O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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sábado, 10 de novembro de 2012

Uma análise profunda do setor automotivo e seus preços

 http://www.noticiasautomotivas.com.br/uma-analise-profunda-do-setor-automotivo-e-seus-precos/

Estrutura de Mercado Oligopolizada + Protecionismo + Comportamento do Consumidor = Preço Elevado
Tendo resolvido trocar meu carro, passei a acompanhar mais de perto as notícias do setor automotivo. Pesquisei, então, sobre qual modelo seria o seu substituto, deparando-me com preços muito elevados e, em minha opinião, fora da realidade brasileira; ainda mais quando comparados com os praticados no exterior.
Naquele momento, comecei a buscar informações e justificativas para o elevado valor dos carros no Brasil. Encontrei sites, blogs e reportagens criticando de forma enfática o tal do “lucro Brasil” e a exploração que o pobre coitado do brasileiro sofre da indústria automotiva e do seu maior sócio, o Governo Federal.
No entanto, não obtive sucesso na busca pelas informações que indicassem o motivo dos altos preços dos carros no Brasil. Isso me motivou a fazer um estudo do setor automotivo e a tentar de alguma forma apresentar aos leitores do site Notícias Automotivas alguns fatos que podem esclarecer o motivo pelo qual os preços praticados aqui são tão elevados.
Passo a discutir, portanto, a estrutura e o grau de concentração do mercado automotivo, bem como as barreiras à entrada de concorrentes, os comportamentos das firmas e dos consumidores, assim como o protecionismo praticado pelo governo.

Estrutura de mercado

O produto de interesse de nossa reflexão é o carro. Por isso, vamos fazer um exercício de abstração e tratá-lo como um produto homogêneo produzido, montado ou importado pelas indústrias que compõem o setor automotivo. Essas indústrias se apresentam em um número relativamente pequeno. Tanto é que uma das principais queixas que percebo nos fóruns é a baixa concorrência. Por esse motivo, vamos classificar a estrutura de mercado do setor automotivo como oligopólio.

Mas, afinal de contas, o que é oligopólio?

Oligopólio é uma estrutura de mercado na qual poucas firmas ofertam produtos que podem ou não ser diferenciados. Considerando o carro um produto homogêneo, percebemos que o mercado consumidor de carros é muito grande em relação ao número de firmas (muito pequeno) que o ofertam, ou seja, poucas empresas são responsáveis por abastecer o mercado.

Como aumentar o número de empresas ofertantes de automóveis e, com isso, aumentar a concorrência do setor automotivo?

No caso da indústria automotiva, essa não é uma questão simples, pois envolve diversas barreiras à entrada como, por exemplo: patentes tecnológicas necessárias à produção; escassez de mão-de-obra qualificada; negociações sindicais; altos investimentos na produção; longo tempo para a instalação da planta produtiva; licenças governamentais; altos custos com marketing; elevada carga tributária, longo tempo de maturação do negócio…

Mas, ainda que existam poucas firmas, elas não deveriam concorrer entre si?

Em um primeiro momento, eu até poderia dizer que sim, mas a resposta para essa pergunta é depende. Refletindo sobre isso, percebe-se que existe uma limitação da capacidade produtiva individual, ou seja, essa é muito menor do que a capacidade que o mercado tem de absorver a produção. Em outras palavras: a demanda total do mercado é muito maior que a capacidade de produção das firmas instaladas. Por isso, ela não venderá mais se concorrer por preços, pois a sua capacidade produtiva já está dimensionada para o nível de oferta que ela deseja.
É certo que atualmente a demanda é maior que a oferta; existem muitos modelos com prazo de entrega superior a 60 dias. No entanto, ofertar mais significa aumentar o investimento, contratar mais funcionários e aumentar os custos de produção, o que pode não ser interessante para as firmas.
Caro leitor, por acaso você já teve a sensação de que os carros de uma categoria possuem, na maior parte das vezes, o mesmo conjunto de equipamentos, especificações semelhantes e preços muito próximos, independentemente da marca? Na busca pelo meu carro novo, eu sempre tinha essa sensação e acabei chegando à conclusão de que não se trata apenas de uma sensação: isso realmente ocorre!
Então, o que observamos é que as firmas do setor automotivo cooperam entre si de forma a maximizar os seus lucros. Elas possuem um comportamento parecido com um cartel, atuam de forma coordenada precificando seus produtos em valores muito acima do que seriam caso não houvesse cooperação.
Note que não estou afirmando que existe de fato um cartel formado pelas montadoras. Não acredito que isso ocorra. Na verdade, o que percebo é que existe uma cooperação entre as indústrias do setor, feita através de sinalizações sutis, como, por exemplo, propagandas com preços e condições de pagamentos feitas por uma empresa e seguidas pelas demais.
Geralmente, reajustes nos preços para mais ou para menos são realizados na mesma época pela maioria das empresas do setor, ou, pelo menos, pelas mais representativas.
Enquanto o mercado está aquecido e possui uma forte demanda, esse tipo de comportamento pode ser observado. No entanto, a cooperação entre as firmas termina nos momentos de crises, quando elas se tornam rivais na busca por clientes.

Afinal de contas, já que existem poucas empresas, qual é o grau de concentração do mercado de automóveis?

O mercado é muito concentrado. A seguir, listei a participação de mercado das 20 maiores marcas de veículos por emplacamentos de carros em 2012 (até setembro).


Fonte: FENABRAVE
Comparando as 5 maiores empresas e agrupando as outras 15 menores na marca Outras, podemos resumir a tabela acima da seguinte forma:

Fonte: FENABRAVE e autor
Ou seja, as cinco maiores empresas possuem mais de 81% de participação no mercado, enquanto as outras 15 empresas ficam com pouco mais de 18% do mercado.
Percebe-se claramente que o mercado é muito concentrado, pois 25% das empresas dominam uma fatia de mais de 81% do mercado, e, quanto mais concentrado for o mercado, maior é a possibilidade de coordenação e cooperação entre as firmas, sendo, desta forma, maior a margem de lucro das empresas!

Então, quer dizer que o preço dos automóveis é alto porque o mercado é concentrado?

Bem, podemos dizer que esse é um dos principais motivos, mas, além desses motivos, podemos citar outros como: o comportamento irracional do consumidor que possui grande sensibilidade à propaganda, os financiamentos a perder de vista, a sensação de status de ter sempre um carro novo na garagem, o péssimo transporte público.
Vamos analisar esses fatos:
Comportamento irracional do consumidor: Vocês já perceberam a grande quantidade de carros do tipo 4×4 que circulam nas grandes cidades? São muitos! A explicação para isso é simples: Se o tipo de carro da moda é pick-up, um grupo de consumidores estará disposto a fazer de tudo para comprar uma, mesmo que não tenha necessidade de rodar em estradas de barro, não precise carregar nada na caçamba e o principal uso do veículo seja para passear na cidade, ir ao trabalho e levar as crianças ao colégio. Isso pode ser considerado uma compra irracional.
Financiamentos: Devido à baixa qualidade do ensino de base, o brasileiro é, por natureza, ignorante do ponto de vista financeiro. Não sabe fazer contas e, tampouco, fazer o dinheiro trabalhar a seu favor. O consumidor que quer comprar um carro vai comprar tendo ou não o dinheiro, pois verá que, por exemplo, a entrada de R$ 10.000 + 60 parcelas de apenas R$ 499,00, que pagará por um carro popular básico, caberá no seu orçamento. Note que, a uma taxa de juros de 0,5% ao mês (aproximadamente o valor remunerado pela poupança), essas parcelas mais a entrada geram um montante aproximado de R$ 48.300 após 60 meses; muito caro para um carro popular que, ao final do pagamento, já estará bem depreciado.
Status: carro não deveria ser sinônimo de status. carros foram feitos para servir de meio de transporte. Competir com vizinhos ou com parentes trocando de carro todos os anos ou comprando carros cada vez mais caros e desnecessários não pode ser considerado status. Podemos é considerar que a pessoa que age dessa forma não tem capacidade para dimensionar as suas reais necessidades.
Péssimo transporte público: O brasileiro pensa no sofrimento que é encarar 3 horas por dia em pé dentro do ônibus, trem ou metrô lotados. O transporte público no Brasil é caro e de péssima qualidade. Por esses motivos, muitas pessoas preferem passar as mesmas 3 horas diárias do trajeto casa-trabalho-casa no conforto do seu carro.

Quer dizer que uma vez que o mercado automotivo é uma estrutura oligopolizada, existem barreiras à entrada, o mercado é concentrado, a economia está indo muito bem, o crédito é farto, e os consumidores são irracionais, então as chances de os preços dos veículos baixarem é nula?

Podemos dizer que sim. No atual momento, quando o governo age de forma protecionista, é utopia pensar que os preços podem baixar.
Ainda assim, uma solução para a redução dos preços seria a maior abertura do mercado (sem aumento de impostos para os importados e sem redução para os nacionais, é claro!) de forma incentivar a entrada de outras firmas do setor, elevando a oferta de carros importados e reduzindo a concentração do setor automotivo.
É certo que os consumidores possuem grandes poderes, mas eles são desorganizados. Não conseguem se unir e, ainda que conseguissem uma união de forma a adiarem a compra de carros novos, esse ato teria que ser muito bem orquestrado para ser suficiente para forçar a redução da margem de lucro das montadoras, pois, como elas possuem grandes poderes políticos, ter o pátio lotado causaria idas ao governo para que ele reduzisse sua margem de lucro (impostos), ou para que ele criasse regras mais favoráveis aos financiamentos, ou, ainda, a indústria poderia preferir manter os estoques e dar férias coletivas e demitir funcionários a baixar preços.

Agora pergunto a você, supondo que você é o capitalista sócio investidor da “indústria automotiva”: Você aceitaria ter uma margem de lucro menor quando pode manter essas margens mais elevadas?

Eu, não. Prefiro o maior lucro possível!
Por Rafael Guimarães
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Mercado automotivo enfrenta realidade sem imposto a partir de fevereiro de 2013

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1179930-mercado-automotivo-enfrenta-realidade-sem-imposto-a-partir-de-fevereiro-de-2013.shtml

Com o anúncio da Presidência da República da prorrogação do incentivo do IPI até 31 de dezembro, decretamos o comportamento do setor de automóveis e comerciais leves até o fim do ano.
Mesmo num ritmo menos intenso -como o que ocorreu com as correrias para compras que vinham acontecendo em véspera de decisão sobre o futuro do IPI-, teremos um forte movimento de antecipação de compra. Dezembro será intenso nas vendas, mesmo com as limitações de menos dias úteis.
O mês de setembro na comparação com agosto foi menos positivo, pois apresentou recorde de vendas em razão da previsão de que o IPI chegaria ao fim.
A verdade está mais uma vez comprovada: toda vez que diminuímos impostos para patamares compatíveis, o consumidor responde de forma positiva.
Pela representatividade do segmento automotivo, a economia ganha fôlego e fica mais fácil atravessar a crise mundial.
Esse cenário garantirá um crescimento significativo do mercado de automóveis e comerciais leves no ano de 2012, principalmente diante das previsões que foram feitas no primeiro trimestre deste ano.
O mercado de automóveis e comerciais leves cresceu 5,54% no acumulado de 2012 (janeiro a setembro), segundo dados da Fenabrave. Esse número será ainda maior quando o ano se encerrar.
A informação do IBGE é de queda de 15,4% na produção de veículos automotores nos primeiros nove meses, mas esses dados incluem outros segmentos além dos automóveis e comerciais leves.
O grande desafio está em 2013, principalmente em fevereiro e março. Janeiro ainda viverá dos estoques recebidos em dezembro.
Se analisarmos, por outro lado, o ano de 2013 como um todo, observamos que os analistas do segmento variam suas previsões de um crescimento de 0,5% a 2%. Mas, de acordo com as previsões, o mercado continuará crescendo, mesmo que pouco.
Em resumo, precisamos economizar energia e caixa agora. Depois, o tempo se encarregará de ajustar os volumes ao longo de 2013, garantindo um ano ainda positivo.

"Novo" Clio


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Um utilitário esportivo de luxo por R$ 50 mil

 http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/page/2/

– Mercado de usados oferece 149 opções na faixa de R$ 50 mil a R$ 60 mil
– Veja as oportunidades de comprar um Santa Fé, CRV, Grand Cherokee, Rav 4 ou um Discovery nessa faixa de preço
Você já pensou em comprar um utilitário esportivo de luxo? Um Hyundai Santa Fé, um Honda CRV, um Jeep Grand Cherokee, um Toyota Rav 4, um Land Rover Discovery, carros equipados com o que há de mais moderno em tecnologia de segurança, conforto, mecânica, conectividade. Muito caro? Depende: se for zero quilômetro um carro desses custa uma pequena fortuna, mas como essa categoria tem um alto grau de depreciação, em alguns anos o preço pode cair pela metade e então o carro que você nem sonhava em ter na garagem, se transforma numa boa oportunidade de compra.
Veja o caso do Hyundai Santa Fé. Novo, custa cerca de R$ 100 mil em sua versão mais barata, mas o modelo 2006 é cotado no mercado, conforme a Molicar, por R$ 52 mil. Que tal um Volvo XC90 2005 com motor 2.5 turbo, automático, completíssimo, por R$ 60 mil? Pelo mesmo preço é possível comprar um Land Rover Discovery 2004, com tração 4 X 4 e motor 2.5 turbo diesel.
Você encontra verdadeiras preciosidades a preço de carro pequeno. No mercado de novos, com esse dinheiro – R$ 50 mil a R$ 60 mil – você não encontra mais do que as versões básicas do Ecosport e do Duster ou um Tucson, com tração simples e câmbio manual.
Mas no mercado de usados você pode garimpar verdadeiras preciosidades e em alguns casos com pouco tempo de uso e baixa quilometragem. É o caso do Suzuki Grand Vitara 2011, que custa R$ 58,8 mil, o Kia Sportage, também 2011, por R$ 58 mil. Nessa faixa de preço você pode comprar uma Mitsubishi Pajero TR4 ano 2012, que custa R$ 60 mil (o modelo 2011 sai por R$ 53 mil).
Levantamento feito pela Agência AutoInforme apontou nada menos do que 150 opções de utilitários esportivos a preços que variam de R$ 50 mil a R$ 60 mil.
A vantagem de comprar um usado é que ele já passou pelo período de grande desvalorização, o que acontece nos três primeiros anos. Você paga o preço de um carro pequeno e desfruta das virtudes de um carro de luxo.
Em geral esse tipo de carro não está muito rodado, o dono é cuidadoso e portanto está em boas condições. Mas na hora da compra certifique-se de que a quilometragem marcada é a original e que o carro não sofreu nenhum acidente que tenha abalado a estrutura, porque o conserto e a manutenção desses modelos são mais caros do que o de um carro pequeno.
Na lista você vai encontrar também carros como o Kia Sorento, Land Rover Defender, os Mitsubishi Airtrek e Outlander, Nissan XTerra, SsangYong Action, Toyota Land Cruize Prado e até um jipe Troller T-4, de ano-modelos 2004 a 2012.
Clique aqui e veja a lista das 149 opções de utilitários esportivos entre R$ 50 mil e R$ 60 mil

Desconto de IPI não é suficiente para aquecer as vendas


http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2012/10/25/desconto-de-ipi-nao-e-suficiente-para-aquecer-as-vendas/
– Compras foram antecipadas; será difícil o mercado repetir o recorde de 17,6 mil carros/dia.
Para as montadoras, a melhor coisa que aconteceu no Salão do Automóvel até agora foi o anúncio da presidenta Dilma prorrogando o desconto do IPI para carro de passeio.
É uma tentativa de manter as vendas em alta, uma vez que, depois do recorde de 17,6 mil carros por dia em agosto, o mercado arrefeceu.
Por que o desconto é bom para as montadoras? Não é bom pro consumidor? Claro que sim, toda redução de imposto é boa pra quem fabrica e pra quem compra o produto. Mas a concorrência hoje é tão grande que, pra vender, é preciso baixar o preço. E a redução do IPI contribui pra isso.
As vendas neste mês estão altas se comparadas com o primeiro semestre e também com o ano passado. Até esta quarta-feira (24) foram vendidos 237.513 carros e comerciais leves, uma média diária de 13.970 unidades. É um número alto, representa 3,5 milhões de carros no ano.
Mas a indústria ficou mal acostumada com os recordes de junho, julho e agosto, com vendas diárias de 16, 17 mil unidades.
Isso não vai se repetir.
Nos meses anteriores o consumidor fez uma antecipação das compras, pra aproveitar o desconto do imposto.
O mercado não tem fôlego pra permanecer num ritmo de venda tão alucinante.
Pra vender mais, os preços têm que cair. O governo reduziu o imposto, agora é a vez das montadoras, que deveriam reduzir a margem de lucro para enfrentar a concorrência e manter o mercado aquecido.
Joel Leite

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Renault Duster: Agora mais caro porque o Brasileiro Burro paga!

http://www.noticiasautomotivas.com.br/duster-reage-diante-do-novo-ecosport-com-aumento-de-precos/

Duster reage diante do Novo EcoSport com aumento de preços


O Renault Duster não se intimidou diante do Novo EcoSport. O SUV romeno da marca francesa não teve seus preços reduzidos, pelo contrário, houve um pequeno reajuste.
O modelo custava a partir de R$ 48.170. Com o aumento, o preço sugerido do Renault Duster agora parte de R$ 48.300.
No outro extremo, a versão topo de linha Dynamique 2.0 16V 4×4 passou de R$ 61.470 para R$ 62.050. As versões Tech Road permanecem sem alteração de preço.

Porsche é primeira marca a reduzir preços após anúncio do novo regime automotivo

http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/1,,EMI321722-10142,00.htmL

Boxster passa de R$ 349.000 para R$ 299.000; Panamera S fica R$ 200 mil mais barato


Porsche mais em conta no Brasil, Boxster passa a custar R$ 299 mil
O anúncio do novo regime automotivo brasileiro, o Inovar-Auto, trouxe uma série de dúvidas sobre como (e se) o consumidor seria diretamente beneficiado no curto prazo. A primeira resposta prática acaba de ser anunciada. Mas, infelizmente, fica restrita a um segmento muito específico - o de carros premium.

A Porsche divulgou a redução de preços dos automóveis vendidos no Brasil. Com isso, o Boxster, modelo mais barato da gama, passa de R$ 349 mil para R$ 299 mil - quase 15% mais em conta. Na outra ponta da tabela, o Panamera Turbo S sai da casa do milhão: agora é vendido por R$ 949 mil, em vez de R$ 1,149 milhão. Uma queda de R$ 200 mil. Outro exemplo vem da linha Cayenne, que conta com quatro versões no país. A V6 sai por R$ 299 mil, ante os R$ 339 mil cobrados até o momento. Já a Turbo cai de R$ 699 mil para R$ 599 mil.



Panamera Turbo S tem redução de R$ 200 mil no preço e sai da casa do milhão - sai por R$ 949.000
De acordo com a assessoria de imprensa, os valores retomam o patamar praticado em 2011, antes da implantação do "Super IPI", que somou 30 pontos percentuais ao custo dos veículos. Mas leva em conta a variação cambial e a atualização de modelos. Isso é possível porque uma das novidades Inovar-Auto é o sistema de cotas para importadoras. Ele prevê um teto de 4.800 unidades importadas sem a sobretaxa (de 30 pontos percentuais) por ano para cada empresa - o número foi estabelecido com base na média das vendas registradas de 2009 a 2011. A regra é válida a partir de 2013, mas a Stuttgart preferiu antecipar a adoção da nova tabela.

No ano passado, a importadora atingiu o recorde de vendas no país: ao todo, trouxe 1.134 Porsche. O volume foi de 911 unidades em 2010 e de 552, no ano anterior. Isso significa que a média de emplacamentos nos últimos três anos foi de 865 unidades, ou seja, a cota de 4.800 modelos dá uma boa margem para a Stuttgart trabalhar. A expectativa para 2012 é atingir 600 carros.

Confira a nova tabela da Porsche no país.

Boxster - R$ 299.000
Boxster S - R$ 379.000
911 Carrera S Coupé - R$ 549.000
911 Carrera S Cabriolet - R$ 609.000
911 Carrera 4S - R$ 609.000
Cayenne V6 - R$ 299.000
Cayenne S - R$ 399.000
Cayenne GTS - R$ 499.000
Cayenne Turbo - R$ 599.000
Cayenne Turbo S - R$ 799.000
Panamera V6 - R$ 399.000
Panamera S - R$ 559.000
Panamera 4S - R$ 599.000
Panamera GTS - R$ 649.000
Panamera Turbo - R$ 769.000
Panamera Turbo S - R$ 949.000

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fiat cinquecento apartir de R$ 30.872,00

... em Mexico sim.


Inovar o protecionismo

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2012/10/06/inovar-protecionismo-468873.asp

O novo regime automotivo é protecionista. Não é para beneficiar o consumidor. É mais uma encarnação da mesma velha política que eleva os muros contra os carros importados e dá o mercado interno como sesmaria para as indústrias instaladas no Brasil. O IPI mais alto para os importados será uma segunda tarifa de importação, o que é proibido pela Organização Mundial de Comércio (OMC).
As montadoras brasileiras ganharam mais cinco anos para competir com os carros importados. É isso que estabelece o novo regime automotivo. As importadoras terão cotas anuais de importação sem IPI — outra irregularidade pela OMC — que em alguns casos representam a importação de um mês. As empresas no Brasil terão que comprovar ao governo, de ano em ano, que cumprem o prometido. Serão monitoradas.
A ideia inicial era medir a emissão de poluentes por quilômetro rodado, como é feito na Europa. As montadoras não gostaram, então eles mudaram pela eficiência energética, que é uma forma indireta de se reduzir a emissão. O problema é que muitas dessas empresas têm nos seus mercados de origem carros mais eficientes do ponto de vista do consumo de combustível do que teremos em 2017.
O governo apresentou uma conta de quanto será a economia do consumidor caso a meta de três quilômetros a mais por litro seja atingida dentro de cinco anos. É um belo exercício da modalidade chute livre. O especialista em mercado automotivo Stephan Keese, sócio da consultoria Roland Berger, lembra que isso pode deixar o carro mais caro:
— A tecnologia já existe, mas o motor custa mais caro e isso deve ser repassado ao custo do veículo.
O que torna a chutometria mais implausível é o fato de que o preço do combustível no Brasil deixou de responder a qualquer lógica de mercado. É o que o governo precisa para segurar a inflação e o quanto a Petrobras aguenta. A estatal, na atual gestão, tem avisado que não aguentará para sempre.
Luiz Carlos Mello, ex-presidente da Ford e hoje no Centro de Estudos Automotivos, acha que estamos em pleno retrocesso:
— O governo formalizou um quadro de restrição à importação. Guardadas as devidas proporções, voltamos ao período anterior a Collor. Naquela época, era proibido importar. Agora não é mais, só que a importação terá um custo altíssimo.
O Brasil como membro da OMC assumiu compromisso de ter alíquota máxima. Esse número é resultado de uma negociação que leva às “alíquotas consolidadas”. A do Brasil é 35%, e o carro já paga o teto. O que se fez nos últimos tempos foi reduzir o IPI para o carro produzido aqui. Assim, um imposto interno virou segunda tarifa de importação. Essa dupla barreira começou a ser contestada pelos parceiros, mas era temporária. O que o governo fez foi institucionalizá-la através de um programa de metas de desempenho e investimento em pesquisa.
A exigência de investimento em pesquisa e desenvolvimento no Brasil será de 0,15% da receita operacional bruta. Depois aumentará até 0,5%. Mello não acredita muito nessa pesquisa.
— Vamos supor que a Petrobras monte um centro de pesquisa no Mar do Norte. Esse centro tomará decisão sem passar pelo Rio? É claro que não.
O decreto levantou dúvidas e está sendo avaliado por especialistas. Pode vir a ser fonte de mais burocracia num país que nunca foi leve nesse campo.
Perde a conta quem tentar listar as medidas para favorecer a indústria automobilística. Elas voltaram com força em 2009, sob pretexto da crise. Até o Banco Central entrou no grupo das bondades, quando liberou R$ 18 bi de compulsório para a compra de veículos. O governo está convencido de que vai acelerar o crescimento assim. O que conseguiu até agora foi parar o trânsito das cidades.

domingo, 7 de outubro de 2012

REDUÇÃO DO IPI NUNCA CHEGOU AO BOLSO DO CONSUMIDOR

http://blogdojoaolins.blogspot.com.br/2012/10/reducao-do-ipi-nunca-chegou-ao-bolso-do.html

Se por um lado alguns carros 0 km ficaram mais baratos, por outro os usados e seminovos ficaram mais desvalorizados, obrigando o consumidor a desembolsar mais dinheiro na hora de trocar o seu veículo, aumentando ainda mais o número de brasileiros endividados.

Olhando por esta perspectiva, o brasileiro nunca viu, ou, sentiu o efeito do IPI reduzido em seu bolso. Pelo contrário. O que se viu, foi um monte de desesperados, ansiosos por trocar de carro, contraindo dívidas que dificilmente conseguirão pagar até o final. Mesmo porque no Brasil, não é fácil manter um carro. A prestação somada ao combustível (um dos mais caros do mundo), mais manutenção - que já vai estar alta – e por último, e não menos importante, todas as taxas e impostos como IPVA, Controlar, pedágios etc. só vão levar o consumidor a um fim: vender o carro.

Se o brasileiro tivesse feito as contas no papel, ou somado em qualquer calculadora chinesa, provavelmente não teria trocado de carro. Talvez, até veria que nem precisava de um novo carro. Mas com a ideia fixada pelas propagandas enganosas, quis aproveitar uma vantagem (falsa), e correu para as concessionárias para comprar algo que não compensava.

O preço do usado caiu muito, mais que o do zero km. Com o passar dos meses isso só foi piorando. E no momento, o usado continua desvalorizando enquanto o preço do zero km estacionou. Numa situação como essa, qualquer pessoa perguntaria, “quem está trocando de carro? Quem são os loucos que estão fazendo um negócio desses?”.

Só quem tinha o dinheiro na mão, consórcio ou a “sorte dos irlandeses” e conseguiu vender seu carro, um dia antes do anuncio da redução do IPI, provavelmente fez um ótimo negócio. O que se viu foi o seguinte. O zero km, mesmo que com certa timidez, ficou mais barato. Os vendedores, com estoques cheios, faziam de tudo para “limpar o pátio” e o preço final, em boa parte das negociações, era ainda mais baixo que o anunciado. Ainda hoje é comum encontrar um comprador de um Uno pagando mais barato numa concessionária que em outra, numa mesma cidade. 

Mas os responsáveis pelo endividamento da população, que trocou o usado por um carro novo, por incrível que pareça, não foi a política econômica do governo. Os principais responsáveis foram os donos de concessionárias e revendas mal intencionados que, até hoje, tentam lucrar em cima do consumidor leigo. Está se tornando comum ver subavaliações de carros com depreciação acima dos cinco mil. Por exemplo, um VW Gol 1.0 IV cuja tabela FIPE é de R$16.500, em certas revendas, ele foi avaliado por R$10.000, para depois ser vendido por cerca de 16 mil.

Na base da troca, a avaliação melhora um pouco, mas de nada adianta já que o carro novo vai estar no preço de tabela. Ou seja, o consumidor, no exemplo acima, vai vender seu carro por cerca de 6 mil abaixo da tabela e vai comprar outro pelo preço da tabela. E a justificativa das concessionárias e revendas é sempre a mesma: “hoje em dia não podemos ir pela tabela”, “eu tenho que pagar funcionário, luz, aluguel”. Nada, NADA, justifica um negócio desse tipo. É claro que não são todos os revendedores que trabalham dessa maneira. Existem pessoas honestas neste ramo. Mas infelizmente, hoje, a maioria está usando dessas artimanhas para super lucrar em cima de quem conhece pouco, ou quase nada do mercado.

Portanto, a perspectiva para o futuro não é nada boa. A redução do IPI foi pura ilusão. Como sempre acontece no Brasil, foi bom para poucos. A grande maioria fez um péssimo negócio e se endividou ainda mais. Quando essa “bolha” estourar, o preço dos usados vão cair ainda mais. As revendas vão pagar ainda menos, e nem IPI, nem juros baixos, muito menos a “bolsa” da Dilma vai segurar a quebradeira geral. É aquele velho ditado: “Alegria de pobre, dura pouco…”

sábado, 6 de outubro de 2012

Dacia Sandero antigo sai por R$ 12.450 na Espanha – Novo Stepway ganha vídeo


http://www.noticiasautomotivas.com.br/dacia-sandero-antigo-sai-por-r-12-450-na-espanha-novo-stepway-ganha-video/

Com o plano de incentivos PIVE na Espanha, alguns carros ficaram muito baratos. Neste anúncio, podemos ver por quanto sai um Dacia Sandero 0 km por lá.
Neste caso, o Dacia Sandero 2012 0 km está saindo por apenas € 4.700 ou R$ 12.450! Menos da metade do Sandero vendido no Brasil…
O modelo dispõe de motor 1.2 16V de 75 cv. Aqui, o Sandero com motor 1.0 16V de até 77 cv custa R$ 27.030.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Chevrolet Spin a partir de R$ 44.590 ZERO!!!

O presidente de uma grande montadora no mexico disse que lá os carros são mais baratos porque senão los hermanos não compram!!!! LO PUEBLO DE LÁ NO COMPRAM, AQUI OS OTÁRIOS COMPRM

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Chevrolet Spin é lançada na Argentina – Importado do Brasil, tem preço inicial equivalente a R$ 39.142,00

http://carplace.virgula.uol.com.br/chevrolet-spin-e-lancada-na-argentina-importado-do-brasil-tem-preco-inicial-equivalente-a-r-39-14200/?fb_action_ids=275575552560003&fb_action_types=og.likes&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582

A Chevrolet lançou oficialmente o monovolume Chevrolet Spin no mercado argentino. Assim como ocorreu aqui, o modelo substitui a Meriva e a Zafira com versões de cinco e sete lugares LT e LTZ. Os preços começam em 90.800 pesos (R$ 39.142,00).
De acordo com a marca, o Chevrolet Spin enfrentará Volkswagen Suran, Citroën C3  Picasso e Fiat Idea. Equipada com o motor 1.8 8v de 105 cv a gasolina podendo ser acoplado a caixa manual de cinco velocidades ou automática de seis. Em 2013 haverá uma versão movida a diesel.

A Spint LT traz freios ABS, duplo airbag, ar condicionado e vidros elétricos. A LTZ adiciona faróis de neblina, volante multifuncional, sensor de estacionamento traseiro, computador de bordo e rodas de liga leve aro 15″.
Preços:
Chevrolet Spin 5 lugares LT manual, 90.800 pesos (R$ 39.142,00);
Chevrolet Spin 5 lugares LTZ manual, 101.400 pesos (R$ 43.711,00);
Chevrolet Spin 7 lugares LTZ manual, 106.800 pesos (R$ 46.039,00);
Chevrolet Spin 7 lugares LTZ automática, 112.600 pesos (R$ 48.539,00).

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ford Mustan, Chevrolet Camaro: Pague 4, leva 1


Vendas caem 31,7% em setembro por causa do recorde histórico em agosto


http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2012/10/01/vendas-caem-317-e-ta-muito-bom/

– Queda não significa retração: é que o consumidor relaxou após o recorde histórico e setembro teve apenas 19 dias
– Foram vendidos 277.148 carros e comerciais leves, 128 mil a menos que agosto, mas vendas diárias foram boas: 14.587 unidades.
Uma análise superficial poderia indicar uma retração nas vendas de carro zero. Afinal, na comparação mês contra mês setembro fechou com uma queda de 31,7% em relação a agosto. Foram vendidos no mês que se encerrou ontem 277.148 carros e comerciais leves, 128 mil a menos do que no mês anterior.
Vários fatores explicam essa suposta queda. Em primeiro lugar, sabe-se que em agosto houve uma corrida às revendas, com o consumidor atrás do desconto do IPI, que acabou sendo prorrogado.
Como o desconto vai até o fim deste mês, o consumidor relaxou.
Outra coisa é que setembro teve apenas 19 dias úteis. Por isso a suposta queda de vendas em relação a setembro do ano passado, de 5,6%, também é ilusória. É que setembro do ano passado teve dois dias a mais (21) de venda. Na média diária, portanto, setembro de 2012 vendeu mais.
O importante para uma análise mais abalizada é justamente a média diária, que é que determina o ritmo do mercado. E no mês passado foram vendidos 14.587 unidades/dia, bem abaixo de agosto (que vendeu 17,6 mil), mas ainda assim foi um excelente desempenho, bem acima da média anual.
No acumulado do ano as vendas estão crescendo 5,6%. Foram comercializados de janeiro a setembro 2.666.976, contra 2.527.205 no mesmo período do ano passado.

O "Novo" Renault Clio 2013


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sandero e Logan de 2ª geração custam menos de 8.000 euros

 http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2012/09/27/sandero-e-logan-de-2-geracao-custam-menos-de-8000-euros.htm

Carlos Tavares, presidente da Dacia, ao lado da segunda geração do Sandero Stepway

A fabricante Dacia, da Romênia, que pertence ao grupo Renault, mostrou nesta quinta-feira (27), no Salão de Paris, a nova geração dos modelos Logan e Sandero. Vendidos no Brasil sob a marca francesa, os dois carros custam menos de 8.000 euros na Europa, em suas versões de entrada.

Mais exatamente, 7.700 euros o Logan (sedã) e 7.900 euros o Sandero (hatchback). Já a versão "esportivada" Stepway, exclusiva do hatch, vale 10.590 euros. Os valores equivalem a R$ 20.170, R$ 20.700 e R$ 27.745, respectivamente. No Brasil, o Logan 1.0 parte de R$ 26.450, e o Sandero 1.0, de R$ 27.030. No caso do Stepway, que usa apenas o propulsor 1.6, a diferença é maior: ele começa em R$ 40.990.

O novo visual dos modelos Dacia é ao mesmo tempo mais robusto e elegante que o atual (convenhamos, seria difícil piorar); o três-volumes, que em 2007 lançou a tendência do "upsizing" (modelos com preço de compacto e espaço de médio), ganhou intrigantes vincos laterais sobre as caixas de roda que são idênticos aos do Chevrolet Cobalt, rival fortíssimo do carro no Brasil. Já o Sandero ficou mais parecido com o primo Duster.

Uma nova gama de motores (um deles a diesel) e itens considerados luxuosos, como tela touchscreen de 18 cm e sensor de ré, fazem parte do pacote anunciado pelo chefão da Dacia, Carlos Tavares, para a nova geração dos modelos romenos. Durante a apresentação, o executivo fez questão de frisar o crescimento vertiginoso dessa marca "baixo custo", mesmo em tempos de crise na Europa: entre 2005 e hoje o volume de vendas foi multiplicado por oito. Um terço das vendas mundiais da matriz Renault é de carros com DNA romeno.

No Brasil, Logan e Sandero passaram por reestilizações recentes, o que afasta as chances de a nova geração aportar no país antes de 2014, segundo UOL Carros apurou junto à Renault. Uma exceção poderia ser aberta caso as vendas do Logan, bombardeado por todos os lados (Cobalt, Nissan Versa, futuros sedãs de Volkswagen e Peugeot etc.), passem a cair. Nesse caso o sedã ganharia cara nova antes do previsto.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Preço justo para os automóveis vendidos no brasil.

Por que isto é importante

Nem todos sabem, mas o brasil tem os carros mais caros do mundo e isso não se deve a altos custos de produção e nem somente a impostos abusivos, se deve também a um elemento chamado "Lucro brasil".
Os carros aqui são mais caros "porque ninguém reclama."
Um carro fabricado no brasil que é vendido por R$30.000,00 quando exportado por exemplo para a argentina, mesmo pagando o frete e impostos, lá é vendido por R$18.000,00
Montadoras do mundo inteiro estão vindo para o brasil por causa disso e entram na onda. A Hyundai é a mais recente. Lançando o HB20 produzido em Piracicaba, vendido na versão básica por R$32.000,00 Com esse mesmo valor, em várias partes do mundo se compra um Elantra da própria Hyundai que é um Sedan de luxo.

 ASSINE AQUI:
http://www.avaaz.org/po/petition/Preco_justo_para_os_automoveis_vendidos_no_brasil/?fGywsdb&pv=0


domingo, 16 de setembro de 2012

PREÇO DOS ITENS OPCIONAIS DOS CARROS POPULARES VARIAM ATÉ 78%

http://www.newsrondonia.com.br/lerNoticias.php?news=8571
Diferença entre pacotes da mesma empresa também é grande - chegando a quase R$ 2 mil 
 O consumidor que desejar incluir em um carro básico itens opcionais, seja por conforto ou segurança, vai se deparar com diferenças de até 78% nos preços de cada item. Esse foi o cenário que o Idec encontrou ao realizar uma pesquisa sobre a venda desses produtos para os automóveis.
O Instituto verificou as práticas comerciais das cinco montadoras do País que oferecem carros populares. Foram avaliadas Chevrolet (Celta LS), Fiat (Palio Fire Economy ), Ford (Ka), Volkswagen (Gol) e Renault (Clio).
A pesquisa foi realizada a partir da consulta ao site das montadoras e por telefone, em duas concessionárias de cada montadora localizadas na cidade de São Paulo.

Se o consumidor desejar adquirir somente o ar condicionado, único item disponível para a venda separadamente nas concessionárias de todas empresas pesquisadas, vai se deparar com grandes diferenças nos preços. A variação entre o opcional do Gol - R$ 2.700 - e
do Ka - R$ 4.810 - é de R$ 2110.

O Idec também constatou que incluir itens de conforto como ar condicionado e direção hidráulica encarece o preço total do veículo em até 22%. No caso do Palio File e do Celta LS, únicos automóveis em que a compra dos dois itens é possível separadamente, o valor final dos carros chega a ficar de 15% a 20% mais caro.

Para os outros automóveis, Ka, Gol e Clio, incluir ar condicionado e direção hidráulica só é possível se o consumidor adquirir um pacote que além desses itens inclui também outros opcionais. Nesses casos o aumento no custo final chega até R$ 6.200.

Site ou loja?

A diferença entre os preços não ocorre só de uma montadora para outra. O levantamento apontou desencontro de informações entre a concessionária, o site e os canais de atendimento das montadoras.

Um exemplo é o do kit airbag duplo (kit -KP01) do Ford Ka. A diferença entre os valores informados foi de R$ 1.930. No site, o valor do pacote era de R$ 7.940, já na concessionária, o preço informado foi de R$ 9.870.

Na Volkswagen também ocorreu situação semelhante. No site da montadora, o pacote que contém ar condicionado e direção hidráulica, chamado de Kit VI, oferece também outros opcionais que elevam o preço do kit a R$ 6.200. Quando solicitado à concessionária um pacote que contivesse direção e ar, o kit oferecido foi o Trend, no valor de R$ 2.200. Uma diferença de R$ 4.000 entre os kits - mais de 180%.

No pacote com itens de segurança, com freio ABS e air bag, as informações também diferem em cada canal de venda. A concessionária informou dois valores diferentes: primeiro R$ 2.800 e depois R$ 3.500. Enquanto isso, no site, o valor do pacote era de R$ 2.310 e estava atrelado à compra compulsória de outros "opcionais", que juntos totalizavam R$ 5.720.

Venda casada

Quando esses itens de segurança não vêm de fábrica com o automóvel, sua comercialização deve poder ser feita separadamente. "Não há requisito técnico que justifique apenas a oferta conjunta desses itens. Logo, a prática é venda casada", declara o advogado do Idec, Guilherme Varella.

O Instituto também constatou venda casada em outros aspectos. De todos os opcionais pesquisados, o ar condicionado foi o único item disponível para a venda separada nas concessionárias de todas as empresas.

Na maioria dos casos o consumidor não pode comprar o item separado, somente dentro de um kit. A prática, porém, de vincular a compra de um produto ou serviço a outro sem que haja necessidade é considerado venda casada e é proibida pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor). "Sugerir a compra do carro completo e indicar apenas um kit, de valor alto, sem a possibilidade de negociação dos componentes, representa restrição à liberdade de escolha do consumidor, que é garantido pelo CDC", afirma Varella

O que elas têm a dizer:

O Idec enviou o resultado às empresas e apenas a Chevrolet não respondeu. Para conhecimento e providências cabíveis, as informações também foram encaminhadas ao DPDC (Departamento de Defesa do Consumidor), ao Ministério Público Federal e à Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Leia a seguir as respostas enviadas pelas empresas:


A Fiat confirmou que não vende produtos opcionais separadamente e alega que os combos não configuram venda casada porque não estão atrelados à compra do veículo;
 
  • A Ford também disse que os kits não configuram venda casada, mas "meras opções de produtos que facilitam a escolha dos clientes";
     
  • A Renault afirmou que o Clio é comercializado em diferentes versões e que foi identificado pelo Idec não é venda casada, mas "configurações de fábrica" disponíveis para escolha do cliente;
     
  • A Volkswagen informou que as configurações de seus veículos são programadas de acordo com a demanda mercadológica e que alguns componentes são estruturados conjuntamente por necessidades técnicas, mas não explicita quais são eles e quais as necessidades técnicas.
 

Grupo Chrysler baixa seus preços em 11,5%

 http://blogs.estadao.com.br/jornal-do-carro/grupo-chrysler-baixa-seus-precos-em-115/

O Grupo Chrysler reduziu suas tabelas, em média, 11,5%. O Jeep Compass baixou de R$ 97.900 para R$ 89.900. Já o sedã 300C foi de R$ 194.900 para R$ 169.900 e o Grand Cherokee Limited teve redução de R$ 204.900 para R$ 179.900. A versão Laredo do Grand Cherokee, por sua vez, foi de R$ 179.900 para R$ 159.900.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Setor de importados se diz "à beira do colapso"

Segmento registrou queda de 27,5% no oito primeiros meses do ano
http://carpress.uol.com.br/noticias/item44595.shl
O setor de importados no Brasil está "à beira do colapso", nas palavras do presidente da associação de importadoras sem fábrica no Brasil, Flavio Padovan. Nos primeiros oito meses do ano, os automóveis importados registraram queda de 27,5%, com 93.685 unidades vendidas, contra 129.284 no mesmo período do ano passado.
Os números foram divulgados pela Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores). As filiadas à entidade encerraram agosto com 11.975 unidades emplacadas, o que significa uma pequena recuperação de 11,5% em relação a julho, quando foram registradas 10.739 unidades.

Confrontando agosto do ano passado com o mesmo mês deste ano, houve queda acentuada, de 41,4%. Em agosto de 2012, a Abeiva emplacou 11.975 unidades, contra 20.420 unidades em agosto de 2011. Entre julho e agosto, enquanto as associadas à Abeiva registraram alta de 11,5%, o mercado interno cresceu 15,4%. Mas, na comparação de iguais períodos de 2012 e 2011, enquanto os importados caíram 41,4%, o mercado sustentou alta de 31,7%.

"Com isso o comportamento do mercado brasileiro por dados de market share nos mostra que o desempenho da Abeiva em agosto voltou a ter perda, de 2,95% ante 6,63% em agosto de 2011. Ao comparar os totais do acumulado de 2012 e 2011, o nosso market share caiu de 5,79% para 3,92%", afirma Padovan. "Fica evidente a influência negativa das altas do IPI e do dólar."

"Lamentavelmente o quadro de nossas associadas em agosto nos mostra na prática a extinção de aproximadamente 10 mil postos de trabalho. Tínhamos previsto que esse fato aconteceria até o final do ano. Mas, infelizmente, dos 35 mil empregos diretos que o setor de importados proporcionou ao longo de 2011, perto de 10 mil postos de trabalho já foram eliminados", diz o executivo.

Os importadores oficiais aguardavam, até o final de agosto, um plano que contemplasse uma política de cotas para o setor sem o impacto do aumento de 30 pontos no IPI. "Depois de oito meses, tornou-se crucial à sobrevivência do setor de importados que o governo federal conceda um tratamento justo para os importadores de veículos associados à Abeiva que hoje representam apenas 3,92% do total de veículos comercializados no país", afirma Padovan.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Importadores de carros devem demitir mais 5 mil até o fim do ano

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2012/09/13/importadores-de-carros-devem-demitir-mais-5-mil-ate-o-fim-do-ano.jhtm

SÃO PAULO - A Abeiva, entidade que abriga importadores de carros, disse hoje que o setor deverá cortar mais cinco mil vagas de trabalho até o fim do ano. Desde janeiro, 10 mil postos foram eliminados pelas empresas de importação de carros, levando o quadro de funcionários para 25 mil pessoas.

De acordo com Flavio Padovan, presidente da Abeiva, esse ajuste se deve a uma combinação de fechamento de lojas e enxugamento de custos, diante da retração de 27,5% nas vendas acumuladas entre janeiro e agosto, na comparação com igual período de 2011.

Para 2012, a Abeiva ainda prevê o recuo de 40% nas vendas de marcas sem fábricas no Brasil, como a Kia Motors e as chinesas Jac Motors e Chery. Diante desse cenário, o setor ainda aguarda a liberação pelo governo de cotas de importação sem o acréscimo de 30 pontos percentuais do IPI.

Padovan afirmou que a medida foi prometida pelo governo, mas o anúncio vem sendo adiado desde maio. A expectativa da Abeiva, agora, é a de que o governo confirme o incentivo até o fim deste mês, junto com a regulamentação do novo regime automotivo.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Veículo importado do México? Só no ano que vem

http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/1,,EMI318520-10142,00.html

Cota 120 mil unidades prevista no acordo do país com Brasil foi alcançada e espera por modelos pode demorar quatro meses

 Nissan March tem espera de 120 dias para compra nas lojas

Alguns veículos importados do México estão esgotando nas concessionárias de São Paulo. A cota geral estabelecida de importação de 120 mil veículos foi atingida e os consumidores estão amargando respostas negativas na busca por alguns modelos importados do país norte-americano, como Nissan March e Nissan Versa, Volkswagen Jetta, Honda CR-V, Ford New Fiesta sedã e Chevrolet Captiva que já estão em falta em revendas da capital paulista.
Autoesporte entrou em contato com 15 concessionárias para checar como está a vida do consumidor que quer comprar esses veículos. A Nissan tem cinco modelos vendidos no Brasil e é a montadora que mais importa do México. Com o lançamento do hatch compacto March, há quase um ano, saiu do 12º lugar no ranking dos mais vendidos no final de 2011 para 7º. Com a versão de entrada a partir de R$ 25 mil, o modelo sumiu nas concessionárias e os consultores de vendas dizem que não há data certa a chegada tanto de March, como Versa. “São dois modelos que vendemos muito, há procura pelos consumidores, mas não temos. A importação foi suspensa. Se quiser, você pode me ligar em 120 dias”, disse. “Nós também deixamos de ganhar nossa comissão. Todos querem o March.”
 Honda CR-V já tem poucas unidades disponíveis nas concessionárias, segundo lojsitas

Outro modelo que está começando a esgotar nas concessionárias paulistas é o Volkswagen Jetta. Ainda há alguns em estoque, mas os consultores de vendas das concessionárias afirmam que talvez esse carro esteja disponível somente a partir de dezembro. “Para ser bem sincera, eu só tenho um e fico rendida, pois os consumidores ficam frustrados. Ninguém quer esperar, mas eu incentivo, então, a compra de um Passat ou Variant para o cliente não deixar a marca”, explica a vendedora da VW.
Quem quiser comprar o Honda CR-V precisa acelerar para a concessionária. Há poucas unidades disponíveis do crossover e as lojas não estão aceitando encomendas. “Pode ser que ele não chegue mais neste ano. Quem comprar agora está comprando quase com exclusividade”, destaca o vendedor. É nessa hora que o consumidor deve ficar atento para não cair no “papo do vendedor” levando para a garagem um modelo que não é exatamente aquele que se deseja, mas com medo de não ter o carro adiante. O concessionário pode cobrar ágio e mentir sobre prazos, como aconteceu durante a apuração com as lojas.
Nas concessionárias Ford há poucas unidades do New Fiesta sedã e os vendedores avisam que só deve durar até o começo do mês de outubro em pronta-entrega. Para quem deseja comprar uma Chevrolet Captiva, a resposta é semelhante. “Talvez numa encomenda chegue em 90 dias, mas não é garantido”, disse o vendedor.
 
“O problema da falta de veículos é que a redução de IPI foi melhor do que todo mundo esperava. Com o mercado aquecido acima das expectativas, geralmente a oferta responde mais devagar quando temos uma grande procura da demanda. No caso das montadoras, elas não conseguem no curto espaço de tempo - estamos falando aqui de um período de três a quatro meses - se adequarem a essa nova realidade, o que pode ocasionar a falta de alguns produtos, explica o consultor automotivo Raphael Galante.
Procurado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a cota de importação foi atingida, mas não iria se pronunciar sobre o assunto. Das marcas, a única a se manifestar com transparência sobre o assunto até a publicação foi a Honda, que declara ter encerrado as importações do CR-V para 2012.
 Nas lojas da Chevrolet, lojistas pedem por 90 dias até ter Captiva disponível


Saiba mais
O Brasil ameaçou cancelar o acordo com o México após sofrer com o déficit de US$ 1,17 bilhão no comércio exterior em 2011, em meio a um salto de 70% das exportações mexicanas de carros. Para equilibrar a balança comercial foi preciso um corte nas importações na ordem de 30%: o México aceitou reduzir suas exportações de veículos ao Brasil para uma média de US$ 1,55 bilhão nos próximos três anos – desde março - ante o US$ 2,4 bilhões de 2011. Depois desse prazo, os termos voltam para o livre comércio. Os mexicanos também aceitaram aumentar a proporção de peças da América Latina em seus carros de 30% atualmente para 40% em cinco anos.

Honda Accord ZERO a partir de $ 21.680

... nos EUA. Os "vizinhos" tambem pagam menos!


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Com custos ocultos, carro de R$ 70 mil gera despesa de R$ 3.800 por mês

 http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/carros/noticia/2549619/Incluindo-custos-escondidos-Honda-Civic-gera-despesa-800-por-mes?fb_comment_id=fbc_505835912778353_6013141_505887282773216#f1fb366448

Estudo realizado por consultor contabiliza gastos com compra, juros, seguro, manutenção, impostos, combustível, depreciação e custo de oportunidade


SÃO PAULO - O preço dos carros no Brasil é um assunto que sempre gera discussão. Mas não é só o preço do veículo pago à concessionária que pode assustar muita gente. O consultor automotivo pessoal Leandro Mattera calculou o custo total de um veículo, considerando, além do preço do carro, gastos com juros, seguro, manutenção, impostos, combustível, depreciação e custo de oportunidade, entre outros.
Como base para montar a planilha de gastos, ele utilizou como exemplo um Honda Civic 0 km e chegou à conclusão que as despesas podem chegar a R$ 3.844 por mês. Mesmo para o veículo obtido sem financiamento, o gasto mensal é apenas 8% menor que o do carro financiado, de R$ 3.538,52. Os cálculos podem ser usados como referência para a compra de qualquer veículo, levando em consideração as especificidades de cada modelo, gerando impactos diferentes no resultado.

Prepare o bolsoPara elaborar o cálculo sobre quanto custa efetivamente ter um Honda Civic, o consultor reuniu os custos de aquisição, os custos de propriedade, venda do carro, custo de oportunidade e financiamento.
O cálculo levou em consideração o modelo da Honda, supondo que o proprietário ficará com ele por quatro anos e rodará 15 mil km em cada um desses anos. Veja abaixo como um carro de R$ 70 mil sai bem mais caro do que parece:
1. Custo de aquisição
O primeiro valor é o de compra do carro, neste caso, o modelo custava R$ 70 mil no começo do ano sem a redução do IPI.
Para que o carro possa circular nas vias da cidade, é necessário realizar o registro do carro no Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo). Neste caso, as despesas necessárias são da taxa de registro do veículo (R$ 204,69) e taxa de lacração (R$ 70,99).
2. Custo de propriedade
Aqui são levados em consideração todos os custos que o veículo vai gerar para o proprietário durante o período em que o veículo estiver em sua posse. São eles:
  • IPVA: o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores é devido anualmente e, em SP, a alíquota é de 4%. Para as estimativas dos próximos anos, o consultor usou o valor do carro depreciado:

2012 2013 2014 2015 Total
R$ 2.800 R$ 2.408 R$ 2.268 R$ 2.100 R$ 9.575
  • Licenciamento: é o processo de emissão do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo), que deve ser renovado anualmente. Em SP, custa R$ 62,70 e, optando pelo licenciamento eletrônico, paga-se R$ 11,00 para envio pelos Correios:

2012201320142015Total
R$ 73,70 R$ 73,70 R$ 73,70 R$ 73,70 R$ 294,80
  • DPVAT: trata-se do Seguro para Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre. É pago anualmente por todos os proprietários e custa R$ 101,16:

2012201320142015Total
R$ 101,16 R$ 101,16 R$ 101,16 R$ 101,16 R$ 404,64
  • Seguro: neste caso, foi usado como referência o valor de 3% do preço do carro zero km. Também foi levado em consideração um reajuste de 10% a cada ano:

2012201320142015Total
R$ 2.100 R$ 2.310 R$ 2.541 R$ 2.795 R$ 9.746
  • Consumo: para estes cálculos foi usada média de consumo do carro, de 10 km/l de gasolina.Também foram considerados 15 mil km rodados por ano e o preço de R$ 2,70 do litro da gasolina (próximo à média nacional informada no site da ANP).

2012201320142015Total
R$ 4.050 R$ 4.050 R$ 4.050 R$ 4.050 R$ 16.200
  • Revisões: pelo plano de manutenção da Honda, as revisões devem ocorrer a cada 10 mil km:
Revisões
2012201320142015Total
R$ 160 R$ 550 R$ 850 R$ 1.080 R$ 2.640
  • Peças e mão-de-obra: além das revisões programadas, pode ser necessário trocar peças que não são cobertas pela garantia. Neste caso será considerado o preço de 1 hora de trabalho em concessionária, para cada serviço, que custa aproximadamente R$ 180,00:

Peças2012201320142015Total
Amortecedores traseiros + mão de obra -- -- -- R$ 410 + R$ 180 R$ 590
Pastilhas de freio + mão-de-obra -- -- -- R$ 485 + 180 R$ 1.150
Buchas dianteiras + mão-de-obra -- -- -- R$ 320 + R$ 180 R$ 500
Palhetas -- R$ 75 -- R$ 75 R$ 150
Alinhamento/Balanceamento R$ 100 R$ 200 R$ 100 R$ 200 R$ 600
  • Pneus: neste exemplo é levado em consideração a troca do jogo a cada 30 mil km, optando por marcas de primeira linha, com preço aproximado de R$ 500,00 cada:

2012201320142015Total
-- R$ 2.000  -- R$ 2.000 R$ 4.000
  • Multas: no levantamento feito a pedido do Dinheirama, foi considerado um gasto anual de R$ 130 com multas:

2012201320142015Total
R$ 130 R$ 130 R$ 130 R$ 130 R$ 520
  • Estacionamento: gasto mensal estimado de R$ 150:

2012201320142015Total
R$ 1.800 R$ 1.800 R$ 1.800 R$ 1.800 R$ 7.200
  • Lavagem: neste caso foram consideradas duas lavagens mensais no valor de R$ 30 cada:

2012201320142015Total
R$ 720 R$ 720 R$ 720 R$ 720 R$ 2.880
3. Venda do carro e desvalorização
Segundo Mattera, o carro não é mais visto como investimento, por isso, o consumidor deve levar em consideração o quanto se perde na desvalorização do veículo. Neste caso, em relação ao preço de compra, se perde 14% no primeiro ano, 19% no segundo e 25% no terceiro. Os valores de revenda então serão:

2012201320142015Desvalorização Total
R$ 70.000 R$ 60.200 R$ 56.700 R$ 52.500 R$ 17.500
  • Liquidez e “Preço Efetivo de Venda”: segundo o consultor, a liquidez é a facilidade com a qual o carro pode ser convertido em dinheiro, sem perda significativa de seu valor. Mas é preciso ter consciência de que é bem difícil conseguir receber pelo veículo o valor pedido, e muitas vezes o proprietário recebe um valor menor que o da tabela Fipe pelo modelo.
    Levando em consideração este cenário, Mattera simula uma proposta de compra com uma desvalorização adicional de 5% sobre o valor da tabela. Caso aceite a negociação, o proprietário venderia o carro por R$ 49.875, ou seja, com uma perda de R$ 2.625. 
  • Custo de oportunidade: basicamente, é o custo de uma escolha quando comparado com alternativas renunciadas. Neste cálculo, Mattera considera o gasto de R$ 70 mil pela compra do veículo.
    Caso tivesse optado por investir o dinheiro com retorno de 7,5% ao ano (taxa Selic atual), no final dos quatro anos haveria um rendimento de R$ 23.482.
  • Financiamento: para este cálculo foi considerada a contratação do financiamento de 50% do veículo (R$ 35 mil), no prazo de 48 meses e com juros de 1,5% ao mês.
    Neste caso, seria necessário arcar com parcelas de R$ 1.028,12, totalizando R$ 49.349,76. Com o financiamento, ainda é preciso acrescentar o custo do IOF, de aproximadamente R$ 595,00. Este valor teria de ser pago à vista, sem poder incluir no empréstimo. Sendo assim, o total gasto seria de R$ 49.944,76, causando um impacto de R$ 14.944,76 na comparação com a compra à vista.
4. Resultados finais: considerando todos os gastos que o proprietário de um Honda Civic teria em quatro anos, é possível chegar às seguintes conclusões:

Anfavea argumenta que carros são mais caros no Brasil para garantir o lucro dos fabricantes

Na semana passada, quando se reuniu com o ministro Guido Mantega para pedir a prorrogação do corte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria automotiva,  o presidente da Associação Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, foi questionado sobre o motivo de as montadoras brasileiras lucrarem o triplo do que as norte-americanas na produção de veículos. “É difícil de dizer. As montadoras têm de ter lucratividade, porque o exemplo americano mostra que se não tiver, quebra. Então é melhor ter lucratividade e, principalmente, investir. Investir em capacidade de produção, em tecnologia, em novos produtos, geração de emprego.”
Segundo levantamento feito em cinco países - Brasil, EUA, Argentina, França e Japão - o carro brasileiro é sempre o mais caro. A diferença chega a 106,03% no caso do Honda Fit vendido na França (onde se chama Honda Jazz). Aqui, ele sai por R$ 57.480,00, enquanto lá custa o equivalente a R$ 27.898,99. A distância também é expressiva no caso do Nissan Frontier vendido nos EUA. Aqui, custa R$ 121.390,00 — 91,31% a mais que os R$ 63.450,06 pagos pelos consumidores norte-americanos. Há cerca de três semanas, a revista Forbes ridicularizou os preços cobrados no Brasil, mostrando que um Jeep Grand Cherokee básico custa US$ 89.500 (R$ 179 mil) aqui, enquanto, por esse valor, em Miami, é possível comprar três unidades do mesmo modelo, que custa US$ 28 mil.
Especialistas estimam que a margem de lucro das montadoras no Brasil seja de pelo menos o dobro do que é praticado no exterior, por causa de um quadro de pouca concorrência — ainda que o País já seja o quarto maior mercado de carros do mundo, incluindo caminhões e ônibus, atrás de China, Estados Unidos e Japão. O diretor-gerente da consultoria IHS Automotive no Brasil, Paulo Cardamone, estima ganho de 10% do preço de um veículo no Brasil, enquanto no mundo seria de 5%. Nos EUA, esse ganho é de 3%.
Consultado sobre essas diferenças, Mantega foi evasivo. “Não sei a rentabilidade das empresas porque não publicam balanços. Mas espero que, com as medidas que estamos tomando, um dia os brasileiros tenham a oportunidade de comprar carros aqui pelo mesmo preço lá de fora.” Para o professor da UFF e da FGV Management e economista do Bndes André Nassif, não há uma concorrência efetiva no Brasil. Segundo ele, as montadoras com maior fatia de mercado operam com maior economia de escala, o que não ocorre com as menores. “Mas não é interessante para ninguém a disputa de preços. Como a tarifa de importação é alta e não há muita concorrência, as empresas colocam os preços em um nível maior e competem por diferenciação de produto”.
O cenário brasileiro, segundo os especialistas, inclui ainda um consumidor que está disposto a pagar — seja por necessidade ou não — um preço alto para ter um carro. “O preço (dos carros) no Brasil é irreal. Carros típicos de consumidor AA aqui, lá fora são bens de consumo comuns. Aqui se paga caro por um carro que não vale tanto assim”, comenta Vitor Meizikas, consultor da Molicar. “O brasileiro se acostumou a pagar caro para ter um carro na garagem”, complementa José Caporal, consultor da Megadealer.
Na saída da reunião com o ministro Mantega, que acabou atendendo ao pedido das montadoras na semana passada, Belini ainda afirmou que mesmo com a renúncia fiscal do governo federal, que perde R$ 20,7 milhões por dia com o imposto mais baixo, a arrecadação aumentou. De acordo com o presidente da Anfavea, houve um crescimento no recolhimento de PIS/Cofins, IPVA e ICMS. A entidade informou que esses impostos retornaram para os cofres públicos R$ 22,4 milhões por dia, em média, em julho e julho.

Professora da USP não acredita em barateamento em curto prazo

Para Adriana Marotti de Mello, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), as margens de lucro da indústria automobilística são menores em mercados mais maduros, como nos Estados Unidos, no Japão e na Europa. Nos países europeus, a crise econômica recente pode também ter reduzido os ganhos das empresas do setor. E, no caso dos Estados Unidos, lembra a professora, as margens de lucro recentemente chegaram a ser negativas. O cenário para os preços de automóveis no Brasil, na sua opinião, só vai mudar quando houver uma acomodação no mercado.

Associação justifica a redução do IPI com aumento de emprego e impostos 

Para pedir a continuidade do IPI reduzido de veículos, a Anfavea (associação das montadoras) levou ao governo dados que dizem que o benefício criou 2,7 mil novos empregos e aumentou a arrecadação de impostos em R$ 1,7 milhão por dia. A estimativa apresentada é de que, entre junho e agosto, a média diária de geração de PIS/Cofins foi de R$ 66,5 milhões, alta de R$ 10,6 milhões ante os R$ 55,9 milhões em maio. 
No caso de ICMS, a arrecadação subiu de R$ 73,5 milhões para R$ 83 milhões na mesma comparação, alta de R$ 9,5 milhões. No IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), de R$ 18,4 milhões para R$ 20,7 milhões, R$ 2,3 milhões a mais. O IPI, por sua vez, caiu de R$ 38,9 milhões para R$ 18,2 milhões por dia, uma baixa de R$ 20,7 milhões na mesma comparação. 
“No total, a média diária de geração de todos esses impostos foi de R$ 188,4 milhões entre junho e agosto, com crescimento de R$ 1,7 milhão por dia na comparação com maio”, afirmou Cledorvino Belini, presidente da Anfavea. A redução tributária na venda de veículos deu impulso forte ao setor, que atualmente vende 16,6 mil carros por dia, em média, de acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. 
Esses números animaram o governo a manter a desoneração por mais dois meses, uma vez que a indústria automobilística se compromete a manter o nível de empregos e a repassar a redução do IPI para o consumidor. Segundo Mantega, o governo acompanha os preços de mercado, nos casos de produtos que gozam de algum tipo de subsídio fiscal, e “pudemos observar, que nos últimos seis meses, os preços dos automóveis estão em média 4,5% mais baratos. Isso não condiz, porém, com os preços externos, que são bem mais baratos”. O ministro ressaltou que espera que “um dia os brasileiros tenham oportunidade de pagar aqui preços equivalentes aos cobrados lá fora.”
Em resposta à cobrança de medidas para diminuir os efeitos da “guerra comercial” com o mercado externo, Mantega lembrou que os carros estrangeiros pagam 30% de Imposto de Importação e que o governo continua adotando medidas para reduzir os custos de produção brasileiros. Mantega destacou, contudo, que o problema comercial é derivado da crise internacional e quem tem mercado, como é o caso do Brasil, sofre assédio dos outros países. “É uma guerra pesada, mas vamos melhorar”, disse.

Forbes ironiza preços pagos por brasileiros

Com o título de “O ridículo Jeep Grand Cherokee brasileiro de US$ 80 mil”, uma reportagem da versão online da revista norte-americana Forbes fez piada com os preços abusivos dos carros importados no Brasil. Em tom de chacota, o texto fazia a crítica de que, por esse preço, o consumidor poderia imaginar que o carro viria equipado com asas ou calotas banhadas a ouro. Mas, não. No Brasil, paga-se isso pela versão padrão do automóvel. Segundo a Forbes, pelo preço “estelar” de US$ 89.500 (ou R$ 179 mil), o morador de Miami compra três carros do mesmo modelo 2013, vendidos por lá a US$ 28 mil. 
O Censo 2010 do IBGE mostra que a renda média mensal do trabalhador brasileiro é R$ 1.345,00, ou de R$ 16.140,00 em um ano - um brasileiro precisaria trabalhar 11 anos para ganhar o equivalente ao preço do carro. Para a Forbes, os motivos para o preço salgado são uma taxação a importados que supera 50% e uma boa dose de ingenuidade por parte dos consumidores.
A revista diz que grupo Chrysler vai lançar o novo modelo Dodge Durango SUV no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, supervalorizado: vai cobrar R$ 190 mil (US$ 95 mil), enquanto, nos Estados Unidos, o modelo custa R$ 57 mil (US$ 28,500), menos de um terço do valor. “Foi mal, brazukas... Não há status num Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand Cherokee ou num Dodge Durango. Não se deixem enganar pelo preço. Vocês estão definitivamente sendo roubados”, provoca o autor da reportagem, Keneth Rapoza. 
O jornalista propõe o exercício de pensar o que um brasileiro diria se um colega norte-americano dissesse que pagou US$ 150 por um par de Havaianas. O par de chinelos pode ser sexy, charmoso e chique, diz, mas certamente não vale isso: “No que diz respeito a status dos carros no Brasil, as classes mais altas estão servindo-se de Pitu e 51 nas caipirinhas e achando que se trata de licores top de linha.”

Abeiva se queixa dos tributos que triplicam custo de veículo importado

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), Flavio Padovan, rebateu o artigo da revista Forbes, publicado há três semanas, que critica o alto preço cobrado pelos veículos no Brasil. Segundo Padovan, um veículo hipotético importado por um preço de R$ 100 mil no exterior chega ao consumidor por um valor estimado de R$ 340 mil, ou seja, mais do que o triplo. 
Grande parte da alta, segundo ele, vem da tributação, pois sobre o modelo incidem 35% de Imposto de Importação, 3% de despesas aduaneiras, 54% de ICMS e PIS/Cofins e outros 55% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “O jornalista que escreveu isso certamente não conhece a carga tributária que incide sobre o veículo”, disse Padovan. Dados da Abeiva no cálculo para chegar ao preço hipotético apontam margens de 7,5% às importadoras e outros 10% às concessionárias, que não estão sendo aplicadas, de acordo com o executivo, por conta da crise das importadoras. 
Desde abril, o governo ampliou o IPI sobre os automóveis importados em 30 pontos percentuais e a Abeiva negocia uma cota de importação com a alíquota anterior.No artigo da versão online da revista norte-americana, a Forbes usa como exemplo um Jeep Grand Cherokee e classifica de “ridículo” o preço de R$ 179 mil pago no Brasil pelo modelo.


Por que o custo de ter um carro é tão absurdamente alto no Brasil?

Confira a montanha de impostos e custos que o consumidor brasileiro é obrigado a pagar.

Se você pensa que os valores dos automóveis vendidos no Brasil são justos, basta dar uma olhadinha em quanto esses mesmos veículos custam no exterior. Você vai descobrir que não, os valores não são nada justos, e que alguns carros chegam a custar quase cinco vezes mais por aqui!
Na verdade, a principal causa disso é a nossa carga tributária. Enquanto em outros países os consumidores pagam um único imposto na hora da compra, por aqui, além de pagarmos essa mesma taxa, temos que bancar vários outras, em uma sucessão de valores que nos obrigam, inclusive, a pagar impostos dos impostos — não, você não leu errado, afinal, o que você acha que é o IPVA?

Impostos e muita ganância

A carga tributária aqui no Brasil chega a representar até 36,4% do valor do carro (somando IPI, ICMS, PIS e Cofins). Entretanto, os impostos não são os únicos vilões. Existe também a margem de lucro das montadoras que, aqui no nosso país, corresponde a algo em torno dos 9% a 11% do valor do veículo, enquanto no exterior essa margem é de cerca de 3%.
Assim, como explicar que um Renault Logan 1.6 8 V, por exemplo, custe R$ 37.550,00 aqui no Brasil, mas seja vendido ali na Argentina por R$ 25.500,00, incluído o frete? Sem os impostos, o mesmo carro custaria R$ 26.585,00 por aqui e R$ 20.017,00 para os nossos hermanos. Definitivamente, existe algo de errado nessa conta, você não acha?

Mais custos

Além de pagarmos todos esses impostos descritos acima (referentes aos custos de aquisição), não podemos ignorar os custos de propriedade também. Assim, se você adquiriu um carro zero, além do valor da compra — e todas aquelas taxas —, você ainda tem que adicionar à soma as despesas de registro junto ao Detran, o IPVA, o DPVAT, licenciamento, seguro, consumo de combustível, revisões, peças, multas e... não se esquecer da desvalorização!
Embora o mercado brasileiro esteja superaquecido — ao contrário do que acontece lá fora no momento —, desconfie de tantas facilidades de crédito e incentivos. E, antes de comprar um carro, reflita muito e se pergunte se você realmente precisa de um.

Carros ficam mais caros em agosto, apesar de IPI menor

http://www.folhavitoria.com.br/economia/noticia/2012/09/carros-ficam-mais-caros-em-agosto-apesar-de-ipi-menor.html

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que os automóveis novos ficaram 0,34% mais caros em agosto, mesmo sob o regime de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Um levantamento da Agência Estado sobre os preços médios de veículos no mercado nacional apurados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou que os automóveis ficaram mais baratos logo após a isenção de IPI, em vigor desde 23 de maio, mas recuperaram parte da redução nos preços em agosto. O fenômeno se repetiu em modelos das quatro montadoras pesquisadas: Fiat, Ford, GM-Chevrolet e Volkswagen.
O encarecimento do produto foi causado pelo aumento da demanda de consumidores gerado pelo próprio benefício do governo para estimular o setor, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas o aumento também já tinha sido constatado na porta de fábrica pela leitura de julho do Índice de Preços ao Produtor (IPP).
Segundo os dados da Fipe, um automóvel Fiat Palio Celebration 1.0 0km saía, em média, a R$ 26.998 em maio, antes da isenção do IPI, que só passou a vigorar no fim do mês. Em julho, o mesmo modelo custava R$ 25.054. Entretanto, em agosto, o preço subiu para R$ 25.477.
Em maio, um Ford KA 1.0 0km era vendido a R$ 26.397. Com a redução do imposto, o modelo passou a R$ 23.492 em julho, mas aumentou para R$ 24.009 em agosto.
O mesmo movimento ocorreu com o modelo Agile LT 1.4 0km da GM-Chevrolet, que custava R$ 37.540 em maio, caiu a R$ 35.433 em julho, mas teve ligeira recuperação para R$ 35.600 em agosto.
O Fox 1.0 0km da Volkswagen também custava mais em maio, R$ 32.423, baixou para R$ 30.115 em julho, mas aumentou para R$ 30.686 em agosto.
A Fipe presta serviço a 25 Unidades da Federação, fazendo o levantamento dos preços médios de veículos nas regiões para servir como base de cálculo na cobrança do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores).
O economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), informou que os modelos usados na coleta do Índice de Preços ao Consumidor não captaram a alta divulgada pelo IBGE em agosto. "A taxa de FGV ficou em 0% para o mesmo período", disse Braz.
O pesquisador acredita que a alta possa estar relacionada com a chegada ao mercado dos modelos 2012/2013. "Contudo, não tenho certeza se é isso que está acontecendo", ponderou.
Entretanto, a série histórica do IBGE aponta para uma queda nos preços dos automóveis, tanto novos quanto usados, nesse mesmo período do ano passado. Em agosto de 2011, os preços dos carros novos recuaram 0,37%, enquanto os usados ficaram 0,61% mais baratos.