O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Veículo importado do México? Só no ano que vem

http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/1,,EMI318520-10142,00.html

Cota 120 mil unidades prevista no acordo do país com Brasil foi alcançada e espera por modelos pode demorar quatro meses

 Nissan March tem espera de 120 dias para compra nas lojas

Alguns veículos importados do México estão esgotando nas concessionárias de São Paulo. A cota geral estabelecida de importação de 120 mil veículos foi atingida e os consumidores estão amargando respostas negativas na busca por alguns modelos importados do país norte-americano, como Nissan March e Nissan Versa, Volkswagen Jetta, Honda CR-V, Ford New Fiesta sedã e Chevrolet Captiva que já estão em falta em revendas da capital paulista.
Autoesporte entrou em contato com 15 concessionárias para checar como está a vida do consumidor que quer comprar esses veículos. A Nissan tem cinco modelos vendidos no Brasil e é a montadora que mais importa do México. Com o lançamento do hatch compacto March, há quase um ano, saiu do 12º lugar no ranking dos mais vendidos no final de 2011 para 7º. Com a versão de entrada a partir de R$ 25 mil, o modelo sumiu nas concessionárias e os consultores de vendas dizem que não há data certa a chegada tanto de March, como Versa. “São dois modelos que vendemos muito, há procura pelos consumidores, mas não temos. A importação foi suspensa. Se quiser, você pode me ligar em 120 dias”, disse. “Nós também deixamos de ganhar nossa comissão. Todos querem o March.”
 Honda CR-V já tem poucas unidades disponíveis nas concessionárias, segundo lojsitas

Outro modelo que está começando a esgotar nas concessionárias paulistas é o Volkswagen Jetta. Ainda há alguns em estoque, mas os consultores de vendas das concessionárias afirmam que talvez esse carro esteja disponível somente a partir de dezembro. “Para ser bem sincera, eu só tenho um e fico rendida, pois os consumidores ficam frustrados. Ninguém quer esperar, mas eu incentivo, então, a compra de um Passat ou Variant para o cliente não deixar a marca”, explica a vendedora da VW.
Quem quiser comprar o Honda CR-V precisa acelerar para a concessionária. Há poucas unidades disponíveis do crossover e as lojas não estão aceitando encomendas. “Pode ser que ele não chegue mais neste ano. Quem comprar agora está comprando quase com exclusividade”, destaca o vendedor. É nessa hora que o consumidor deve ficar atento para não cair no “papo do vendedor” levando para a garagem um modelo que não é exatamente aquele que se deseja, mas com medo de não ter o carro adiante. O concessionário pode cobrar ágio e mentir sobre prazos, como aconteceu durante a apuração com as lojas.
Nas concessionárias Ford há poucas unidades do New Fiesta sedã e os vendedores avisam que só deve durar até o começo do mês de outubro em pronta-entrega. Para quem deseja comprar uma Chevrolet Captiva, a resposta é semelhante. “Talvez numa encomenda chegue em 90 dias, mas não é garantido”, disse o vendedor.
 
“O problema da falta de veículos é que a redução de IPI foi melhor do que todo mundo esperava. Com o mercado aquecido acima das expectativas, geralmente a oferta responde mais devagar quando temos uma grande procura da demanda. No caso das montadoras, elas não conseguem no curto espaço de tempo - estamos falando aqui de um período de três a quatro meses - se adequarem a essa nova realidade, o que pode ocasionar a falta de alguns produtos, explica o consultor automotivo Raphael Galante.
Procurado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a cota de importação foi atingida, mas não iria se pronunciar sobre o assunto. Das marcas, a única a se manifestar com transparência sobre o assunto até a publicação foi a Honda, que declara ter encerrado as importações do CR-V para 2012.
 Nas lojas da Chevrolet, lojistas pedem por 90 dias até ter Captiva disponível


Saiba mais
O Brasil ameaçou cancelar o acordo com o México após sofrer com o déficit de US$ 1,17 bilhão no comércio exterior em 2011, em meio a um salto de 70% das exportações mexicanas de carros. Para equilibrar a balança comercial foi preciso um corte nas importações na ordem de 30%: o México aceitou reduzir suas exportações de veículos ao Brasil para uma média de US$ 1,55 bilhão nos próximos três anos – desde março - ante o US$ 2,4 bilhões de 2011. Depois desse prazo, os termos voltam para o livre comércio. Os mexicanos também aceitaram aumentar a proporção de peças da América Latina em seus carros de 30% atualmente para 40% em cinco anos.

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