O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Restrição ao crédito trava vendas de usados

 http://estadao.br.msn.com/economia/restri%C3%A7%C3%A3o-ao-cr%C3%A9dito-trava-vendas-de-usados

Além da desvalorização mais acentuada, o mercado de carros usados enfrenta um problema extra: a falta de crédito para financiamentos. Todos os lojistas consultados nas duas últimas semanas reclamaram que, desde dezembro, as medidas de restrição que vigoram desde o fim de 2010 se intensificaram no segmento.
As concessionárias de novos também relatam situação semelhante, mas com menos rigor. 'O custo do dinheiro está mais caro e há um funil mais rigoroso por parte dos bancos, o que tirou muita gente do mercado, principalmente os que buscavam financiamentos de longo prazo', diz o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti.
'Perdi seis vendas desde a semana passada', informa Munir Faraj, dono da loja de usados Trans Am. 'Estão pedindo até CPF (Cadastro de Pessoa Física) do cachorro para liberar a ficha', brinca. 'Só aceitam filé - clientes com salário alto e sem nenhuma dívida'.
Na sexta-feira, Faraj deixou de vender um veículo a um cliente que tinha como restrição um débito de R$ 80 na conta de energia elétrica. 'A dívida era referente a uma casa alugada e ele só tomou conhecimento na loja'.
João Chamlian, da Miami Center Car, diz que, de cada dez propostas enviadas às financeiras, no máximo três são aprovadas. Ele também citou caso de um comprador que, na semana passada, deu 50% de entrada num modelo que custa R$ 21 mil e queria financiar o restante em 48 meses. 'Não aceitaram.'
A loja Diaskar, também na região central, vendia em média 300 carros por mês até novembro, volume que caiu para 100 em janeiro. 'Todos os bancos travaram o crédito', afirma o proprietário Adriano Dias.
Inadimplência. A leitura dos analistas é de uma conjunção de fatores. Um deles é a inadimplência, que atingiu 5% dos contratos em janeiro, o dobro do registrado um ano antes.
Outra é a Resolução 3536 do Banco Central, que entrou em vigor em janeiro e estabelece normas mais rígidas para bancos pequenos que revendem carteiras de crédito aos bancos grandes.
Embora não revelem números, as instituições afirmam que o índice de atrasos nos pagamentos é maior entre compradores de veículos usados do que de novos.
Vários bancos e instituições procuradas na sexta-feira, incluindo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), não quiseram comentar o assunto.
Roberto Giannetti, da Giannetti Automóveis, reclama que o 'governo facilita muito a venda de carros novos, pois ganha mais imposto no negócio'. Para o usado, diz ele, as dificuldades começam na taxa de juros, na casa dos 2,5 a 3% ao mês, o dobro da cobrada no zero.
'Há uma fobia pelo carro zero e os bancos têm políticas voltadas para esse segmento em detrimento do usado', diz George Chahade, presidente da Associação dos Revendedores de Veículos do Estado de São Paulo (Assovesp)./C.S.

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