O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Setor de importados se diz "à beira do colapso"

Segmento registrou queda de 27,5% no oito primeiros meses do ano
http://carpress.uol.com.br/noticias/item44595.shl
O setor de importados no Brasil está "à beira do colapso", nas palavras do presidente da associação de importadoras sem fábrica no Brasil, Flavio Padovan. Nos primeiros oito meses do ano, os automóveis importados registraram queda de 27,5%, com 93.685 unidades vendidas, contra 129.284 no mesmo período do ano passado.
Os números foram divulgados pela Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores). As filiadas à entidade encerraram agosto com 11.975 unidades emplacadas, o que significa uma pequena recuperação de 11,5% em relação a julho, quando foram registradas 10.739 unidades.

Confrontando agosto do ano passado com o mesmo mês deste ano, houve queda acentuada, de 41,4%. Em agosto de 2012, a Abeiva emplacou 11.975 unidades, contra 20.420 unidades em agosto de 2011. Entre julho e agosto, enquanto as associadas à Abeiva registraram alta de 11,5%, o mercado interno cresceu 15,4%. Mas, na comparação de iguais períodos de 2012 e 2011, enquanto os importados caíram 41,4%, o mercado sustentou alta de 31,7%.

"Com isso o comportamento do mercado brasileiro por dados de market share nos mostra que o desempenho da Abeiva em agosto voltou a ter perda, de 2,95% ante 6,63% em agosto de 2011. Ao comparar os totais do acumulado de 2012 e 2011, o nosso market share caiu de 5,79% para 3,92%", afirma Padovan. "Fica evidente a influência negativa das altas do IPI e do dólar."

"Lamentavelmente o quadro de nossas associadas em agosto nos mostra na prática a extinção de aproximadamente 10 mil postos de trabalho. Tínhamos previsto que esse fato aconteceria até o final do ano. Mas, infelizmente, dos 35 mil empregos diretos que o setor de importados proporcionou ao longo de 2011, perto de 10 mil postos de trabalho já foram eliminados", diz o executivo.

Os importadores oficiais aguardavam, até o final de agosto, um plano que contemplasse uma política de cotas para o setor sem o impacto do aumento de 30 pontos no IPI. "Depois de oito meses, tornou-se crucial à sobrevivência do setor de importados que o governo federal conceda um tratamento justo para os importadores de veículos associados à Abeiva que hoje representam apenas 3,92% do total de veículos comercializados no país", afirma Padovan.

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