O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Só não tem tecnologia quem não quer

http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2012/03/28/so-nao-tem-tecnologia-quem-nao-quer/
 
– A tecnologia automotiva está à disposição, basta as montadoras quererem equipar seus carros.
– Um controlador de velocidade tem um custo de R$ 50,00, segundo consultor. “Mas as montadoras não querem investir”
“O ser humano só faz as coisas quando é obrigado a fazer”. A frase, do presidente da Continental, Maurício Muramoto, foi dada em resposta a uma questão que tomou conta do simpósio da SAE Brasil Novas Tecnologias Automotivas, realizado esta semana em São Paulo: os carros brasileiros vão acompanhar em tecnologia e equipamentos os carros do Primeiro Mundo?
Se o ser humano só reage quando for exigido, imagine as empresas. É isso o que quis dizer o executivo:
“É preciso que o concorrente venha com algo a mais para que a montadora corra atrás”.
Tanto Maurício quanto o consultor Francisco Satkunas – que por 30 anos foi o executivo da GM – analisam o mercado do ponto de vista do fabricante, e mesmo nessa condição, fazem críticas às montadoras. Ambos foram palestrantes no simpósio da SAE.
Satkunas acha que, com pequeno investimento, as montadoras instaladas no Brasil poderiam disponibilizar em seus carros equipamentos que fariam a diferença em relação aos chineses. Ele enumera alguns itens que exigiriam investimentos ínfimos e que “encantariam” o consumidor.
“Todos os carros, que a partir de 2014 terão obrigatoriamente que serem equipados com o sistema de freios ABS – avalia – poderiam ter o controle de tração, bastando para isso uma pequena adaptação no equipamento.”
“O custo de uma modificação como essa não é mais de R$ 50,00”, revelou.
- Sendo um investimento tão pequeno, porque as montadoras não o fazem?
“As montadoras não querem investir em nada que represente aumento de custo. Se o projeto prevê o gasto de R$ 1,00 a mais eles não aprovam”. disse o consultor.
Não se trata, da parte dele, de uma crítica às montadoras, mas um alerta. Satkunas acha que elas poderiam, com pouco dinheiro, ter um diferencial importante dos chineses que acabaram atraindo a atenção do consumidor por oferecer carros equipados por preço equivalente ao dos carros fabricados no Brasil sem os mesmos equipamentos.
Ele dá o exemplo do controlador de velocidade, também conhecido como piloto automático. Segundo Satkunas, o custo da inclusão de um equipamento como esse não passaria de R$ 50,00. Outro equipamento citado, com custo semelhante, é o sistema que coloca o câmbio automático na posição “neutro” cinco segundos após o carro parar (no trânsito ou no farol), o que, segundo ele, resulta numa economia de 3% a 5% de combustível.
O que se viu no simpósio dos engenheiros é que a produção de tecnologia para veículos é muito grande e está disponível para quem quiser construir um carro mais moderno.
O engenheiro Francisco Satkunas confirma essa disponibilidade:
“A tecnologia está na prateleira. Basta a montadora resolver investir e escolher o que quer colocar no carro. É preciso saber o que o consumidor deseja, quais os equipamentos que podem encantar o cliente e então equipar os seus carros com eles, oferecendo o ‘algo mais’, criando valor no produto e assim a empresa terá uma vantagem competitiva”.

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