O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Estratégia das montadoras é a boa relação com o Planalto

  http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2012/07/11/estrategia-das-montadoras-e-a-boa-relacao-com-o-planalto/
- A mão amiga do governo vale mais do que bons produtos ou uma estratégia de marketing eficiente
O carro é bem vendido no Brasil não porque tem a melhor qualidade, o melhor custo, o menor lucro, porque é o mais bonito ou o mais veloz. A marca que mais cresce não é a que empreende a melhor ação de marketing, a melhor estratégia de mercado ou faz o melhor lançamento. E muito menos porque tem a preferência do consumidor.
O que tem determinado as mudanças nas vendas no mercado de carros no Brasil é a antítese do pensamento liberal: a intervenção do Estado na economia. Intervenção, é preciso dizer, feita a pedido e em benefício das próprias montadoras, incomodadas com a evolução de vendas de marcas importadas, que chegaram com produtos de alta qualidade, bem equipados e, mesmo pagando impostos extras, forçaram a queda dos preços no mercado.
O balanço de vendas do primeiro semestre de 2012 mostra uma mudança brusca no comportamento de algumas marcas, resultado da intervenção do Planalto no setor.
É natural que as marcas velhas percam espaço para as novas, já que elas detêm ampla parcela do mercado: as três grandes – Fiat, Volkswagen e GM – têm juntas mais de 60% das vendas, enquanto as pequenas evoluem lentamente. O que não é natural é a queda brusca sofrida por algumas marcas em período tão curto, caso das coreanas, que vinham aumentando progressivamente as vendas, trazendo novidades, apresentando produtos modernos e competitivos. O Super IPI golpeou violentamente a Kia, que perdeu praticamente metade da sua participação: caiu de 40,5 mil unidades, vendidas no primeiro semestre de 2011, para 22 mil neste ano, 45,5% a menos. A Hyundai vendeu 42,9 mil de janeiro a junho, 21,5% a menos que no mesmo período do ano passado.
Beneficiada com a isenção para carros que vêm do México, a japonesa Nissan – tão importadora quanto as coreanas (77,6% das vendas da Nissan são de estrangeiros) – cresceu 118% e conquistou, neste semestre, 1,93 ponto de participação no mercado.
JAC e Chery, detentoras de apenas 0,6% do mercado, também foram castigadas com o Super IPI e não repetiram no primeiro semestre o mesmo desempenho que tiveram no ano passado.
Da mesma forma, foi a mão do governo que fez de junho o segundo melhor mês da história e o primeiro em vendas diárias: foram mais de 17 mil carros desovados por dia no mês passado, graças à intervenção estatal.
Tudo graças ao controle da economia, que os empresários tanto criticam, mas dizem amém – e até aplaudem – quando a intervenção vem em seu benefício.

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