O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Consumidor brasileiro está insatisfeito com qualidade e preço dos carros

http://motordream.uol.com.br/noticias/ver/2012/01/13/consumidor-brasileiro-esta-insatisfeito-com-qualidade-e-preco-dos-carros

Índice de satisfação com veículos produzidos no Brasil atingiu o menor nível em dezembro

por Túlio Moreira
MotorDream


O Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC) é um instrumento criado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) para avaliar o grau de contentamento dos brasileiros com produtos e serviços de diferentes segmentos. O diferencial deste medidor é a utilização de dados coletados exclusivamente em redes sociais da internet.

Em dezembro, o índice de satisfação do consumidor com a indústria automobilística atingiu o menor nível em nove edições da pesquisa, com queda de 9,1 pontos percentuais. No mês passado, o setor automotivo registrou 51,8% de contentamento, enquanto novembro havia registrado 60,9%. A avaliação da ESPM abrange percepções dos consumidores em relação às quatro marcas que aparecem na frente no ranking de vendas: Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Ford.

O medidor da ESPM avalia mensalmente as impressões e opiniões de consumidores em relação a 43 empresas, divididas em cinco setores – varejo, informação, bens de consumo, financeiro e health care. Juntas, as empresas incluídas respondem por 15,4% do PIB brasileiro. Dentro do setor de bens de consumo, a indústria automobilística registrou a queda mais acentuada. Categorias como alimentos e eletroeletrônicos pontuaram 72,6% e 62,4% de satisfação, com queda de 4,6% e 6,1% na comparação com novembro, respectivamente.

De acordo com os parâmetros utilizados pelo INSC, o fator que mais contribuiu para arranhar a imagem do segmento automotivo foi um protesto intensamente disseminado pelas redes sociais, que propõe um boicote aos carros 0 km vendidos no mercado nacional. A campanha, escrita por um consumidor anônimo, questiona o preço e a qualidade dos veículos produzidos no país, além de sugerir que as montadoras instaladas no Brasil foram as responsáveis pelo aumento do IPI para importados.

Além disso, o levantamento divulgado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros, com o ranking dos carros mais roubados em 2011, também prejudicou o nível de satisfação do consumidor com a indústria automobilística. As quatro montadoras que mais vendem no Brasil também dominam as 10 primeiras posições da lista. Além do Gol, carro mais roubado no ano passado, a Volkswagen aparece com Parati e Fusca, enquanto Fiat e Chevrolet têm três modelos entre os mais visados e Ford é representada pelo Fiesta.

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