O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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sábado, 19 de maio de 2012

Governo mima indústria automobilística

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O ministro Guido Mantega falou esta semana sobre a necessidade de medidas para flexibilizar o mercado de automóveis. Elas são, realmente, necessárias?
O país tem que ter uma política industrial ou uma política para a indústria automobilística? São duas coisas diferentes. Parece que a política econômica não quer ter uma para a indústria, mas para esse setor específico, que não tem nem a ver com visões de médio e longo prazo. São decisões casuísticas.
Quando a indústria está com algum problema, corre a Brasília, que estabelece regras e coloca todo o país em torno da indústria automobilística.
E qual é o problema atual? Há estoques nas concessionárias e nos pátios das montadoras. O ministro cogita aumentar o prazo de financiamento para mais de cinco anos, prazo já suficiente para o pagamento de um automóvel. Acontece que o calote está alto - em um ano, mais do que dobrou a inadimplência na carteira de veículos nos bancos. Por isso, eles estão mais restritivos.
As instituições financeiras, em momentos assim, têm de reduzir taxas, isso está certo, mas não podem ser empurradas para emprestar mais, têm de analisar a situação. Queremos um setor bancário sólido. Não pode haver aumento na concessão de empréstimos num segmento que está dando sinais de problemas.
O governo estuda liberar parte do recolhimento compulsório - dinheiro que os bancos são obrigados a manter depositado no BC - apenas para emprestar para comprador de automóveis. É uma coisa maluca. O BC tem de aumentar ou diminuir o compulsório dependendo do que julgar necessário para combater a inflação ou aquecer a economia, não para ajudar o setor automobilístico.
Se o segmento está com estoque, o que tem de fazer? Lei da oferta e da procura. Reduzir os preços, fazer promoções, vender mais barato, para desovar o estoque. Por que não fazer isso em vez de ir a Brasília? Nenhum outro setor no Brasil tem tanta proteção, é tão mimado quanto a indústria automobilística.
O ministro da Fazenda interfere em tudo, determinou que o BB e a Caixa aumentem a oferta e crédito ao segmento de financiamento de automóveis. Ou o ministro confia nas pessoas que escolheu como dirigentes desses bancos ou administra essas instituições. Ele passa o tempo todo dando ordens. Os executivos desses bancos devem ter autonomia para decidir o que fazer.

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