. Automóveis são hoje principalmente instrumento de trabalho, especialmente ante a deficiência do transporte público. Alguns profissionais (corretores, por exemplo) já pedem isenção do imposto. Se queremos justiça tributária, devemos acabar com o IPVA.

Venda de veículos cai 9,68% na primeira quinzena de novembro

Fonte: economia.uol.com.br

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2011/11/17/vendas-de-veiculos-sofrem-queda-de-968-na-primeira-quinzena-de-novembro.jhtm

SÃO PAULO – Na primeira quinzena de novembro, foram emplacadas 137.361 veículos, entre carros, comerciais leves, ônibus e caminhões. O resultado, 9,68% menor que o registrado na primeira quinzena de outubro, mostra a tendência de queda que o setor automotivo tem sofrido neste semestre.

Segundo o levantamento da Agência MSantos, se comparado ao mesmo período de 2010, a queda foi mais expressiva, de 19,09%, quando foram registrados 169.767 emplacamentos.

“As vendas de veículos novos têm registrado uma desaceleração no País, desde o segundo semestre deste ano, e parece não ter data marcada para sua reversão”, afirma o economista da Agência MSantos, Ayrton Fontes.

Bancos

De acordo com o economista, mesmo com as novas normas anunciadas pelo Banco Central, que devem flexibilizar os financiamentos de veículos em 60 parcelas, “não teremos em curto prazo alterações que permitam o aumento nas vendas de veículos financiados em 60 parcelas e sem entrada, que era o que mantinha esse mercado aquecido”.

Para o economista, os bancos privados devem continuar sendo mais seletivos nas aprovações deste tipo de financiamento. “Esses bancos não deverão diminuir as taxas de juros aplicadas, exceto o Banco do Brasil, que já anunciou uma pequena diminuição em suas taxas de juros em todos os tipos de financiamentos aos consumidores, que hoje estão mais preocupados em pagar as dívidas já assumidas”, completa.

domingo, 20 de novembro de 2011

PAGAMOS MUITO POR POUCO

Vale a pena assistir:

Nesse vídeo, mostro a diferença gritante entre os preços de duas marcas de automóveis vendidos no Brasil e EUA.
Notem como é evidente a diferença não só em preço, mas também em conteúdo e tecnologia.

http://www.youtube.com/watch?v=jLpPloksCLk&feature=channel_video_title

sábado, 19 de novembro de 2011

Margem, que embute lucro, pode passar de 100% no Brasil; é preciso discuti-la

Fonte: carros.uol.com.br
http://carros.uol.com.br/ultnot/2011/07/13/margem-que-embute-lucro-pode-passar-de-100-no-brasil-e-preciso-discuti-la.jhtm

 Muito se fala a respeito da competitividade da indústria brasileira (ou da falta dela). Depois de perderem a camuflagem que o câmbio favorável garantiu até meados dos anos 2000, com o dólar cotado acima dos R$ 2, os problemas afloraram, com consequente queda de exportações e aumento de importações. A desvantagem cambial atingiu em cheio o setor automotivo no Brasil, que reclama, fazendo aparecer o discurso da competitividade. Mas, como de costume, os empresários colocam todas as culpas de suas mazelas em fatores externos aos muros das fábricas -- custos altos demais para produzir no país, logística capenga, impostos que comem um terço do preço de um carro, os maiores juros do mundo.

Tudo isso é verdade. Contudo, há outras verdades não ditas. Se os custos de produção de veículos aqui são até 60% mais altos do que na China, como revela um estudo de competitividade feito pela PricewaterhouseCoopers (PwC) por encomenda da Anfavea (associação das fabricantes), o que dizer das margens praticadas no Brasil, de 40% a quase 100%, embutidas nos preços de fábrica dos veículos? Isso é competitivo? E os produtos feitos aqui inadequados para exportação? Como vendê-los?

O custo da mão-de-obra também não fica atrás: em dólares, segundo o mesmo levantamento da PwC, é na média 342% mais alto do que na Índia e 305% maior do que na China. Porém, esqueceu-se de informar que o valor da hora trabalhada por um brasileiro em uma montadora é 87% menor do que nos Estados Unidos e na Europa. Para sermos competitivos precisamos ter salários como os dos indianos e chineses? Se fosse assim, haveria mercado de consumo suficiente para sustentar, por exemplo, os preços cobrados pelas fábricas?

No estudo de competitividade da consultoria PwC, que foi entregue ao governo, estão todas as desvantagens de se produzir carros no Brasil, incluindo materiais e mão-de-obra, que fazem o Brasil parecer o pior lugar do mundo para se construir uma indústria. Tudo é ruim, tudo é mais caro. Seria essa a explicação para se fabricar aqui os piores carros mais caros do mundo, com preços muito altos em comparação a outros mercados e pelo conteúdo inferior que oferecem.
MARGENS ESTRATOSFÉRICAS
É verdade que o custo brasileiro não está competitivo no exterior. De acordo com dados do Aliceweb, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que armazena preços de importações e exportações, o valor médio de embarque (FOB) de um automóvel made in Brazil com motor acima de 1,5 litro, exportado para países da América do Sul no período de janeiro a maio deste ano, foi de US$ 10,5 mil.

A título de comparação, um chinês Chery Face 1.3 desembarca no Brasil com preço FOB (sem incluir frete, seguro e impostos) de US$ 7,1 mil, muito próximo do conterrâneo "completão" JAC J3 Turin, que chega ao porto por US$ 7,7 mil. A diferença, como se vê, é grande. Contudo, para competir com a China, o Brasil teria de decretar uma ditadura, controlar o câmbio e pagar mal seus trabalhadores. Melhor esquecer isso.

MARGEM NA IMPORTAÇÃO DE CARROS AO BRASIL

MODELO ORIGEM PREÇO DE NACIONALIZAÇÃO PREÇO FINAL MARGEM
Chery Face China R$ 17.800 R$ 33.000 85%
Chery QQ China R$ 12.400 R$ 23.000 86%
Fiat Siena Argentina R$ 29.700 R$ 41.300 39%
Ford New Fiesta México R$ 27.000 R$ 51.400 90%
JAC J3 Turin China R$ 19.300 R$ 39.900 106%

 O problema é quando esse carro nacional exportado compete com ele mesmo no mercado nacional. Partindo do preço FOB médio de exportação de um carro 1.6, de US$ 10,5 mil, após aplicar a carga tributária brasileira, a maior do mundo sobre automóveis, esse mesmo veículo custaria R$ 24,4 mil, considerando que o exportador já colocou seu lucro no valor. Pois no Brasil não se acha um modelo 1.6 por menos de R$ 33 mil (equivalente a um Volkswagen Gol "peladão"), valor 36% mais caro. A margem, portanto, ainda é bastante elástica para competir no mercado interno.

O que não se ouve dos dirigentes da indústria automotiva nacional, em nenhum momento, é a admissão de que os produtos feitos aqui não servem para ser exportados não só por causa do custo, mas também porque foram pensados e projetados para oferecer o menos possível pelo maior preço possível. Poucos mercados no mundo compram veículos assim, o que significa uma dificuldade de exportação maior do que qualquer desvantagem cambial.


E até os brasileiros querem coisa melhor: prova disso é crescente aumento no país da preferência por modelos mais bem equipados e com motorização superior a 1 litro, que pela primeira vez em mais de uma década superaram as vendas dos chamados "carros populares", com mais de 52% dos emplacamentos de novos.

Muitos desses carros (20%) são importados e alguns deles conseguem chegar ao Brasil custando menos do que os nacionais, mesmo pagando imposto de importação de 35%, como é o caso dos chineses. O estarrecedor é verificar como os importadores também praticam margens estratosféricas no Brasil.

Para ficar com os mesmos exemplos, o preço de nacionalização do JAC J3 Turin (após todos os impostos II, IPI, ICMS e PIS/Cofins) fica em R$ 19,3 mil para o importador, mas ele é vendido por quase R$ 40 mil, com margem de 106%. No caso do Chery Face esse porcentual é de 85%: o modelo salta de R$ 17,8 mil na importadora para R$ 33 mil nas lojas. O mesmo acontece com o carro mais barato à venda no Brasil, o Chery QQ, que chega com preço FOB de US$ 4,4 mil, é nacionalizado por R$ 12,4 mil e depois é vendido por R$ 23 mil, 86% mais.

Há também interessantes exemplos de montadoras importadoras. A Ford traz do México, sem pagar imposto de importação, o New Fiesta, com motor 1.6 feito no Brasil, pelo preço FOB de US$ 11,4 mil, nacionaliza o modelo por R$ 27 mil e cobra R$ 51,4 mil do consumidor (margem de 90%). A Fiat monta o Siena na vizinha Argentina, com motor e muitos componentes brasileiros, e traz a versão Essence por US$ 12,9 mil (FOB), que após aplicação de impostos ficaria em R$ 29,7 mil, mas vende por R$ 41,3 mil (39% de margem).

E qual o segredo para vender o carro relativamente mais caro do mundo? O crédito, que mesmo com os juros mais altos do mundo acomoda em suaves prestações que cabem no bolso todas as assimetrias de custos, preços e bobos do mercado brasileiro.

CUSTO VS. LUCRO
Por mais que nessas margens de venda estejam incluídas despesas comerciais, publicidade e marketing, lucro dos concessionários (dizem que não passa de 5% e pode ser zero), as diferenças parecem grandes demais. Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, ao apresentar o estudo da PwC deu uma pista do porquê: "Os custos de remuneração de capital no Brasil são os maiores do mundo", disse. Ou seja, para compensar os investimentos feitos aqui e ganhar mais do que em aplicações financeiras, a rentabilidade de um negócio precisa ser também das mais altas do mundo.

A corporação que Belini dirige no Brasil, a Fiat Automóveis S.A. (Fiasa), sabe bem disso. Em 2010 a Fiasa reportou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão, o que significa margem de 7,7% sobre o faturamento de R$ 20,7 bilhões. No mundo todo, montadoras ficam muito contentes quanto obtêm margem de 5%. O Grupo Fiat, por exemplo, contabilizou 3,9% no ano passado. (Das outras fabricantes instaladas no Brasil nada se sabe a respeito, pois os lucros apurados aqui são tratados como informações de caixa-preta e ficam escondidos no meio dos balanços globais; a Fiat é a única que publica balanço separado no Brasil.)

Portanto, se os custos são altos no país, os lucros também são. Uma mostra disso são as remessas de dividendos de fabricantes de veículos às suas matrizes. Segundo dados do Banco Central, de janeiro a maio deste ano foram remetidos US$ 2,3 bilhões, o dobro do que foi enviado no mesmo período de 2010. Com esse valor, a indústria automobilística é o setor que mais pagou lucros aos controladores estrangeiros neste ano.

Lucrar não é desonesto, mas as montadoras tratam disso como se fosse, pois escondem esse número aqui o quanto podem. Não seria por outro motivo que, apesar dos custos não competitivos, o Brasil continua bastante interessante, com um horizonte de mercado em mais três ou quatro anos de 6 milhões de veículos vendidos por ano com uma grande margem embutida em cada um deles. Tanto que mais de uma dezena de montadoras têm planos de ampliar a produção e construir novas fábricas no país -- como a Fiat em Suape (PE), a Chery em Jacareí (SP), a Hyundai em Piracicaba (SP) e a Toyota em Sorocaba (SP), só para citar os maiores investimentos.

Antes de reclamar do "Custo Brasil", seria interessante aumentar a transparência, colocar todas as verdades sobre a mesa, como a que diz respeito ao custo do trabalho no Brasil, de US$ 7,70 por hora, contra US$ 1,74 na Índia segundo a Anfavea, mas de no mínimo US$ 15 nos Estados Unidos (o salário mais baixo atualmente numa montadora), podendo chegar a US$ 60 na General Motors e US$ 55 na Toyota. Essa não é uma vantagem competitiva e tanto?

O que queremos ser passa necessariamente com o que queremos nos comparar. Seremos um país de baixo custo e, por consequência, de baixo consumo? É preciso discutir honestamente o quanto cada parte (indústria e governo) pode ceder, para que ninguém tenha que se passar por bobo na hora de negociar custos e preços. Assim o país pode evoluir para os melhores exemplos, não os piores.

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Pedro Kutney, jornalista, é editor do portal Automotive Business, onde este artigo foi publicado originalmente sob o título "Os custos, os preços e os bobos"
 

Nova foto do movimento Abaixa ao lucro no Facebook

Fonte: facbook/lucrobrasil




segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Participe o protesto!

Fonte: http://www.facebook.com/lucrobrasil
Por favor divulge nossos informacoes!



Brasil tem o carro mais caro do mundo

Fonte: www.obeabadosertao.com.br
 
Lucro Brasil faz o consumidor pagar o carro mais caro do mundo. A carga tributária caiu e o preço do carro subiu. A margem de lucro é três vezes maior que em outros países.

São Paulo(SP) - O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários - e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.


A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.


A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir, como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas. Só a Mercedes-Benz tem uma frota de três mil ônibus para transportar funcionários.

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.

Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.

Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto?

Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?
.

Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, “é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa”. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.

O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8%(gasolina) e 32,5%(álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool.

Hoje - com os critérios alterados - o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.

Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina(de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.

Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento.

Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI(retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.
 

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.

O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.


O Palio Adventure(que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil(motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò(que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais.

O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.



O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil(versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.

Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária(de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias(10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o “Lucro Brasil(adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00(preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.


Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv.

Será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses?

O que a Honda fala sobre isso?

Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa “não fala sobre o assunto”.


Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100(R$ 35.600), segundo o Auto Blog.


Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.

Os 10 carros mais baratos da Argentina
Como o Brasil é o país onde os carros custam muito caro, a Argentina, por exemplo, já não tem essa fama toda. Aliás, má fama para o Brasil. No país hermano, o carro mais barato do mercado representa 9,3 salários médios do trabalhador argentino.

No Brasil, o modelo mais barato(Chery QQ, o mesmo que lá) representa 14,7 salários médios do trabalhador, segundo dados de março deste ano, que apontava o valor de R$1.557. Lá, o salário médio do trabalhador do setor privado foi de 4.200 pesos em 2010, equivalente a quase 2.000 reais.

Bom, chegamos aos 10 carros mais baratos do mercado argentino. Para tornar mais fácil a comparação com nossos preços, convertemos os valores em peso argentino para real:

Chery QQ.....................R$15.153

Fiat Uno.......................R$16.031

Chevrolet Celta.............R$17.314

VW Gol Power...............R$17.593

Chevrolet Classic..........R$17.786

Ford Ka........................R$18.557

Fiat Palio......................R$18.947

Renault Clio..................R$19.478

Peugeot 206.................R$20.225

Fiat Siena.....................R$20.776

 

domingo, 13 de novembro de 2011

Governo bate de frente com STF e segura importados nos portos

Fonte: Noticiasautomotivas.com.br
http://www.noticiasautomotivas.com.br/governo-bate-de-frente-com-stf-e-segura-importados-nos-portos/


O governo está fazendo o que pode para dar uma rasteira na decisão do STF com relação ao IPI maior. O Ministério da Fazenda anunciou ontem que usará a licença não automática para conter surto de importação, segurando os carros nos portos por até 60 dias.
Com isso, ganhará tempo para voltar a cobrar mais IPI de importados, o que acontece a partir de 16 de dezembro. O secretário adjunto executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, garantiu que o governo não vai permitir que as montadoras de veículos estrangeiros, sem fábricas no país ou no Mercosul, tirem proveito da lacuna de tempo, até dezembro, para “inundar” o mercado brasileiro de produtos com taxação menor.
Ele comentou que não vai haver surto, porque a importação está sujeita a licenciamento. O governo tem informações diárias de importação dos últimos 50 anos. Sabe o que é importação normal e o que não é. Ou seja, qualquer movimentação de entrada de veículos acima da média desse período ficará sujeita à licença não automática.
O governo não negará as licenças, mas vai agir dentro do ritmo normal de 60 dias. Com isso, já que estamos praticamente a um mês do IPI maior entrar em vigor de vez, não haverá meio de importar quantidades maiores até o meio de dezembro.
Prepara-se para grandes problemas entre os que comprarem seus carros dentro do prazo do IPI ainda normal e as empresas importadoras que acabarem tendo esses carros bloqueados até uma data adiante de 16 de dezembro.

Carro no Brasil seria mais caro mesmo sem imposto

Fonte: enonomia.estado.com.br
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,carro-no-brasil-seria-mais-caro-mesmo-sem-imposto,85197,0.htm

Ainda que IPI, ICMS e PIS/Cofins não existissem, alguns veículos nacionais custariam mais do que os estrangeiros

SÃO PAULO - O preço de alguns carros no Brasil seria mais alto do que na matriz das montadoras mesmo se os impostos que afetam diretamente o valor final fossem zerados, como indicam dados das empresas e da Anfavea, a associação dos fabricantes instalados no País. 


O Chevrolet Malibu, por exemplo, custa a partir de R$ 89.900 no Brasil. Tirando IPI, ICMS e PIS/Cofins, o valor poderia cair para R$ 57.176. Mesmo assim, estaria mais caro do que nos Estados Unidos, onde carro sai por R$ 42.300 com impostos para o consumidor de Nova York.
O Ford Focus Sedan está em situação semelhante. Sem impostos, o preço poderia cair de R$ 56.830 para R$ 39.554 no Brasil. Porém, em nova York esse veículo custa R$ 30.743 com tributação.







Entre as montadoras com sede na Europa, o carro sem impostos aqui seria mais barato do que o com impostos lá. Mas, ao retirar a tributação no Brasil e na matriz, o preço por aqui ainda é mais alto.
O Fiat Punto 1.4 2012 sai por R$ 40.308 no Brasil. Sem IPI, ICMS e PIS/Cofins, poderia custar bem menos: R$ 28.104. Na Europa, o preço é de R$ 30 mil com impostos e R$ 25 mil sem.
No caso do Volkswagen Golf, sem esses três tributos o preço seria de R$ 37.806 no Brasil. Na Alemanha, o Golf Trendline mais barato custaria a partir de R$ 33.600 sem impostos.
Além de IPI, ICMS e PIS/Cofins, as empresas pagam também Imposto de Renda e Contribuição Social, mas não é possível calcular quanto o carro custaria sem essa tributação porque as companhias não abrem seus números.
Margem de lucro
Os impostos no Brasil são mais altos do que nos países onde estão instaladas as matrizes das montadoras, como mostra um levantamento da Anfavea (veja gráfico). No entanto, a diferença de preços é maior do que a da tributação.

 

Especialistas dividem-se sobre qual seria o outro fator, além dos impostos, que explica o alto preço do carro no Brasil. Uns culpam o chamado "custo Brasil"; outros, o "lucro Brasil". Essa dúvida existe porque as montadoras não divulgam detalhes sobre lucros e custos.
"Citar a influência dos impostos para falar que o preço do carro é alto não é verdadeiro. O preço de carro é alto porque, no Brasil, o volume de importados era muito baixo", afirma o consultor especializado Luiz Carlos Augusto.
Para ele, as empresas terão que "rever a margem de lucro" por causa do aumento das importações e também da concorrência interna. No início dos anos 1990, lembra Augusto, havia cerca de 150 versões de carros no Brasil; hoje, em torno de 900.

Custo Brasil
Para o economista Julio Gomes de Almeida, do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), o preço alto do carro brasileiro é explicado pelo custo Brasil e pela baixa produtividade no País. Ele diz que para comparar com outros países, seria necessário considerar também os impostos que incidem sobre as matérias-primas dos carros.
A Volkswagen afirma que matérias-primas como aço e plástico custam de 30% a 40% mais no Brasil que em "outros países". A empresa diz, também que o custo da mão de obra no País está "entre os mais elevados do mundo". Questionada, no entanto, sobre o custo da mão de obra na Alemanha, a companhia não respondeu. A montadora aponta, ainda, "questões de infraestrutura" e "regime tributário" como motivos para cobrar mais pelo carro brasileiro do que pelo alemão.
A Anfavea, que representa as montadoras nacionais, divulgou em junho alguns números de uma pesquisa mostrando que produzir aqui é mais caro que em outros países emergentes, mas não trouxe detalhes sobre o custo em países desenvolvidos. Não disse, por exemplo, se produzir no Brasil é mais caro ou mais barato do que na matriz das montadoras. Questionada pela reportagem, a entidade afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "o estudo não está mais disponível".
Para Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios, "a postura das montadoras, de evitar a divulgação do seu custo de produção, corrobora a suspeita" de que a margem de lucro no Brasil possa ser "muito superior" à de países desenvolvidos. Ele afirma, ainda, que a mão de obra no Brasil é mais barata do que na Europa e nos EUA.
Contatada pela reportagem, a Ford disse que não comentaria. A General Motors e a Fiat não responder a solicitação de entrevista.

Fiat Punto 2012, 1.4

Fonte: Facebook, Lucro Brasil:
http://www.facebook.com/lucrobrasil

Coloquemos essa reportagem no face da fiat!!!!!

Entre as montadoras com sede na Europa, o carro sem impostos aqui seria mais barato do que o com impostos lá. Mas, ao retirar a tributação no Brasil e na matriz, o preço por aqui ainda é mais alto.

O Fiat Punto 1.4 2012 sai por R$ 40.308 no Brasil. Sem IPI, ICMS e PIS/Cofins, poderia custar bem menos: R$ 28.104. Na Europa, o preço é de R$ 30 mil com impostos e R$ 25 mil sem.

sábado, 5 de novembro de 2011

Facebook: BOICOTE A COMPRA DE VEICULOS NACIONAIS 0 KM ATÉ 2012

http://www.facebook.com/event.php?eid=249528291755343

Um comentario no Facebook:

Só repassando:
Face ao “nefasto” aumento de IPI para carros importados, é a hora de darmos um basta na farra das montadoras no Brasil.
Somos o único (SIM, O ÚNICO), país do mundo, que fabrica carros 1.0.
Somos o único país do
mundo, que fabrica carros com rodas Aro 14, sem direção hidráulica.
Somos o Único País Tropical do mundo, que fabrica carros sem Ar Condicionado.
... Somos o único país do mundo, que ainda tem carros saindo de fábrica sem Airbag e Freios ABS!
Somos o único país do mundo que tem investimento 0 para carros movidos a energia elétrica!
Somos o único país do mundo que ainda tem como padrão o cambio manual.
Somos o único país do mundo, em que um Celta custa o mesmo que um Honda City nos EUA ou México!
Por isso, você, brasileiro, que está acostumado a pagar preços exorbitantes, por qualidade 0, faça um exercício mental e espiritual e diga: NÃO VOU COMPRAR CARRO NACIONAL 0KM, ATÉ TER PADRÃO DE QUALIDADE INTERNACIONAL, E PREÇO JUSTO!

Participe!! Abaixo-assinado Mobilização Contra Alta do IPI

Fonte: www.peticaopublica.com.br
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=IPI

Para:Presidente da República Federativa do Brasil

Nós brasileiros esperávamos que com a concorrência dos importados forçasse os fabricantes a reduzirem o valor dos veículos, que vem sem nenhum conforto e a preços exorbitantes, um abuso a nós consumidores, mas a medida do governo não é beneficiar os brasileiros e sim a indústria, que tem altos ganhos e ainda oferece muito pouco colocando tudo no carro opcional. Sabemos que é importante incentivar a indústria nacional, mas diante de dados mundiais, o que vemos é que estamos sendo passados para trás em relação ao mundo, aqui todos querem ganhar muito e muito rápido a qualquer custo. Enquanto o trabalhador brasileiro se vê coagido na hora de comprar um carro que é o mais caro do mundo e com a menor conforto possível e ainda tem que arcar com financiamento com juros exorbitantes, isso resulta muitas vezes em inadimplência e perca do bem para as financeiras.

Esperávamos e esperamos do governo uma atitude justa!


Os signatários

Participe!! Abaixo-assinado Não iremos comprar carros zero nacionais!!!!

Fonte: Peticaopublica.com.br

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N14643

Para:Presidente da República Federativa do Brasil

Porque nós brasileiros temos que pagar o carro mais caro do mundo e com a pior qualidade do mundo? Sem segurança, sem conforto, com preços exorbitantes e juros sufocantes. Porque por exemplo o Honda Fit que é produzido no Brasil é exportado para o méxico e é vendido lá por a partir de 26mil e aqui custa 50mil? O nissan march que custa apartir de 15mil no méxico será vendido aqui por 28mil? Felizmente boa parte da população, principalmente nós os internautas temos ciência disso e vamos contaminar o brasil inteiro, pois nossos governantes, governam para os ricos, não vejo intenção de segurar o emprego dos trabalhadores que produzem carros, mas sim favorecer os altos ganhos de industrias que nem nacionais são, que esfolam os bolsos dos brasileiros oferecendo produtos ridículos em comparação aos produzidos por elas mesmo em outros países, que remetem grandes divisas para suas matrizes. Esse discurso de emprego não cola mesmo... essas empresas tem tecnologia para produzir carros melhores aqui, mas não fazem por possíveis favorecimentos políticos e o povo sem questionamento crítico que aceitam essas condições...

Com a política de aumento do IPI o governo está assinando que concorda com os carros que são vendidos no brasil, pois os importados estavam forçando em qualidade e preço a melhoria dos carros nacionais, isso é um retrocesso, pois o brasileiro continuará a ser explorado e obrigado a comprar carros sem conforto, segurança e qualidade a preços injustos.

Por isso é que não compraremos carros nacionais até que sejam revistas a qualidade, preço e segurança...


Os signatários

Quase 80% dos brasileiros não pretendem comprar carro zero neste ano

Fonte: economia.uol.com.br
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2011/10/11/quase-80-dos-brasileiros-nao-pretendem-comprar-carro-zero-neste-ano.jhtm

SÃO PAULO – O número de brasileiros que não pretendem comprar um carro zero neste ano cresceu 16,9 pontos percentuais, se comparado ao ano passado. Neste ano, 79,2% dos brasileiros afirmaram não ter a intenção de adquirir um carro novo, contra 62,3% que tiveram a mesma opinião em 2010, revela a pesquisa de intenção de compra de veículos zero quilômetros na capital de São Paulo, realizada pela agência MSantos e antecipada para o InfoMoney nesta terça-feira (11).

De acordo com o economista da Agência, Ayrton Fontes, o principal motivo de desmotivação dos brasileiros em adquirir um automóvel ainda neste ano é a falta de crédito e o alto nível de endividamento dos consumidores.

Entre os entrevistados, 8,2% afirmaram que já possuem carro e pretendem comprar um novo ainda este ano, já 2,1% disseram que não possuem veículo, mas pretendem adquirir um até o final do ano. Por outro lado, 10,5% afirmaram estar indecisos quanto à intenção de compra.

Perfil
Entre os respondentes, 42% têm idade entre 20 e 30 anos, enquanto 37% possuem entre 30 e 40 anos, e 21% estão acima dos 40 anos.

Mais da metade dos entrevistados pela pesquisa possuem renda mensal de até R$ 2 mil, seguidos pelos que têm renda mensal de R$ 2 mil a R$ 4 mil (37%) e, por fim, os que possuem renda mensal acima de R$ 4 mil (12%).

Neste ano, 58% dos entrevistados declararam ter um automóvel, enquanto 42% ainda não tinham carro.