O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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quarta-feira, 16 de maio de 2012

“Queda dos juros não vai atingir o consumidor”


Para consultor, governo precisa atacar o problema como um todo, em vários níveis: inadimplência, impostos e compulsórios, além do spread.

As medidas do governo na área financeira, com a redução dos juros de financiamento, não bastam para reduzir os juros ao consumidor.
A avaliação é do consultor do setor automobilístico Valdner Papa. Ele considera a medida uma ação de marketing, com poucos resultados práticos. Para ele, o governo atacou apenas uma parte do problema, que é a redução do spread bancário, deixando intactos os demais aspectos que impedem a redução real dos juros.
"É preciso tomar uma atitude em todos os níveis: inadimplência, impostos e compulsórios, disse. É a somatória desses pontos que vai reunir as condições para a redução da taxa de juros.&rsquo&rsquo
Ele acredita que as medidas só vão atingir os bancos estatais a repercussão das instituições privadas será mínima.
Segundo Papa, a estimativa é de que 30 milhões de contas correntes de bancos particulares migrem para os estatais em função dessa medida.
&lsquo&lsquoE os estatais não darão conta de atender essa demanda, principalmente porque a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, não têm o foco no financiamento para o setor automobilístico.&rsquo&rsquo
O pior, segundo Valdner Papa, é que, com isso, o sistema bancário passa a ser ainda mais seletivo e consequentemente o mercado de carros não vai crescer.
Para ele, o mercado automobilístico está vivendo uma crise por carência de crédito e não porque o consumo arrefeceu.
"O que caiu foi a aprovação do credito e não o interesse do consumidor pela compra&rsquo&rsquo, definiu o consultor.

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