O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Governo divulga lista de montadoras livres do aumento do IPI

 http://g1.globo.com/carros/noticia/2012/01/governo-divulga-lista-de-montadoras-livres-do-aumento-do-ipi.html

Ao todo, 18 empresas cumprem as regras necessárias para ter benefício.
Marcas fora dos requisitos exigidos terão alíquotas entre 37% e 55%

O governo divulgou nesta terça-feira (31) a lista das 18 montadoras instaladas no Brasil que estão livres do pagamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) mais alto na produção de veículos no país até dezembro deste ano. Conforme estudo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), elas cumprem as regras de produção nacional e de investimento em inovação, o que inclui ter 65% de peças nacionais na montagem do veículo.
A lista é a definitiva e foi publicada no “Diário Oficial da União” (veja aqui a nota oficial) — a lista anterior que vigora desde dezembro era provisória e só garantia o benefício fiscal até esta quarta-feira (1º). As montadoras são as seguintes: Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz do Brasil (caminhões), MMC Automotores (Mitsubishi), Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo (caminhões) e International Indústria Automotiva da América do Sul.
Só carros 'nacionais'O benefício dessas montadoras engloba apenas os modelos fabricados no país ou importados de regiões com acordos comerciais, como Mercosul, México e Uruguai. De acordo com a portaria, as montadoras habilitadas ainda estão sujeitas à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva. As empresas fora da lista, a maioria sul-coreanas, chinesas e marcas de luxo, pagam IPI reajustado em 30 pontos porcentuais. O aumento começou a valer em dezembro passado.
'Brasil maior'Para pagar imposto menor, além 65% de índice de nacionalização de peças (inclui gastos com ações de marketing), as montadoras são obrigadas a realizar ao menos 6 de 11 etapas da fabricação de veículos em território brasileiro e investir 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento. Assim, as alíquotas de IPI para veículos variam de 7% a 25%, dependendo da cilindrada do veículo e do segmento.
Já para as montadoras que estão fora dos requisitos exigidos, o imposto vai variar de 37% a 55%. De acordo com a portaria, o aumento do tributo vale até dezembro de 2012 e faz parte do plano de estímulo à indústria "Brasil Maior". No entanto, empresas importadoras ligadas a Associação Brasileira de Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), temem que a mudança torne algo permanente.

Barreira à tecnologia
A Abeiva — formada por Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, Jac Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, SsangYong, Suzuki e Volvo — reiterou nesta segunda-feira (30) o pedido já formalizado ao MDIC para o governo rever o Decreto 7.567.
A postura da entidade foi tomada a após o Banco Central divulgar, na semana passada, que a indústria automobilística no Brasil foi o setor que mais remeteu dinheiro ao exterior no ano passado, superando bancos e empresas de telecomunicações, que ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.
“Quem vive fase de necessidade de proteção governamental não envia lucros exorbitantes às suas matrizes”, argumenta o presidente da entidade, José Luiz Gandini. A Abeiva protocolou no início de dezembro – em 3 ministérios – carta com proposta de importações autorizadas até o limite de 200 mil unidades por ano, com igual alíquota de IPI em relação aos carros montados localmente.
“Esse volume significa apenas 5,6% do mercado brasileiro, levando em consideração a projeção inicial de 3,52 milhões de unidades em 2012”, afirma Gandini. “Com a participação dos veículos importados, é possível inibir inclusive essa remessa exorbitante de lucros às matrizes das montadoras, forçando a pratica no Brasil de preços balizados pelos preços praticados internacionalmente, pelas marcas ainda sem fábrica no país, já penalizadas com a alíquota máxima de imposto de importação, que é de 35%”, avalia em nota o presidente da Abeiva.
No início deste mês, Gandini anunciou que os preços dos carros importados vão subir entre 15% e 28% por causa do aumento do imposto. A Abeiva acredita que, neste ano, a demanda por importados que estão fora dos acordos do Mercosul e do México deva cair 20%. "Nossas primeiras estimativas são de 160 mil unidades para 2012", afirma o presidente da Abeiva e da Kia Motors do Brasil.
Outro argumento das associadas é que esta postura em relação aos importados somente inibe a entrada de novas tecnologias no país, normalmente presentes em carros considerados “premium”.

Alto preço dos carros carrega herança cultural

http://www.carrodegaragem.com/alto-preco-dos-carros-carrega-heranca-cultural/

O alto preço dos carros é uma constante no Brasil, e dispensa discussões acaloradas, basta uma simples olhada comparativa em números frios. Os mesmos modelos saem por um valor mais elevado do que em outros países, a exemplo do Siena, Honda Civic, Honda City, Fiat Bravo  e praticamente todos os outros modelos. Não podendo ignorar os fatores econômicos

A herança que carregam os cidadãos brasileiros desde que culturalmente foram colonizados pelos Estados Unidos. Há uma certa unanimidade de que valores e costumes são importados goela abaixo vide forte propaganda americanista. Aqui não se trata de posição política, mas de constatação objetiva da realidade que se nos apresenta deste modo.

Diferentemente da cultura oriental e mesmo européia, os brasileiros adquiriram fortemente o hábito proveniente dos Estados Unidos baseado na ideologia de consumo a todo preço e custo de bens descartáveis facilmente. Por mais que um carro possa à primeira vista parecer um bem durável em relativas circunstâncias, incute-se a necessidade de troca constante dos veículos. E a estratégia é simples, investir no que mais velozmente pode ser remodelado, trocado, jogado na lata do lixo (quase que literalmente): nada relacionado à funcionalidade, à parte mecânica em si, mas única e exclusivamente o design.
Esse hábito de se ater à superfície faz com que as pessoas estejam constantemente insatisfeitas com seu veículo e corram em busca de outro ao primeiro que aparecer o slogan de novo na concessionária, televisão ou propaganda de interne e rádio. Logo, o preço abusivo cobrado pelos carros tem ligação direta com uma equação primária do livre mercado – quanto mais dispostos a pagar, mais alto poderá ser o valor cobrado. O alto desejo por um produto faz com que seu preço suba de maneira invariável.
Enquanto isto pagamos caro nos carros aqui no Brasil e trocamos de veículo muitas vezes sem necessidade. O vídeo abaixo mostra uma reportagem que fala sobre este assunto, o lucro abusivo das montadoras.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Peugeot 207 vs. Chevrolet Malibu


Abeiva reitera pedido de revisão do IPI para carros importados

http://g1.globo.com/carros/noticia/2012/01/abeiva-reitera-pedido-de-revisao-do-ipi-para-carros-importados.html

Banco Central divulgar recorde de exportação das montadoras.
Previsão é de que preços dos modelos subam entre 15% e 28%.

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) reiterou nesta segunda-feira (30) o pedido já formalizado ao Ministério da Fazenda, ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e ao Ministério da Ciência e Tecnologia, para o governo rever o Decreto 7.567, que penaliza os carros importados com alta de 30 pontos porcentuais (de 7% para 37% nos carros 1.0, por exemplo) na alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), até o dia 31 de dezembro de 2012.
A postura da entidade foi tomada a após o Banco Central divulgar, na semana passada, que a indústria automobilística no Brasil foi o setor que mais remeteu dinheiro ao exterior no ano passado, superando bancos e empresas de telecomunicações, que ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

“Quem vive fase de necessidade de proteção governamental não envia lucros exorbitantes às suas matrizes”, argumenta o presidente da entidade, José Luiz Gandini. A Abeiva protocolou no início de dezembro – nos três ministérios – carta com proposta de importações autorizadas até o limite de 200 mil unidades por ano, com igual alíquota de IPI em relação aos carros montados localmente.
“Esse volume significa apenas 5,6% do mercado brasileiro, levando em consideração a projeção inicial de 3,52 milhões de unidades em 2012”, afirma Gandini. “Com a participação dos veículos importados, é possível inibir inclusive essa remessa exorbitante de lucros às matrizes das montadoras, forçando à pratica no Brasil de preços balizados pelos preços praticados internacionalmente, pelas marcas ainda sem fábrica no país, já penalizadas com a alíquota máxima de imposto de importação, que é de 35%”, avalia em nota o presidente da Abeiva.
De acordo com a Abeiva, as importadoras associadas têm rede autorizada de 920 concessionárias e emprega cerca de 35 mil pessoas.
Preços vão subir
No início deste mês, José Luiz Gandini anunciou que os preços dos carros importados vão subir entre 15% e 28% por causa do aumento do imposto. A Abeiva acredita que, neste ano, a demanda por importados que estão fora dos acordos do Mercosul e do México deva cair 20%. "Nossas primeiras estimativas são de 160 mil unidades para 2012", afirma o presidente da Abeiva e da Kia Motors do Brasil.
A Abeiva é formada por Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, Jac Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, SsangYong, Suzuki e Volvo.

 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Remessa de montadoras para o exterior é recorde em 2011

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1040625-remessa-de-montadoras-para-o-exterior-e-recorde-em-2011.shtml

A indústria automotiva brasileira alcançou recorde histórico de lucros e dividendos remetidos ao exterior. Segundo balanço do Banco Central, em 2011, foram US$ 5,58 bilhões -36,1% a mais que no ano anterior, informa reportagem de Venceslau Borlina Filho publicada na edição deste sábado da Folha.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A movimentação coincide com o ano de agravamento da crise europeia, a queda na produção de peças e veículos no Japão e na Tailândia por causa do terremoto e do tsunami e a retomada dos investimentos no setor nos EUA.
De acordo com o balanço do BC, a remessa é superior à de bancos (US$ 3,15 bilhões) e à de empresas de telecomunicações (US$ 2,44 bilhões) -setores que mais enviam valores às matrizes no exterior.
Para o professor de economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) Célio Hiratuka, as remessas preocupam porque as montadoras poderiam aplicar os recursos no Brasil em vez de enviá-los às matrizes.
A Anfavea (associação dos fabricantes de veículos) não quis se manifestar ontem sobre as remessas.

Toyota Corolla


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Importadores de carros atacam 'lucros exorbitantes' das montadoras nacionais

 http://carros.uol.com.br/ultnot/2012/01/27/importadores-de-carros-atacam-lucros-exorbitantes-das-montadoras-nacionais.jhtm

A Abeiva, entidade que reúne as marcas de veículos que operam no Brasil, mas não possuem fábrica local, pegou carona em artigo do jornalista Pedro Kutney, divulgado em UOL Carros nesta sexta-feira (27), e criticou em nota oficial o que chama de "novas barreiras alfandegárias", como o aumento "abusivo" de 30 pontos percentuais da alíquota de IPI para os carros importados, em vigor até o último dia deste ano.

O texto de Kutney, originalmente publicado no site Automotive Business, relata que as montadoras instaladas no país enviaram para o exterior US$ 5,58 bilhões em lucros auferidos por aqui em 2011. Foi o setor da indústria que mais remeteu valores para as matrizes no ano passado.

Para José Luiz Gandini, presidente da Abeiva e da Kia, e que chama as sócias da Anfavea de "montadoras multinacionais instaladas no Brasil", tais números mostram que as medidas do governo federal são exageradas. "Quem vive fase de necessidade de proteção governamental não envia lucros exorbitantes às suas matrizes", diz Gandini, referindo-se às rivais da associação das fabricantes -- que, por terem uma ou mais fábricas no Brasil, estão dispensadas do IPI mais alto.

Os maiores sócios da Abeiva são Kia, JAC, Chery, BMW, Effa, Hafei, Land Rover, Suzuki e Audi. Da Anfavea, são Fiat, Volkswagen, General Motors, Ford, Hyundai, Toyota, Peugeot, Citroën e Renault.

COTA DE IMPORTADOS
Na nota emitida nesta sexta pela Abeiva, Gandini reitera o pedido -- já formalizado aos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e de Ciência e Tecnologia -- de "bom senso" para rever o Decreto 7.567, que reajustou o IPI. Nas contas de Gandini, a alta de 30 pontos porcentuais resultou em 428% de aumento no IPI para importados com motor de 1 litro, de 7% para 37%. Não admira a citação específica: o candidato da Kia a carro de volume é o Picanto, que tem motor 1.0 e "nasceu morto" na nova geração, de 2011 -- que ficou cara demais.
A proposta da Abeiva aos ministérios é de instituir um controle numérico das importações, que iriam até o limite de 200 mil unidades por ano, com IPI igual ao dos carros montados localmente. "Esse volume significa apenas 5,6%  do mercado brasileiro, levando em consideração a projeção inicial de 3,52 milhões de unidades em 2012", lembra a nota -- que não perde a oportunidade de sublinhar os 35 mil postos de trabalho nas 920 concessionárias que as importadoras possuem no Brasil.

A cifra de 200 mil carros liberados não é ocasional. Em 2011, o total de veículos importados pela Abeiva foi de 199.366 unidades, ou 5,82% do mercado nacional. Os importados pela Anfavea, que vêm do Mercosul e do México sem impostos extras, foram 651.047, ou 19% do mercado.

A TESE DO "SEGURA-PREÇO"
Outra vantagem de afrouxar as rédeas dos importados, segundo a Abeiva, seria a regulação dos preços no mercado automotivo -- um argumento muito utilizado por Sérgio Habib, presidente da chinesa JAC, que costuma dizer que os importados não incomodam os "nacionais" pelo volume de vendas, e sim pelo poder de balizar os preços (para baixo, é claro).

Até a publicação desta reportagem o artigo de Kutney republicado pelo UOL seguia repercutindo, com mais de 630 comentários. Nas redes sociais, jornalistas especializados debatem o tema, apoiando ou criticando a argumentação. Eis aí outra discussão que promete.

Abeiva critica alto faturamento das fabricantes instaladas no Brasil


Alto repasse de capital para as matrizes estrangeiras revela que a concorrência com os importados não afeta tanto as “nacionais”

por Alyne Bittencourt
MotorDream


José Luiz Gandini, presidente da Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores –, disse, em nota à imprensa, que o lucro que as fabricantes multinacionais instaladas no Brasil repassam às matrizes internacionais vai contra o argumento do governo para o aumento do IPI para carros importados.

Dados divulgados pelo Banco Central, em 2011, revelaram que a indústria automotiva brasileira remeteu US$ 5,58 bilhões – cerca de R$ 9,7 bilhões – para suas matrizes, sendo o setor da economia que mais enviou dinheiro ao exterior no ano passado, deixando para trás os bancos, que ficaram com o segundo lugar. Com os bons índices registrados pelos carros fabricados no Brasil, não haveria, para Grandini, razão para cobrar tarifas maiores dos veículos importados.

Segundo o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, a medida serve para proteger os fabricantes nacionais diante do crescimento da concorrência com os importados. Contudo, a parcela de veículos vindos de fora do país é relativamente pequena. Em relação ao volume total de veículos vendidos no Brasil no ano passado – 3,63 milhões de unidades – os emplacamentos de marcas filiadas à Abeiva representaram apenas 5,8% do mercado nacional.

De posse desses dados, o presidente da Abeiva informou que irá reiterar o pedido, já formalizado aos Ministérios da Fazenda; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Ciência e Tecnologia, para revisão do aumento de 30% no IPI para carros importados. Giandini disse que a Associação protocolou uma carta propondo aos três Ministérios que houvesse um limite de 200 mil unidades anuais que seriam importadas com o mesmo IPI cobrado dos carros produzidos no país. Essas unidades representariam apenas 5,6% do mercado nacional (considerando a projeção de venda de 3,52 milhões de veículos em 2012), avaliou Gandini. Vale lembrar que as importadoras ajudam a regular o preço no mercado brasileiro, já que aumentam a concorrência.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Parabens! 20.000 pessoas curtindo Abaixa ao Lucro no Facebook

Parabens! 20.000 pessoas curtindo Abaixa ao Lucro no Facebook

http://www.facebook.com/lucrobrasil




Venda de carro importado desaba 47%

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,venda-de-carro-importado-desaba-47,100625,0.htm

Dados dos primeiros 20 dias de janeiro apontam queda, justificada em parte pela alta do IPI; para o mercado total, a redução foi de 29%



SÃO PAULO - Janeiro tradicionalmente é mês fraco para a venda de carros novos se comparado a dezembro, quase sempre muito bom. Nos primeiros 20 dias do ano, a queda dos negócios foi de 29%. Para automóveis importados, o tombo foi muito maior. Impactados pela alta de 30 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), as vendas despencaram 47%, segundo dados preliminares das empresas.
Até sexta-feira, foram vendidos 174,7 mil automóveis e comerciais leves, sendo 165,8 mil pelas montadoras - 28% menos que em igual intervalo de dezembro - e 8,8 mil pelos importadores sem fábrica, que em dezembro venderam 16,7 mil unidades.
Em relação ao mesmo período de janeiro de 2011, as vendas do mercado total aumentaram 9%. Isolando-se os negócios dos importadores e das marcas que não atuavam no País na ocasião, o desempenho foi negativo em 5%. A alta do IPI, em vigor desde 16 de dezembro, afeta modelos feitos fora do Mercosul e do México, e que também recolhem 35% de Imposto de Importação.
Em 2011, a venda de importados por empresas independentes somou 199,3 mil veículos, alta de 87,4 % em relação a 2010. Eles responderam por 5,8% das vendas de automóveis e comerciais leves, que atingiram recorde de 3,42 milhões de unidades. Juntando modelos que as montadoras trouxeram da Argentina e do México, a participação dos importados foi de 23,6%, outro recorde.
O movimento de queda acentuada neste início de ano ocorre mesmo com a decisão de várias marcas de não repassar de imediato a alta do IPI, casos da BMW, Mercedes-Benz, Land Rover, JAC Motors e Chery. A coreana Kia, maior importadora independente do País, repassou por enquanto 6% de aumento (parte pelo IPI e parte pela variação cambial). Suas vendas caíram 50% neste mês em relação a dezembro e 40% ante um ano atrás.
Segundo importadores, o consumidor está sem referência de preços e a expectativa é de que só a partir de março o cenário estará mais claro. "O mercado de fato se retraiu neste começo de ano, em parte pela antecipação de compras ocorrida nos dois últimos meses do ano passado", opina Marcel Visconde, presidente da Stuttgart Sportcar, importadora da Porsche.
Modelos da marca de esportivos de luxo tiveram reajustes de cerca de 20%, em duas etapas, também com repasses do IPI e do efeito cambial. "Se fôssemos repassar todo o IPI, o reajuste ficaria próximo aos 40%", ressalta Marcel. Para o modelo mais em conta da marca, o Boxster 2.7, o reajuste foi de R$ 70 mil (R$ 330 mil). Para o mais caro, o Panamera Turbo S, de R$ 200 mil (R$ 1,149 milhão).
De acordo com Visconde, a Stuttgart não vai rever sua estratégia de importação, mas adotará medidas como redução de margem e investimentos e vai negociar descontos extras com a fabricante alemã. No ano passado, as vendas da marca somaram 1.134 unidades, ante 911 em 2010.
A JAC Motors informa ter estoques até março de produtos que chegaram da China antes da alta do IPI e não vai alterar a tabela de preços até lá. Neste mês, a marca vende o J3 e o J3 Turim com desconto de R$ 1 mil - a versão mais barata custa R$ 36.900.
Montadoras. As montadoras também começam a reajustar preços dos modelos top de linha importados de fora da região. O Ford Edge, que vem do Canadá, está 5% mais caro. A Volkswagen aumentou os preços dos modelos alemães Passat, Variant, Tiguan e Touareg em 14%, em média, índice que inclui atualização cambial e renovação de linha. A GM repassou aumento de 11% para o Malibu (importado dos EUA) e de 25% para o Omega (Áustria). O Camaro, feito no Canadá, por enquanto foi poupado.
A Citroën iniciará neste semestre a importação, da Europa, do compacto premium DS3. O modelo vai disputar mercado principalmente com o Mini Cooper e o Audi A1, que custam entre R$ 80 mil e R$ 90 mil nas versões mais baratas. Segundo o diretor-geral da empresa no Brasil, Francesco Abbruzzesi, apesar do IPI, o DS3 terá preço competitivo. Ele ressalta, contudo, que a medida "afeta a capacidade de gerar volume maior nesses modelos".
O executivo afirma que a chegada de outros modelos da linha, como o DS4 e o DS5, pode demorar. "Vamos analisar a viabilidade de trazer toda a gama". Segundo ele, 90% dos veículos da marca vendidos localmente são produzidos no Brasil e na Argentina.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Brasil exportou US$5,6 bilhões em lucros das montadoras

http://www.noticiasautomotivas.com.br/brasil-exportou-us56-bilhoes-em-lucros-das-montadoras/

As montadoras enviaram em 2011 em torno de US$5,6 bilhões em lucros das unidades instaladas no Brasil. O setor foi o que mais enviou lucros para o exterior, superando bancos e telecomunicações. O valor de US$5,58 bilhões é o maior de todos os tempos, sendo 36% maior que em 2010.
Ou seja, para quem reclamou de falta de competitividade e outras perdas em 2011, até que a situação não era tão ruim assim.
Como não se sabe quanto lucrou cada montadora, visto que é um segredo maior que qualquer lançamento, não conseguimos nem imaginar o montante individual, mas é certo que os maiores lucros saíram das líderes de mercado.
Enfim, o Brasil continua como uma ótima base para se lucrar e sustentar financeiramente as matrizes das montadoras. E isso porque a competitividade no país é desonesta, já que milhares de importados entraram no país, os custos de produção são enormes, a mão de obra é cara, etc.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Honda Civic chega na Argentina a partir de R$ 48.500

http://www.noticiasautomotivas.com.br/honda-civic-chega-na-argentina-a-partir-de-r-48-500/

A Honda iniciou as vendas da nova geração do Civic no mercado brasileiro na última semana. E na última sexta-feira (20), a marca japonesa lançou o novo Civic 2012 na Argentina. Contudo, como já era de se esperar, mais uma vez os vizinhos hermanos levaram vantagem nos preços dos automóveis em comparação com os valores pedidos pelas montadoras no Brasil.
Por lá, o Honda Civic chegará às concessionárias nas versões LXS e EXS, sendo que a versão mais básica será oferecida pelo preço inicial de US$ 27.600, algo em torno de R$ 48.500, no modelo com câmbio manual. Já o EXS manual custará US$ 32.100 e US$ 33.900 para o Civic topo de linha com câmbio automático, cerca de 56.400 e 59.600 quando convertido em reais. O curioso é que o Civic da Argentina é produzido no Brasil.
Ambas as versões terão os mesmos equipamentos do exemplar brasileiro. Haverá de série airbag duplo, freios com ABS e EBD, trio elétrico, sensor de estacionamento com câmera, volante multifuncional, ar-condicionado, isofix e sistema de som. A EXS inclui airbags laterais, teto solar e navegador GPS. No entanto, o controle de tração e de estabilidade não serão oferecidos nem na versão topo de linha, itens que equipam o Honda por aqui.
O motor que equipará o modelo será o mesmo do Civic brasileiro, o 1.8 litro 16v i-VETEC de 140 cavalos de potência, porém, movido a gasolina.

 

Feirão nacional de carros!


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Custo-Brasil, nada! Lucro-Brasil joga preços de produtos nas alturas

http://joaocarlos.net.br/2011/08/custo-brasil-nada-lucro-brasil-joga-precos-de-produtos-nas-alturas/

Um susto com os preços no Brasil

por Heloisa Villela, de Washington para o VioMundo
Foi um susto!
Em tantas idas e vindas norte-sul nesses quase 23 anos trabalhando nos Estados Unidos, nunca achei o Brasil tão caro. Entre o fim de junho e o começo de julho, passei três semanas em casa: Rio, São Paulo, Mato Grosso do Sul. Sempre paguei mais caro por livros em português. Para mim e pros meus filhos. Afinal, todo investimento nessa área é pouco! Compra-se livro bem em conta nos Estados Unidos. Ainda mais depois do advento da internet. Agora, tem sempre a oferta dos usados que saem por menos de um dólar. No Brasil, ainda é caro ler.
Mas se os livros sempre foram mais caros no Brasil, a comida, os sapatos, as roupas, os carros…  Pensei: aí deve ter matéria. Saí com uma equipe da Record prá checar as diferenças e tentar entender o que está acontecendo. Fui parar no escritório de Joel Leite, jornalista especializado no mercado de automóveis que tem um site sobre o assunto (www.autoinforme.com.br). Joel estava escrevendo sobre o Lucro Brasil. Nada de Custo Brasil. Esse tempo já passou. Agora, as empresas estão faturando de verdade.
Pois o Joel se deu ao trabalho, ao longo de vários meses, de destrinchar a composição de preços dos automóveis. Nas ruas de São Paulo, qualquer pessoa repete a ladainha: por que os carros são tão caros aqui? Por causa dos impostos. Gente motorizada e gente a pé, no ponto de ônibus. Não importa. A certeza é a mesma. E ainda tem aquela história do Custo Brasil – seria mais caro produzir mercadorias no país por causa da infraestrutura engarrafada e do custo do capital.
Mas o Joel me explicou que não é nada disso. Ele tirou impostos, alíquotas, etc. e tal e no fim, o carro brasileiro continuava sendo o mais caro do mundo. É isso mesmo. O Brasil, que em 2010 ganhou o título de quinto maior produtor de automóveis e quarto maior mercado consumidor do mundo, em matéria de preços, ganha de todos os outros países. Tamanha produção e tamanho consume jogam por terra qualquer argumentação de que não se tem uma produção em escala suficiente para reduzir os preços.
Então o que?
“Se colar colou”, brincou o Joel meio a sério. Mas a idéia é a seguinte: joga-se o preço lá no alto. Se existe fila pra comprar, se a procura é grande, prá que baixar?  O preço cola e fica. Exemplos?
O Honda City, fabricado em Sumaré, interior de São Paulo, viaja até o México, paga frete, tem que dar lucro para a revendedora, e tal. Bem, os mexicanos compram o carro pelo equivalente a R$ 25.800,00 enquanto os brasileiros desembolsam R$ 56.210,00 pelo mesmo modelo. Pelas contas do Joel, tirando toda a carga tributária, o lucro das concessionárias, e comparando com o preço no México, o fabricante tem um lucro de quase R$ 15.000, por unidade, no Brasil.
Outros exemplos prá matar de ódio o consumidor brasileiro:
O Corolla, que custa o equivalente a U$ 37.636,00 no Brasil, na Argentina sai pelo equivalente a U$ 21.658,00 e nos Estados Unidos, US$ 15.450,00. O Kia Soul, fabricado na Coréia do Sul, chega às lojas do nosso vizinho Paraguai pelo equivalente a US$ 18.000,00 e custa o dobro no Brasil. Haja viagem entre os dois países para explicar tanta diferença… Só mais uma comparação: o Jetta, que custa R$ 65.700,00 no Brasil, sai pelo equivalente a R$ 32.500,00 no México.
O banco de investimentos Morgan Stanley fez um estudo comparativo e concluiu que as subsidiárias brasileiras de montadoras estrangeiras garantem, no Brasil, lucros que não conseguem obter em outros países.  O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, chegou à conclusão de que no Brasil a margem de lucro das montadoras chega a ser três vezes maior do que em outros países.
No site do Joel, teve gente deixando mensagem dizendo que ia sair na rua com nariz de palhaço. Consumidores se sentindo ridículos. Mas o aumento da classe média colocou no mercado uma porção de novos compradores. Acesso ao crédito e demanda aquecida tornaram bem mais fácil aumentar os preços e continuar vendendo.
Como o consumidor brasileiro não vive apenas de automóveis, fui prá rua conferir outras mercadorias. Aqui nos Estados Unidos uma brasileira já tinha me alertado: entrou em uma loja da cadeia espanhola Zara, em Nova York, e comprou uma camiseta por US$ 40,00. Voou para o Brasil e entrou em outra loja da Zara, desta vez em um shopping center de São Paulo. Encontrou a mesma camiseta. Mas com outro preço: R$ 400,00!
É assim também com os preços de sapatos, jeans, computadores e tablets. Eu posso até entender que o Ipad, da Apple, feito nos Estados Unidos, chegue ao Brasil por um preço mais alto por causa do imposto de importação. Mas pagar o equivalente a R$ 1.350,00 nos Estados Unidos e R$ 2.599,00 no Brasil não é diferença demais? E alguns modelos de calça jeans e tênis, que saem de outros países, em geral da Ásia ou da América Central? Encontrei um modelo recente de Nike por R$ 549,90 no Brasil e o par, igualzinho, pelo equivalente a R$ 250,00 nos Estados Unidos.
Se a margem de lucro é a grande responsável pela diferença de preços dos automóveis, será que acontece algo semelhante com outros produtos?
Quando os preços perdem a relação com a realidade, acontece de tudo. Foi o que eu constatei da conversa com a minha mãe, faz poucos dias. Para tratar um problema no joelho, o médico recomendou um remédio chamado Artrodar. E avisou: “procure na farmácia X”. Pois a minha mãe chegou em casa e foi pro telefone. O médico tinha toda razão. Na farmácia citada, a caixa com trinta comprimidos custa R$ 58,00, mas em outra farmácia a mesma caixa estava custando R$ 94,00. Foi fácil decidir onde comprar.
Foi um susto!
Em tantas idas e vindas norte-sul nesses quase 23 anos trabalhando nos Estados Unidos, nunca achei o Brasil tão caro. Entre o fim de junho e o começo de julho, passei três semanas em casa: Rio, São Paulo, Mato Grosso do Sul. Sempre paguei mais caro por livros em português. Para mim e pros meus filhos. Afinal, todo investimento nessa área é pouco! Compra-se livro bem em conta nos Estados Unidos. Ainda mais depois do advento da internet. Agora, tem sempre a oferta dos usados que saem por menos de um dólar. No Brasil, ainda é caro ler.
Mas se os livros sempre foram mais caros no Brasil, a comida, os sapatos, as roupas, os carros…  Pensei: aí deve ter matéria. Saí com uma equipe da Record prá checar as diferenças e tentar entender o que está acontecendo. Fui parar no escritório de Joel Leite, jornalista especializado no mercado de automóveis que tem um site sobre o assunto (www.autoinforme.com.br). Joel estava escrevendo sobre o Lucro Brasil. Nada de Custo Brasil. Esse tempo já passou. Agora, as empresas estão faturando de verdade.
Pois o Joel se deu ao trabalho, ao longo de vários meses, de destrinchar a composição de preços dos automóveis. Nas ruas de São Paulo, qualquer pessoa repete a ladainha: por que os carros são tão caros aqui? Por causa dos impostos. Gente motorizada e gente a pé, no ponto de ônibus. Não importa. A certeza é a mesma. E ainda tem aquela história do Custo Brasil – seria mais caro produzir mercadorias no país por causa da infraestrutura engarrafada e do custo do capital.
Mas o Joel me explicou que não é nada disso. Ele tirou impostos, alíquotas, etc. e tal e no fim, o carro brasileiro continuava sendo o mais caro do mundo. É isso mesmo. O Brasil, que em 2010 ganhou o título de quinto maior produtor de automóveis e quarto maior mercado consumidor do mundo, em matéria de preços, ganha de todos os outros países. Tamanha produção e tamanho consume jogam por terra qualquer argumentação de que não se tem uma produção em escala suficiente para reduzir os preços.
Então o que?
“Se colar colou”, brincou o Joel meio a sério. Mas a idéia é a seguinte: joga-se o preço lá no alto. Se existe fila pra comprar, se a procura é grande, prá que baixar?  O preço cola e fica. Exemplos?
O Honda City, fabricado em Sumaré, interior de São Paulo, viaja até o México, paga frete, tem que dar lucro para a revendedora, e tal. Bem, os mexicanos compram o carro pelo equivalente a R$ 25.800,00 enquanto os brasileiros desembolsam R$ 56.210,00 pelo mesmo modelo. Pelas contas do Joel, tirando toda a carga tributária, o lucro das concessionárias, e comparando com o preço no México, o fabricante tem um lucro de quase R$ 15.000, por unidade, no Brasil.
Outros exemplos prá matar de ódio o consumidor brasileiro:
O Corolla, que custa o equivalente a U$ 37.636,00 no Brasil, na Argentina sai pelo equivalente a U$ 21.658,00 e nos Estados Unidos, US$ 15.450,00. O Kia Soul, fabricado na Coréia do Sul, chega às lojas do nosso vizinho Paraguai pelo equivalente a US$ 18.000,00 e custa o dobro no Brasil. Haja viagem entre os dois países para explicar tanta diferença… Só mais uma comparação: o Jetta, que custa R$ 65.700,00 no Brasil, sai pelo equivalente a R$ 32.500,00 no México.
O banco de investimentos Morgan Stanley fez um estudo comparativo e concluiu que as subsidiárias brasileiras de montadoras estrangeiras garantem, no Brasil, lucros que não conseguem obter em outros países.  O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, chegou à conclusão de que no Brasil a margem de lucro das montadoras chega a ser três vezes maior do que em outros países.
No site do Joel, teve gente deixando mensagem dizendo que ia sair na rua com nariz de palhaço. Consumidores se sentindo ridículos. Mas o aumento da classe média colocou no mercado uma porção de novos compradores. Acesso ao crédito e demanda aquecida tornaram bem mais fácil aumentar os preços e continuar vendendo.
Como o consumidor brasileiro não vive apenas de automóveis, fui prá rua conferir outras mercadorias. Aqui nos Estados Unidos uma brasileira já tinha me alertado: entrou em uma loja da cadeia espanhola Zara, em Nova York, e comprou uma camiseta por US$ 40,00. Voou para o Brasil e entrou em outra loja da Zara, desta vez em um shopping center de São Paulo. Encontrou a mesma camiseta. Mas com outro preço: R$ 400,00!
É assim também com os preços de sapatos, jeans, computadores e tablets. Eu posso até entender que o Ipad, da Apple, feito nos Estados Unidos, chegue ao Brasil por um preço mais alto por causa do imposto de importação. Mas pagar o equivalente a R$ 1.350,00 nos Estados Unidos e R$ 2.599,00 no Brasil não é diferença demais? E alguns modelos de calça jeans e tênis, que saem de outros países, em geral da Ásia ou da América Central? Encontrei um modelo recente de Nike por R$ 549,90 no Brasil e o par, igualzinho, pelo equivalente a R$ 250,00 nos Estados Unidos.
Se a margem de lucro é a grande responsável pela diferença de preços dos automóveis, será que acontece algo semelhante com outros produtos?
Quando os preços perdem a relação com a realidade, acontece de tudo. Foi o que eu constatei da conversa com a minha mãe, faz poucos dias. Para tratar um problema no joelho, o médico recomendou um remédio chamado Artrodar. E avisou: “procure na farmácia X”. Pois a minha mãe chegou em casa e foi pro telefone. O médico tinha toda razão. Na farmácia citada, a caixa com trinta comprimidos custa R$ 58,00, mas em outra farmácia a mesma caixa estava custando R$ 94,00. Foi fácil decidir onde comprar.

Preço de carro fabricado em 2011 sobe até R$ 4.500 em um ano

 http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1036307-preco-de-carro-fabricado-em-2011-sobe-ate-r-4500-em-um-ano.shtml

De 190 modelos de carros fabricados em 2011 que custam até R$ 60 mil, o Toyota Corolla Sedan foi o que mais aumentou de preço.Em janeiro de 2011 o carro custava R$ 60 mil, mas fechou o ano valendo R$ 64.500 em dezembro. A diferença é de R$ 4.500.Confira, abaixo, uma seleção de 20 carros fabricados em 2011, incluindo modelos 2012, com base em pesquisa da Autoinforme/Molicar, feita a pedido da reportagem.
A tabela tem os carros com a maior redução e o maior aumento de preço.O Honda Civic teve a maior queda no período, de R$ 10.000. O carro, que custava R$ 58.500 no início do ano, encerrou 2011 valendo R$ 48.500 (confira tabela).Segundo Joel Leite, diretor da agência Autoinforme/Molicar, essa variação de preços, tanto para cima como para baixo, pode ter várias razões."Se um carro vai sair de linha ou terá sua versão substituída, provavelmente haverá queda, como aconteceu com o Honda Civic. Nesse caso, foi o anúncio de nova versão." Outro carro que teve redução de preço foi o Renault Kangoo, com queda de R$ 5.400. A Renault diz que a redução aconteceu porque a empresa aumentou os estoques no início de 2011. Como um dos motivos para a alta de preço, Leite cita o caso da montadora coreana Kia, que solicitou 4.000 unidades do Sportage no Brasil, mas recebeu só metade. "Nesse caso o preço sobe porque há fila de espera para comprar o carro", diz Leite.
O Volkswagen Saveiro, um dos carros mais procurados no mercado, segundo Leite, teve a segunda maior alta do ano, de R$ 4.400, e passou a custar R$ 47 mil. A empresa não comentou. Segundo Leite, se o cliente estiver disposto a pagar, o preço sobe.

ACIMA DE R$ 60 MIL
Segundo mostra a pesquisa, a grande concorrência fez o preço do carro cair em 2011, considerando os modelos acima de R$ 60 mil. O estudo indica que o preço de mercado (não o sugerido) caiu 0,14%no ano.

FICARAM MAIS CAROS
Marca e modelo Versão Preço em janeiro de 2011 (em R$) Preço em dezembro de 2011 (em R$) Diferença no preço (em R$)
FICARAM MAIS CAROS
Volkswagen Saveiro Cross 1.6, 8v (flex) 42.600 47 mil 4.400
Fiat Strada cabine simples (flex) Fire 1.4, 8v 28 mil 30.500 2.500
Volkswagen Gol (geração 4) Ecomotion 1.0, 8v (geração 4 e flex) 24.823 26.986 2.163
Volkswagen Gol (geração 4) Ecomotion 1.0, 8v (geração 4 e flex) 24.100 26.200 2.100
Volkswagen Polo Hatch (total flex) Bluemotion 1.6, 8v (flex) 45.500 49 mil 3.500
Ford Ecosport (flex) XLT 1.6, 8v 53 mil 57 mil 4.000
Toyota Corolla (flex) XLI 1.8, 16v (nova série) 60 mil 64.500 4.500
Volkswagen Saveiro cabine estendida Trend 1.6, 8v (flex) 33.835 36.360 2.525
Volkswagen Saveiro cabine estendida 1.6, 8v (flex) 33.500 36 mil 2.500
Renault Master Chassi cabine L2H1 2.5 DCI, 16v diesel 57.500 61.700 4.200
FICARAM MAIS BARATOS
Fiat Punto (flex) Sporting 1.8, 16v 51.200 47 mil 4.200
Peugeot 307 Hatch flex) Millesim 200, 1.6, 16v 52.500 48 mil 4.500
Ford Fiesta Rocam Sedan (flex) 1.0, 8v 32.800 29.900 2.900
Nissan Sentra (flex) 2.0, 16v, manual 55 mil 50 mil 5.000
Chevrolet Meriva flex) Premium 1.8, 8v (easytronic) 51 mil 46.200 4.800
Kia Soul (flex) EX-MT, 1.6, 16v 58 mil 52.500 5.500
Honda New Civic Sedan (flex) LXL-automático 1.8 16v 66 mil 59 mil 7.000
Renault Kangoo Express (flex) 1.6 16v 44.172 38.340 5.832
Renault Kangoo Express (flex) 1.6 16v 40.900 35.500 5.400
Honda New Civic Sedan (flex) LXS, manual 1.8 16v 58.500 48.500 10.000

Índice Big Mac ajuda a explicar preço do carro brasileiro


Descompasso cambial, carga tributária excessiva, margens de lucro mirabolantes: quem paga a conta é o consumidor

por Túlio Moreira
MotorDream


O Índice Big Mac é um demonstrativo criado em 1986 que utiliza o famoso sanduíche da rede de fast food McDonald’s para comparar o custo de vida entre diversos países. O levantamento mais recente, divulgado este mês pela revista inglesa The Economist, pesquisou o preço do produto em 44 países e constatou que o Big Mac brasileiro é o quarto mais caro do planeta, superado apenas pelo sanduíche vendido na Suíça, na Noruega e na Suécia. O estudo leva em conta a paridade no poder de compra de diferentes moedas, por meio da comparação entre taxas de câmbio. No Brasil, o Big Mac custa o equivalente a US$ 5,68. O mesmo sanduíche sai por US$ 6,81 na Suíça e US$ 4,20 nos EUA.

A curiosa pesquisa ajuda a elucidar uma das principais questões que pairam sobre a indústria automobilística nacional: por que os carros são tão caros no Brasil? O Volkswagen Gol básico com motor 1.6 litro é vendido no México pelo equivalente a R$ 17 mil, enquanto o compacto com a mesma configuração não sai por menos de R$ 30 mil por aqui. Detalhe: o modelo é fabricado em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, de onde é enviado para o mercado mexicano. O preço de um Big Mac no México? O equivalente a US$ 2,70.


Toyota Corolla: R$ 30 mil nos Estados Unidos e R$ 63 mil aqui

De acordo com a lógica utilizada pela The Economist, o ideal é que o Big Mac custe o mesmo que nos Estados Unidos, já que o sanduíche utiliza os mesmos itens e requer mão-de-obra semelhante em todos os lugares em que é produzido e vendido. De acordo com a análise do economista Fernando Arbache, o levantamento indica que o real está sobrevalorizado em 32% na comparação com o dólar. Ou seja, a moeda norte-americana deveria estar cotada atualmente em R$ 2,44. A cotação desta quinta-feira (19) indica o valor de R$ 1,76. O problema é que esse descompasso no câmbio influencia o preço de mais de 30% dos produtos considerados para o cálculo da inflação, e o custo de vida no Brasil se torna mais caro.

Além disso, há o problema da carga tributária para a indústria automobilística. Os veículos produzidos no Brasil têm 41,12% de seu preço final correspondentes a impostos e taxas. E o custo para se manter um veículo também é extremamente alto. Em 2011, a arrecadação com Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), licenciamento de veículos, abastecimento de combustível, impostos gerados com gastos com reparo e manutenção de veículos e multas reverteram nada menos que R$ 90 bilhões para o governo.



Carros com apelo aventureiro revertem grandes margens de lucro para as fabricantes

O Brasil aparece no topo do ranking mundial de participação dos tributos sobre automóveis no preço repassado ao consumidor, com média de 30,4%. Em seguida aparecem Itália e Reino Unido, com 16,7%, França com 16,4% e Alemanha com 16%. Isso também ajuda a explicar o abismo entre os preços cobrados por um mesmo produto no mercado nacional e em outros países. Um sedã médio como o Toyota Corolla, por exemplo, recolhe 31% em impostos. O mesmo modelo paga apenas 6% nos Estados Unidos. Moral da história: o sedã japonês parte de R$ 30 mil no mercado norte-americano, e começa em R$ 63.570 por aqui.

Mas há ainda outro fator determinante para fazer do carro brasileiro um dos mais caros do mundo. As montadoras instaladas no país praticam altas margens de lucro, como apontou reportagem publicada pelo portal UOL Carros em junho. Os jornalistas Joel Leite, Ademir Gonçalves e Luiz Cipolli apuraram que fábricas instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial que é revertido para suas matrizes internacionais. De acordo com uma pesquisa feita pelo banco de investimento inglês Morgan Stanley, grande parte desse lucro é oriundo da venda de carros com aparência fora-de-estrada, bastante procurados por aqui. Com acessórios como estepe pendurado na tampa do porta-malas e quebra-mato, esses veículos custam significantemente mais que suas versões “convencionais”. O CrossFox sai por R$ 50.030, enquanto o Fox é vendido por R$ 37.040. Na Argentina, o compacto da Volkswagen com apelo off-road sai por apenas R$ 27.500.

Renault Sandeiro


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Audi A1 Sportback por R$ 38 mil na Inglaterra Notícias Mercado

http://caranddriverbrasil.uol.com.br/noticias/mercado/audi-a1-sportback-por-r-38-mil-na-inglaterra/1126

A Audi confirmou o preço do A1 Sportback para o mercado inglês. Por lá, a versão quatro portas do compacto será vendida a partir de março por 13.980 libras, o equivalente a R$ 38.200. Isso significa que a versão quatro portas soma 560 libras (R$ 1.500) em relação a variante duas portas.

O modelo ficou 6 milímetros mais largo e perdeu parte do visual esportivo. Em compensação ele foca em praticidade para quem pretende viajar no banco traseiro, com portas menores e mais fáceis de abrir. A configuração de entrada do Audi A1 Sportback conta com o motor 1.2 TFSI de 87 cv. Há ainda a opção do 1.4 TFSi com 124 cv e 187 cv e do 1.6 TDI com 91 cv. O 2.0 TDI, com 143 cv, será oferecida em alguns meses.

A título de comparação, o A! é vendido por aqui a partir de R$ 89.900 apenas na configuração com duas portas e motor 1.4 TFSI de 124 cv. Não há previsão da chegada do novo modelo por aqui, o que deve acontecer pouco depois do Salão de Genebra. O preço também não traz definições, mas deve girar em torno de R$ 100 mil.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Veículos de luxo a preço popular

http://www.meufocusquebra.com/veiculos-de-luxo-a-preco-popular/#more-588

Salão de Detroit mostra que os americanos pagam bem menos que os brasileiros por carros de luxo
Publicado em 15/01/2012, às 08h00

Ter um Jeep Compass custa para os americanos pouco mais de U$19 mil. Os brasileiros pagariam em torno de R$150 mil

Foto: Silvio Menezes/JC

DETROIT (EUA) – Os preços dos carros no Brasil são considerados bastante altos se comparados ao de outros países, sobretudo os do primeiro mundo. As razões são muitas, inclusive, dos altos impostos cobrados pelo governo em nosso País. Há quem diga que os altos valores se devem aos lucros dos fabricantes. Independente da razão, basta rodar pelo salão de Detroit e a diferença fica bem evidente. Como em vários estandes os preços ficam ao lado do veículo, podemos ter a certeza de que o americano paga o preço de um popular no Brasil para andar num carro de médio porte. Com o equivalente a R$ 50 mil, o cliente está montado num veículo de alta performance.
O Dodge Charger, um carrão e tanto, custa 25 mil dólares – quase R$ 50 mil. O modelo não é vendido aqui, mas o equivalente custa mais de R$ 150 mil. O Toyota Camry é vendido nos EUA pelo preço inicial de 22 mil dólares, o equivalente a pouco mais de R$ 40 mil. Nas lojas brasileiras, o valor gira em torno de R$ 130 mil. Tem ainda o Yaris, um hatch da Toyota que custa 15 mil dólares. No exterior, utilitários esportivos e sedãs da Acura (divisão de luxo da Honda) são vendidos a preço de veículo de médio porte.
O editor viajou a convite da Anfavea

Veloster


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não compre Big Mac zero em 2012

 http://extra.globo.com/noticias/economia/big-mac-brasileiro-o-quarto-mais-caro-do-mundo-3658911.html

Big Mac brasileiro é o quarto mais caro do mundo


O Big Mac brasileiro é o quarto mais caro do mundo. O levantamento foi feito pela revista britânica “Economist” e mostrou que o sanduíche mais famoso do mundo custa, em média R$ 10,25 no Brasil, US$ 5,68. Ele fica atrás apenas dos preços cobrados na Suíça (US$ 6,81), Noruega (US$ 6,79) e Suécia (US$ 5,91). Nos Estados Unidos, seu país de origem, ele sai por US$ 4,20, cerca de R$ 7,50.
Os indianos são os que pagam menos pela refeição, ele sai por US$ 1,62. Como o Big Mac não é vendido na Índia, a revista considerou o preço do Maharaja Mac, que é feito com frango em vez de carne bovina.
Com a pesquisa, a revista monta o “Índice Big Mac”, que compara o poder de compra de cada moeda. O sanduíche foi escolhido como símbolo por estar presente em mais de 120 países. A conclusão é que o Real está com sobrevalorização de 35% em relação ao dólar.

Consumidor brasileiro está insatisfeito com qualidade e preço dos carros

http://motordream.uol.com.br/noticias/ver/2012/01/13/consumidor-brasileiro-esta-insatisfeito-com-qualidade-e-preco-dos-carros

Índice de satisfação com veículos produzidos no Brasil atingiu o menor nível em dezembro

por Túlio Moreira
MotorDream


O Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC) é um instrumento criado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) para avaliar o grau de contentamento dos brasileiros com produtos e serviços de diferentes segmentos. O diferencial deste medidor é a utilização de dados coletados exclusivamente em redes sociais da internet.

Em dezembro, o índice de satisfação do consumidor com a indústria automobilística atingiu o menor nível em nove edições da pesquisa, com queda de 9,1 pontos percentuais. No mês passado, o setor automotivo registrou 51,8% de contentamento, enquanto novembro havia registrado 60,9%. A avaliação da ESPM abrange percepções dos consumidores em relação às quatro marcas que aparecem na frente no ranking de vendas: Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Ford.

O medidor da ESPM avalia mensalmente as impressões e opiniões de consumidores em relação a 43 empresas, divididas em cinco setores – varejo, informação, bens de consumo, financeiro e health care. Juntas, as empresas incluídas respondem por 15,4% do PIB brasileiro. Dentro do setor de bens de consumo, a indústria automobilística registrou a queda mais acentuada. Categorias como alimentos e eletroeletrônicos pontuaram 72,6% e 62,4% de satisfação, com queda de 4,6% e 6,1% na comparação com novembro, respectivamente.

De acordo com os parâmetros utilizados pelo INSC, o fator que mais contribuiu para arranhar a imagem do segmento automotivo foi um protesto intensamente disseminado pelas redes sociais, que propõe um boicote aos carros 0 km vendidos no mercado nacional. A campanha, escrita por um consumidor anônimo, questiona o preço e a qualidade dos veículos produzidos no país, além de sugerir que as montadoras instaladas no Brasil foram as responsáveis pelo aumento do IPI para importados.

Além disso, o levantamento divulgado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros, com o ranking dos carros mais roubados em 2011, também prejudicou o nível de satisfação do consumidor com a indústria automobilística. As quatro montadoras que mais vendem no Brasil também dominam as 10 primeiras posições da lista. Além do Gol, carro mais roubado no ano passado, a Volkswagen aparece com Parati e Fusca, enquanto Fiat e Chevrolet têm três modelos entre os mais visados e Ford é representada pelo Fiesta.

A volta à era das carroças

Governo promove aumento brutal de impostos para carros importados e ameaça o País com retrocesso sem precedentes na história da indústria automobilística brasileira

Por Guilherme QUEIROZ
Um pacote inicialmente pensado para tornar a indústria automotiva brasileira mais competitiva tornou-se uma peça de protecionismo. Prevista no bojo do Plano Brasil Maior e anunciada pelos ministros Guido Mantega (Fazenda), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), na quinta-feira 15, a medida de estímulo à produção nacional veio na forma de uma bomba tributária montada para estancar a enxurrada de veículos importados que, embalados pelo dólar barato, aumentaram a competição no País. Em 60 dias, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será elevado em 30 pontos percentuais. Com isso, as alíquotas que hoje variam de 7% a 25% subirão para 37% a 55%, elevando o preço final dos veículos em até 28% e praticamente inviabilizando a concorrência por preço que existe hoje no mercado. Embora seja direcionada às importadoras de veículos chineses, a medida terá impactos negativos em toda a cadeia produtiva e representa um retrocesso brutal no mercado brasileiro de automóveis, uma volta à era das carroças, que vigorou até a abertura às importações pelo governo Collor, no início dos anos 1990.

Trânsito nos anos 1990: Carros "pelados" e de baixa tecnologia circulam em rodovia em São Paulo. Quem quer isso de volta? 
Com efeitos imediatos – quem não se enquadrar nas exigências do governo em 60 dias terá de recolher o IPI maior retroativamente –, a medida protege as montadoras com produção local, como Volkswagen, Fiat, GM e Ford. Faz isso à custa dos consumidores, que já pagam muito mais caro do que nos países desenvolvidos e ainda levam para a garagem produtos inferiores aos comprados lá fora. Os grandes campeões de venda no Brasil são carros populares “pelados” (sem acessórios), como Gol, Uno e Celta. “É uma medida que atinge demais o consumidor, que perde a possibilidade de comprar automóveis melhores a preços mais adequados. Os carros brasileiros têm qualidade sofrível, são tecnologicamente atrasadíssimos, e com preço muitíssimo alto, porque a margem de lucro é alta”, afirmou Ruy Coutinho, ex-presidente do Cade. “Estamos voltando às carroças do tempo do Collor.” Em princípio, o aumento vigora até dezembro de 2012.

Os ministros Pimentel (à esq.), Mantega e Mercadante: o que deveria ser uma política industrial
com desoneração tributária virou uma medida protecionista com impacto negativo em todo o setor
 
Como o Brasil não tem boas histórias para contar quando o assunto é protecionismo (vide a extinta Lei da Informática), as consequências da medida podem ser desastrosas se perdurarem por muito tempo. Só escapam da mordida os carros importados dos parceiros do Mercosul e do México, que têm acordos automotivos específicos e um forte intercâmbio de peças e veículos acabados. É de lá que vêm, por exemplo, o novo Fiat 500 e a Chevrolet Captiva. O governo Dilma pretendia reduzir a carga tributária para as montadoras que garantissem investimentos em inovação, qualidade e redução de poluentes, mas não conseguiu impor as metas desejadas às montadoras aqui estabelecidas. Tirou, no máximo, o compromisso de investimento de 0,5% da receita bruta para inovação e desenvolvimento – e sucumbiu ao protecionismo, alegando a necessidade de preservar os empregos no País em tempos de crise nos Estados Unidos e na Europa. “Há um assédio à indústria nacional e as montadoras estrangeiras estão cada vez mais disputando mercados como o brasileiro”, justificou Mantega durante o anúncio. “O mercado interno deve ser usufruído pela produção interna.” Entre 2005 e 2010, o número de carros importados cresceu 653%, para 601 mil veículos.
 
Um em cada quatro veículos vendidos aqui vem do Exterior – 25%. A questão é que a maior parte desse mercado é das próprias montadoras instaladas no Brasil, que respondem por 75,5% das importações e não serão atingidas pelo aumento de imposto. Quem perde mais são as importadoras de veículos da Ásia, que vêm ganhando fatias cada vez maiores do mercado com produtos mais completos e mais baratos, que beneficiam o consumidor.  É o caso de marcas como a JAC Motors e a Chery, que detêm apenas 0,84% e 0,58% das vendas, respectivamente. A coreana Kia, há mais tempo no País, é a líder entre os importados, com 2,02%. Se a ideia é preservar a produção e os empregos no setor automotivo, que representa 5% do PIB e gera 1,5 milhão de empregos, o governo dá um tiro de canhão apenas em poucas importadoras. É verdade que elas não produzem localmente, mas o fato é que detêm menos de 6% do mercado interno e, por sua vez, também investiram pesado para montar redes de concessionárias e contratar mão de obra local.
Gandini, da Abeiva: "É um absurdo. Nada justifica uma atitude tão radical"
 
Somente o empresário Sérgio Habib, que trouxe a marca JAC Motors ao País (e também pretende fabricar localmente), diz que já investiu R$ 380 milhões em 35 concessionárias e marketing, dando empregos diretos e indiretos a 1.600 pessoas. “É um absurdo. Nada justifica uma atitude tão radical”, disse à DINHEIRO o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), José Luiz Gandini, que representa 27 marcas. Ele compareceu ao anúncio mesmo sem ter participado da reunião entre governo e montadoras. Gandini tentou protestar durante a entrevista coletiva aos jornalistas, mas foi cortado por Mantega. Para escapar da mordida tributária, as montadoras terão que produzir localmente pelo menos seis de 11 etapas de produção, como fabricação de motores, embreagem e freios. A medida pode dar margem a questionamento na Organização Mundial do Comércio (OMC), que não permite alíquotas diferenciadas para produto nacional e importado nos tributos cobrados internamente. “Todos os países adotam política industrial. Existe um espaço para isso na OMC, mas é preciso que não seja de forma discriminatória ao importado, porque depois que pagou o imposto de importação, todos os produtos têm que ter o mesmo tratamento”, disse à DINHEIRO Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior.
Para driblar acusações desse tipo, o texto do decreto considera que a alíquota subiu para todos os veículos, e quem tem conteúdo nacional e investe em tecnologia tem desconto. Depois de quatro meses de uma negociação que só terminou instantes antes do anúncio, os fabricantes locais ficaram, obviamente, animados com a proteção. “Vamos ter um índice de nacionalização da produção como nunca houve”, disse à DINHEIRO Cledorvino Belini, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Para o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, as exigências de nacionalização podem, inclusive, estimular empresas a direcionar investimentos para o Brasil. “Elas poderão consolidar cadeias produtivas”, avalia. Gandini, que tem planos de montar uma fábrica em Salto, no interior de São Paulo, diz que decisões empresariais desse tipo não são tomadas olhando um horizonte tão curto.
Concorrência chinesa: revenda da JAC Motors, que incomodou os fabricantes locais.
O sedã de R$ 39,9 mil pode custar R$ 10 mil a mais. Quem ganha?
 
O ponto mais sensível da proposta, porém, é justamente o que ela não pode prever. Além de sepultar a ideia inicial de forçar uma redução no preço dos carros mediante a desoneração do setor, a medida acabou por propiciar o pior dos cenários para o consumidor. Diante do inevitável encarecimento dos carros importados, abriu-se uma margem para as montadoras beneficiadas elevarem seus preços e ainda se manterem competitivas diante da concorrência estrangeira. O que seria um evidente motivo de preocupação para o consumidor parece não inquietar o governo. “Vamos fiscalizar eventuais aumentos no preço do carro nacional”, disse Mantega. “A disputa interna não permite aumento de preços”, assegura Belini. A conferir.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Comperativos


Abeiva fecha 2011 com quase 200.000 importados e 23,35% do total

http://www.noticiasautomotivas.com.br/abeiva-fecha-2011-com-quase-200-000-importados-e-2335-do-total/

Em um ano de vitórias e derrotas, a Abeiva conseguiu emplacar 199.366 veículos, representando assim 23,35% do total importado em 2011.
O crescimento no período foi de 87,4% sobre 2010, quando foram vendidos 106.360 veículos. No mercado brasileiro, a Abeiva representou 5,82% do total. Já as montadoras locais trouxeram 654.363 veículos, respondendo assim com 76,65% do total importado em 2011.
Repudiando o aumento do IPI, a Abeiva diz que o resultado positivo em 2011 é reflexo da perda de mercado das quatro maiores montadoras. A Fiat perdeu 0,84% do mercado. A Volkswagen outros 0,56%. Já a Ford perdeu 0,94% e a GM encolheu 1,30%.
Para a Abeiva, as montadoras deixaram de investir em inovação e por isso perderam espaço para os importados. Em 2011, a entidade fechou com 912 pontos de vendas e 36 mil empregados.
Para 2012, a previsão é de queda de 20% nas importações de veículos, exceto os trazidos dos “estados” do México e Argentina. A Abeiva aposta em 160 mil importados pela entidade este ano.

Ford, GM e Fiat registram queda em vendas no Brasil em 2011

 http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1033187-ford-gm-e-fiat-registram-queda-em-vendas-no-brasil-em-2011.shtml

Três das quatro maiores fabricantes de veículos no Brasil --Ford, GM (General Motors) e Fiat-- registraram queda nas vendas e consequente redução da participação no mercado brasileiro em 2011, informa reportagem de Venceslau Borlina Filho publicada na Folha desta quinta-feira.
A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A Ford apresentou a queda mais acentuada em relação a 2010, seguida por GM e Fiat. Já a fatia de mercado das empresas variou negativamente de 0,82 a 1,3 pontos percentuais no período.
Por outro lado, marcas com pouco tempo de comercialização no país tiveram os melhores resultados, impulsionando o resultado geral de aumento na venda de veículos em 2011, de 2,90%.
Segundo os dados da Fenabrave (federação dos distribuidores de veículos), as chinesas Chery e Hafei, as japonesas Nissan e Suzuki e a britânica Land Rover foram as que mais cresceram em vendas durante o ano.
"A competitividade gerada com a chegada de outras fabricantes, associada à falta de novos produtos por essas empresas, resultaram nessa mudança", disse o professor e consultor da MSX International, Arnaldo Brazil.

Carros importados


Carros no Brasil


Comperativos


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pimentel não consegue avançar com plano de flexibilizar IPI de importados

http://veja.abril.com.br/noticia/economia/pimentel-nao-consegue-avancar-com-plano-de-flexibilizar-ipi-de-importados

Atingido por denúncias, ministro não cumpriu promessa de mudar alíquota para montadoras estrangeiras que pretendem se instalar no Brasil. A ideia, além disso, desagrada Guido Mantega


A novela do novo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis importados não poderia deixar de ter um capítulo final em 2011. Primeiro, a Procuradoria Geral da Fazenda conseguiu derrubar, na última terça-feira, a liminar que permitia que a Hyundai continuasse pagando o imposto antigo. Logo depois, o presidente da BMW do Brasil, Henning Dornbusch, foi a Brasília na tentativa de conseguir um fio de esperança junto ao Planalto de que as empresas que investirão na produção de veículos no Brasil terão o imposto revisto. Desta vez, Dornbusch recorreu - em vão - à ministra da Casa Civil Gleisi Hofman, que nada interfere nas decisões acerca do IPI. O executivo saiu de Brasília de mãos abanando.
A intransigência do Planalto poderia até ser coerente, não fossem as promessas feitas pelo Ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, de flexibilizar a nova alíquota do IPI para empresas que estão em vias de instalar fábricas no Brasil. Pimentel mencionou essa possibilidade em diversas ocasiões ao longo dos últimos meses - e disse até que a decisão poderia ser divulgada no dia 15 de dezembro. "Queremos que, quando de fato começar a vigorar o decreto do IPI (em 16 de dezembro), essa nova etapa esteja concluída, com o decreto publicado e as empresas já sabendo quais exigências precisam cumprir e quais benefícios podem ter”, disse o ministro, no final de outubro. Até o momento, nada foi feito.
O governo não possui um plano pronto para apresentar às montadoras contendo um cronograma viável de cumprimento das regras de utilização de conteúdo nacional em cada carro. “Quando a Fazenda começou a examinar as questões técnicas e viu que o cenário era bem mais complexo do que uma simples mudança tributária, concluiu que levaria tempo para formular qualquer plano de flexibilização”, afirma um funcionário graduado do Ministério do Desenvolvimento.
Além disso, o ministro Guido Mantega não é simpático à ideia da flexibilização, que teria mesmo partido de Fernando Pimentel. Os dois não conseguiram se reunir nas últimas semanas para discutir o tema. Preocupado com o crescimento nulo do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, o ministro da Fazenda dedicou seu tempo a formular medidas de estímulo à economia. Já o do Desenvolvimento estava mais ocupado em articular uma estratégia que o defendesse das insinuações de tráfico de influência de que foi alvo.
A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), dirigida por José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors, afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que aguarda uma decisão do governo ainda para janeiro. Segundo a associação, as chinesas JAC Motors e Chery, e a alemã BMW já apresentaram ao governo seus cronogramas de instalação das fábricas no Brasil. Neles constam os índices de nacionalização que as empresas conseguirão alcançar ano a ano, até chegarem ao número de 65%, que é exigido pelo governo após a vigência do decreto do novo IPI. “A exigência de conteúdo nacional pode ser importante para adensar cadeias produtivas no Brasil. Entretanto, dependendo de como for implementada, pode provocar a perda de competitividade e violação dos acordos internacionais”, afirma o consultor e ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, da Barral MJorge Consultores Associados.
Diante de tal hiato, as empresas enfrentam uma situação embaraçosa. Sem saber se haverá flexibilização ou não, elas não conseguem definir em suas planilhas de custos e investimentos o quanto será preciso direcionar para as operações no Brasil – e tampouco conseguem informar esse dado básico a seus investidores. Assim, mais uma vez a credibilidade do país é colocada em xeque junto ao setor privado internacional.
O Brasil ainda poderá ser acionado na Organização Mundial do Comércio (OMC) pelo descumprimento do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT), assinado pelo país em 1947 e que proíbe a tributação de produtos importados para além do imposto de importação. No Brasil, esse tributo alcança um dos maiores níveis permitidos pela OMC, que é de 60%. A Coreia do Sul e o Japão já fizeram consultas ao órgão para verificar se a medida  do governo brasileiro é irregular. Esse é o primeiro passo antes da reclamação oficial que um país pode fazer. De acordo com o tratado de criação da OMC, ela só poderá penalizar um de seus signatários se ele for alvo de uma reclamação formal.