O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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terça-feira, 13 de março de 2012

BMW diz que governo brasileiro cria incertezas para fábrica no país

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/03/13/bmw-diz-que-governo-brasileiro-cria-incertezas-para-fabrica-no-pais.jhtm

A BMW afirmou nesta terça-feira que o governo brasileiro está criando incertezas para fábrica no país, mas que a montadora de carros de luxo espera chegar a um acordo.
O diretor de produção da companhia também afirmou que a montadora está considerando a possibilidade produzir motores na região do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que inclui Estados Unidos, Canadá e México.

Polêmicas com o México

Nos últimos meses, o governo brasileiro pediu que o México limite o valor das suas exportações de automóveis para o Brasil para cerca de US$ 1,4 bilhão para os próximos três anos como parte de um conjunto de demandas para renegociar o acordo do comércio automotivo entre os dois países.
O governo também disse que a quota foi o valor médio anual das exportações de automóveis do México para o Brasil nos últimos três anos, de acordo com uma carta datada de 8 de março à chanceler mexicana Patricia Espinosa e ao ministro da Economia Bruno Ferrari, à qual a Reuters teve acesso.
O documento afirma que os dois lados haviam chegado a um entendimento para definir os termos da revisão do acordo. O governo mexicano não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

Carros mexicanos provocam rombo na balança comercial

O acordo automotivo entre Brasil e México provocou um rombo de R$ 1,55 bilhão na balança comercial brasileira apenas com a importação de automóveis de passeio. Em 2011, o Brasil vendeu para o México pouco mais de US$ 512 milhões de carros, mas gastou US$ 2,07 bilhões na compra de automóveis mexicanos.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2011, no âmbito do acordo automotivo, o Brasil exportou para o México US$ 1,81 bilhão em veículos e autopeças e importou dos mexicanos US$ 2,51 bilhões, gerando saldo foi negativo de US$ 696 milhões.

Acordo

Pelo acordo, os carros vindos do México não são considerados importados –estando, portanto, isentos da alta do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que vigora desde o mês passado.
A Nissan seria uma das empresas mais afetadas. A montadora importa daquele país cinco modelos: Sentra, Tiida Hatch, Tiida Sedã, Versa e March.
A Fiat importa do México os modelos 500 e Freemont. A General Motors, o esportivo Captiva. Os modelos Fusion e New Fiesta, da Ford, também veem daquele país.

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