O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

Participe no Protesto!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Importado da Índia, Duster custa R$ 29 mil na Inglaterra. Aqui começa em R$ 51,8 mil.

 
A Dacia, subsidiária de carros de baixo custo da Renault, faz esta semana o pré-lançamento na Inglaterra do utilitário esportivo Duster, que chama de “chocantemente acessível”. Não é para menos: a versão mais barata sairá por 8.995 libras, cerca de R$ 29.144 ao câmbio de R$ 3,24. A título de comparação, no Brasil o preço de entrada do Duster feito em São José dos Pinhais (PR) é de R$ 51,8 mil, ou 77,7% mais caro do que o modelo vendido aos ingleses, que é importado da fábrica da Renault em Chennai, na Índia.

A carga tributária sobre automóveis no Brasil é o dobro do que a aplicada no Reino Unido. Contudo, tamanha diferença no preço final não se explica somente pelos tributos. Ao se retirar todos os impostos de um Duster vendido no Brasil, em torno de 30% (sem considerar a atual redução de IPI), o valor do modelo de entrada desceria para R$ 36 mil, ainda assim impressionantes 48% mais caro do que um Duster sem a incidência de 16,7% das tarifas aplicadas na Inglaterra, que ficaria em R$ 24,3 mil.

Mais um detalhe: o Duster vendido aos ingleses, desde o modelo mais básico com motor 1.6 a gasolina, vem com ABS (sistema antitravamento de freios), assistência eletrônica de frenagem de emergência e airbags frontais. Já o Duster brasileiro de entrada não oferece esses itens de segurança ativa nem como opcionais – se quiser ter airbag duplo o cliente tem de comprar a versão 1.6 Expression por R$ 54,1 mil, e para ter ABS e airbags é preciso comprar o 1.6 Dynamique, com preço de R$ 58,1 mil, segundo pesquisa do Datafolha Veículos.

Na Inglaterra a Dacia também vai oferecer o SUV com tração nas quatro rodas mais barato do mercado, que com motor 1.6 a gasolina começa em 10.995 libras (R$ 35.623), enquanto a versão topo de linha, que usa motor diesel 1.5, será vendida por 14.995 libras (R$ 48.584). No Brasil, o Duster 4x4 só é vendido com motor a gasolina 2.0, por R$ 66,1 mil.

O Dacia Duster fabricado na Romênia é vendido desde 2010 na Europa com preço começando em € 11,9 mil (R$ 30,8 mil). O bom custo-benefício atraiu milhares de consumidores e em alguns países, como Portugal, houve filas de espera de seis meses para comprar um SUV barato, que em abril ultrapassou a marca de 300 mil unidades vendidas no mundo todo – 22,3 mil só no Brasil desde o lançamento em outubro de 2011 até maio passado. A Renault esperou o início da produção na Índia para vender o carro no Reino Unido porque na fábrica indiana o Duster já é montado com a direção do lado direito, na “mão inglesa”.

Após atravessar o oceano e pagar todas as tarifas, o Duster indiano chega à Inglaterra muito mais barato do que seu similar brasileiro. É indiscutível que os custos de produção na Índia e os impostos na Inglaterra são bem menores do que os do Brasil. Mas a diferença de preço de quase 50% (retirando-se da conta os impostos daqui e de lá) só se explica pela falta de concorrência do mercado brasileiro, onde são vendidos os piores carros mais caros do mundo, que oferecem pouco em relação ao que custam.
Tags:.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Inadimplência do cartão de crédito está em quase 30%, aponta BC

 http://www1.folha.uol.com.br/poder/1110754-inadimplencia-do-cartao-de-credito-esta-em-quase-30-aponta-bc.shtml

Quase 30% dos empréstimos no cartão de crédito estavam inadimplentes há mais de 90 dias no mês de maio, mostram dados divulgados pelo Banco Central. É a maior taxa entre as categorias de financiamento acompanhadas pela autoridade monetária.
A inadimplência média dos consumidores e empresas foi de 6% no mês passado, o maior percentual da série história, iniciada em junho de 2000.
No caso dos consumidores, a inadimplência foi de 8% no mês passado, acima dos 7,8% registrados em abril e o maior percentual desde maio de 2009. No caso da inadimplência das empresas, o percentual se manteve em 4,1% no mês passado.
Além do cartão de crédito, os calotes também cresceram na categoria financiamento de veículos (de 5,9% para 6,1%), cheque especial (de 10,1% para 11,3%), crédito pessoal (de 5,6% para 5,7%) e aquisição de bens (de 13,5% para 13,9%).
Apesar desse cenário de alta da inadimplência, as taxas de juros cobradas do consumidor continuaram em queda. A taxa média para pessoas físicas no mês passado caiu de 41,8% ao ano para 38,8% ao ano, a menor da história. No caso dos financiamentos para pessoas jurídicas, a queda foi de 26,3% para 25%.

Technologia ultrapassado


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Nacionalização não irá baratear os carros

"O Brasil é um mercado estratégico para a nossa empresa." A frase é repetida quase como um mantra por executivos de grandes montadoras.
Com a venda de veículos em queda na Europa e a receptividade da economia brasileira, os fabricantes globais se preparam para intensificar sua atuação no país -vários importadores estão erguendo fábricas por aqui com o objetivo de nacionalizar seus modelos mais populares.
Entre eles estão as chinesas JAC Motors e a Chery, e a sul-coreana Hyundai.
As recentes medidas promovidas pelo governo, que elevaram os impostos de carros estrangeiros para até 55%, catalisam essa tendência.
A Folha consultou especialistas para saber até que ponto a nacionalização trará vantagens ao consumidor.
Com relação aos preços, a maioria acredita que a "tropicalização" não irá baratear os automóveis que passarão a ser produzidos aqui, porque a maioria já é comercializada a preço competitivo.
A principal explicação para esse fenômeno é creditada ao alto custo de produção local. Estudo da consultoria PwC feito em 2011 e patrocinado pela Anfavea (associação dos fabricantes) revelou que fabricar um carro no Brasil sai 60% mais caro do que um confeccionado na China, onde a mão de obra é farta.
A nacionalização, no entanto, desonera o produto de impostos e o livra do frete internacional, que exige logística sofisticada (e cara).





"E, mesmo que haja alguma redução [de custos], será preciso cobrir os investimentos na construção da fábrica", diz Luís Curi, vice-presidente da Chery. A marca está construindo uma linha em Jacareí, no interior do Estado.
Para Sérgio Habib, presidente da JAC Motors, quando o volume de uma marca estrangeira chega a 100 mil carros por ano, "não dá para depender do câmbio ou ficar sujeito a mudanças repentinas nas regras de importação". Além disso, a logística para trazer esse volume de carros do exterior se torna mais complexa, diz.
Segundo José Carporal, da Megadealer, consultoria especializada no mercado automotivo, a chegada de novos fabricantes deve estimular a concorrência no setor.
Com produção local, o veículo tende ainda a deixar de sofrer com a carência de peças de reposição. Outra benesse é que ele passa a incorporar tecnologias regionais, como o motor flex.
LUCROS
Apesar de os fabricantes afirmarem que o preço elevado dos carros feitos no país deve-se ao alto custo de produção e impostos, no ano passado, a indústria alcançou recorde histórico de lucros e dividendos remetidos ao exterior. Segundo balanço do Banco Central, em 2011 foram enviados US$ 5,58 bilhões -- 36,1% a mais que no ano anterior.
O governo avalia a possibilidade de cobrar reduções mais agressivas de preços, sobretudo quando houver incentivos como o anunciado em maio, que reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Por lei, companhias de capital fechado, a maioria do setor, não são obrigadas a divulgar balancetes.

Chevrolet Sonic Sedan ZERO por R$ 27.805,05

.....no Chile totalmente normal, mas o Brasileiro aceita receber um Celta 4 portas para o mesmo valor.
Você tambem aceita?

domingo, 17 de junho de 2012

Guido Mantega

Brasil tem que acabar com
Guido Mantega (Ministro da Fazenda)
ou ele vai acabar com o Brasil!

Porque tem IPI elevado no Brasil?
- por culpa dele!

Ele e livre de corrupção???

Quero ver a prova!!!!



No mundo de 2012 nao há mais espaco para PROTECIONISMO!!!!




Da aconta prara o DESGoverno Brasileiro.


Vota no ZERO!

http://votozero.blogspot.com.br/2010/07/violada-constituicao-senado-cria-rito.html

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Redução do IPI aumenta procura por seminovos 'completos' em revendas

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2012/06/reducao-do-ipi-aumenta-procura-por-seminovos-completos-em-revendas.html

Veículos com itens como bancos de couro estão até R$ 6 mil mais baratos.
Concessionária estima que vendas no segmento serão 65% maiores.

O garçom Vagner Félix de Araújo, 32 anos, chegou a uma concessionária de Ribeirão Preto (SP) interessado em comprar um carro completo e espaçoso, mas sem gastar muito. Com a recente redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos, os preços dos seminovos também sofreram quedas: oportunidade ideal para esse perfil de consumidor.
Araújo se interessou por um Renault Scénic, modelo 2006, com ar condicionado, travas e vidros elétricos, direção hidráulica, bagageiro e bancos de couro. Tudo por R$ 20 mil, R$ 4 mil a menos que o valor de mercado. “Vai ficar bem mais barato pra mim. Se eu comprasse um desse novo pagaria o dobro”, disse o garçom de Batatais (SP), que tem renda mensal de R$ 2,5 mil e queria trocar seu Fiat Palio básico modelo 2004.
Ele exemplifica um comportamento comum nas concessionárias depois que o governo federal anunciou os descontos do IPI para veículos zero-quilômetro em 21 de maio. Com a queda de até 7% para automóveis novos, as lojas tiveram que se adaptar para garantir rotatividade do estoque de usados.
“Como reduziu o preço do zero-quilômetro, o seminovo despencou”, afirmou o gerente de vendas Luciano Henriques, que aplicou o mesmo percentual de desconto do IPI sobre os valores previstos na tabela Fipe para carros usados, logo após o anúncio da redução do imposto.
Com o desconto, um carro com vários itens de série como um Honda Civic 1.8, modelo 2008, com ar condicionado, freios ABS, bancos de couro e câmbio automático teve o valor reduzido de R$ 54 mil para R$ 48 mil, segundo Henriques.
A estratégia, segundo ele, deve garantir um aumento de 65% nas vendas de seminovos em junho se comparado a maio. “O cliente enxerga a oportunidade de comprar um carro mais completo por conta dessa redução”, afirmou, ainda que as taxas de juros mensais para os usados sejam mais altas – de até 1,79% - em relação aos novos – até 1%.
Procura tão acentuada que fez Araújo, citado no início da reportagem, perder o negócio. Foi só na hora de fechar com o vendedor que ficou sabendo: o carro escolhido tinha sido vendido minutos antes para outro cliente. “Não deu certo”, lamentou.

sábado, 9 de junho de 2012

Verdades inconvenientes do carro 0km

http://aleatorica.wordpress.com/2012/06/09/verdades-inconvenientes-do-carro-0km/

Há algo muito errado acontecendo com quem está comprando carros 0 km.
Quando tento explicar que você está fazendo uam grande M#$#%&, recebo a contra-argumentações idiota do tipo: “Ah é assim mesmo”. Ou então algo mais abominável, “Mas se eu não fizer isso, eu nunca terei um carro 0km.”
Meu Deus, ajudai essas pessoas, elas não sabem o que fazem.
Vamos fazer um cálculo, talvez assim você consiga entender:
Peguemos um modelo de carro, Fiat Palio 1.4 “completo”, ou o que assim dizem ser. R$ 34.000,00. Em qualquer lugar civilizado, isso ja seria um argumento que não precisaria de mais nenhuma explicação, mas não estamos neste lugar, então continuemos:
Além dessa loucura de pagar esse valor nesse carro, supomos que o sujeito, beirando a total insanidade, resolva financiar esse bem, aproveitando a fantástica queda de juros! Vamos mais longe e imaginar que ele consiga uma “boa” taxa, 0,9% a.m. E olha que fui muito bonzinho nessa suposição.
Como hoje estou muito empolgado, esse nosso personagem irá surpreender nosso senso de lógica e financiará 100% do automóvel.
Lembramos que existe IOF sobre o valor financiado, cujo cálculo é um pouco complexo. A alíquota é de aproximadamente 0,0041% ao dia sobre o valor a ser financiado, limitado a 365 dias, ou seja, por volta de R$ 505,60. Esse imposto nada mais é do que uma taxa pela benção do governo ao permitir o empréstimo. Muito sacaninha esse tal de governo né? E o banco não quer ser menos esperto que o governo, e financia o IOF, faz vc pagar juros sobre um imposto! Que dupla eles formam hein, mas essa sociedade só funciona em razão de pessoas estúpidas como você, caro comprador de carros 0 km, você é quem financia isso, você e unicamente você é o responsável por esse circo.
Vamos fazer o cálculo nas clássicas 60 parcelinhas.

Calculando:
Valor do bem: R$ 34.000,00
IOF: R$ 505,60
Valor a financiar: R$ 34.505,60
Taxa: 0,9% a.m. ou 11,35% ao ano.
Percentual financiado: 100%
Prazo: 60 meses
Valor da parcela com juro:  R$ 746,79
Valor da parcela SEM juro: R$ 575,09
Valor TOTAL pago: R$  44,807,12 
Quanto você perde no financiamento: R$  10.807,12
Quanto você paga POR MÊS a mais no financiamento:  R$ 171,70
P. Nossa mas eu perco tudo isso?
R. Não, ainda não terminamos.
Temos a desvalorização anual do veículo, visto ser um bem de consumo e não um investimento.
Uma desvalorização maior ou menor leva vários fatores em consideração. Mas o primeiro ano é onde ocorre a maior desvalorização.
Seguindo essa tabela temos:
http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI284502-16418,00-OS+CARROS+QUE+MAIS+E+MENOS+DESVALORIZAM.html
Desvalorização de 11,6% no primeiro ano.
Valor pago:  R$ 34.000,00
Desvalorização: R$ 3.740,00
P. Meu deus! Quando isso irá acabar?
R. Acalme-se
IPVA 

Assim como o IOF é a benção para o financiamento, o IPVA é a benção para você possuir o carro. O governo, muito bondoso diz: Você tem? Então cale a boca e me pague!
No estado de São Paulo, a alíquota é de 4% do valor de mercado do carro.
IPVA = 4% = R$ 1.360,00

Seguro:
Esse ítem é difícil mensurar, por que tem grandes diferenças conforme a região e o perfil do motorista, mas lembre-se que a dupla Governo / Banco, jamais ficarão para tráz. O Banco cobra valores ridiculamente altos, e o governo carimba, e cobra IOF em cima.
Creio que numa região metropolitana, o valor não fique inferior a R$ 1.500,00

Resumindo as perdas do primeiro ano:
Juros e IOF: R$  2.060,40
Desvalorização:  R$ 3.740,00 
IPVA: R$ 1.380,00 
Seguro: R$ 1.500,00 
Total:  R$ 8.680,40
Total mensal: R$ 726,36
Acrescentemos aqui a prestação bruta de: R$ 566,66
total no primeiro ano mensal: R$ 1.293,02
É claro que a depreciação não entra como uma parcela mensal, mas uma hora ela será sentida.
Se até agora você está achando isso normal, tenho duas teorias: Ou você é tão ignorante e estúpido, que não sei como conseguiu ler até aqui, ou você faz parte desse trio espuleta: Governo / Montadora / Banco.
Eis um gráfico de como ficaria a composição dos custos envolvidos com o seu carro 0km  financiado. Cuidado! è um pouco aterrorizador.

É interessante observar que o gráfico acima é em função dos valores do financiamento apenas, não consideramos aqui os impostos e taxa na fabricação do veículo.
Tal tema havia sido tratado aqui:
http://aleatorica.wordpress.com/2011/05/02/850/
Entretanto farei um novo posto juntando os 2 gráficos para vermos a bizarrice que será o resultado.
Conclusão:
Ter um carro no Brasil é assustadoramente caro.
Ter um carro 0 km, é  estúpidamente inviável.
Ter um carro 0 km financiado é a coisa mais idiota que você pode fazer, um suicídio financeiro.
referência:
como calcular o IOF
http://www.minhaseconomias.com.br/blog/educacao-financeira/como-calcular-o-iof-de-um-financiamento-de-veiculo

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Proponha um debate nas comissoes!

 Tema Central
 Preço Veiculos abusivos no mercado brasileiro

 Importância
 Pelo fato de brasileiros estarem pagando valores abusivos pelos veículos comercializados no Brasil. Há estudos comparativos que indicam que um carro mil no Brasil se compara a um sedã médio-luxo em outros países.

Clique aqui:
http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaopeticao?id=601

Guido Mantega: FAIL!!

Vendas caindo
- Montadoras mandando Lucro por exterior
- Governo aumenta IPI dos importados para proteger os nacionais
- Governo baixa IPI dos nacionais para estimular as vendas
- Montadoras nao baixam os precos (apenas repassam um parte do IPI)
- GM mandando gente para rua

Resumindo:
PARABENS, GUIDO MANTEGA!!!!! Você e o cara!!!!
 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

GM abre Plano de Demissão Voluntária em São José dos Campos

Montadoras fazendo tudo menos baixar precos:

Planta é responsável pela produção da nova S10
Por Vitor Matsubara | 06/06/2012

http://quatrorodas.abril.com.br/noticias/gm-abre-plano-demissao-voluntaria-sao-jose-campos-322709_p.shtml

A General Motors do Brasil anunciou na última terça-feira, 5 de junho, o início do Plano de Demissão Voluntária (PDV) em sua fábrica de São José dos Campos (SP). De acordo com o sindicato dos metalúrgicos da cidade, o PDV ficará aberto até 15 de junho para todos os funcionários que trabalham na área de produção.
A planta do interior paulista é responsável pela produção de modelos como a nova S10 e fabricará a minivan Spin, que será oferecida nas opções de cinco e sete lugares para substituir, de uma vez só, as minivans Meriva e Zafira.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

IPI Baixo? Nao compre carro Zero!


Incentivos fiscais às montadoras não se justificam

http://www.conjur.com.br/2012-jun-04/pedro-queiroz-incentivos-fiscais-montadoras-nao-justificam

Recente reportagem da Folha de S.Paulo noticiou que a presidente Dilma, após comprar briga com os maiores bancos privados do país para que reduzam os juros praticados ao consumidor, pretende agora reduzir o spread das montadoras objetivando baratear o preço dos carros adquiridos no Brasil.
O pacote de benefícios fiscais às empresas do setor, que consistiu na isenção do IPI para carros de até mil cilindradas e na redução para os carros de mil a 2 mil cilindradas, tem levado governo e sociedade a questionarem qual a razoabilidade de tais medidas, uma vez que não se conhece qual a real situação financeira das fabricantes. O Ministério da Fazenda quer ter acesso às contas e às margens de lucro das montadoras para avaliar se os benefícios fiscais não serviriam, na prática, apenas para manutenção dos elevados lucros das montadoras. Essa preocupação do governo traz a tona uma discussão interessante sobre o papel do setor privado na realização da justiça fiscal.
O tema da justiça fiscal é abordado, costumeiramente, a partir da constatação de que a carga tributária brasileira é elevada e que não haveria a correspondente contrapartida do governo na formulação e implementação de políticas públicas com a mesma competência e eficiência observada no exercício de sua função arrecadatória. Porém, em que medida o próprio setor privado não contribui para a injustiça fiscal? Vale dizer, qual o papel dos atores privados nesse processo?
Primeiramente, a própria sonegação de tributos por agentes privados é um mecanismo que promove a injustiça fiscal na medida em que determinadas empresas não pagam tributos enquanto empresas honestas têm que arcar com elevada carga tributária. Se é verdadeira a afirmação de que as únicas coisas inevitáveis na vida são a morte e os tributos, é também verdade que, no Brasil, um grande número de agentes privados farão o possível para evitar a tributação lícita ou ilicitamente seja porque não reconhecem o valor social decorrente dos impostos seja porque buscam vantagens tributárias não extensíveis aos seus concorrentes. Certamente, a carga tributária não seria tão elevada caso não houvesse tamanha perda na arrecadação pelo não-pagamento voluntário de impostos. Pois bem, essa primeira constatação ajuda a entender o mecanismo de atuação ou a mentalidade dominante no Brasil quando o assunto é pagamento de impostos e garantia de lucros altos. Dito de outro modo: agentes econômicos entendem, no geral, que pagar tributo não é algo a ser levado a sério. Em última instância, a tributação é vista como contrária à busca pelo lucro até porque este é o comportamento padrão dos agentes e seguido por concorrentes no geral. Portanto, segundo essa mentalidade, a tributação deve ser evitada a todo custo.
Nesse raciocínio, por que uma montadora, em tempos de crise, iria se preocupar em ser mais eficiente ou em reduzir seus lucros se há a possibilidade de recurso aos benefícios fiscais do governo? Vale dizer, qual a razão para reduzir preços se há a possibilidade de manutenção das margens de lucro por meio de redução tributária? A renúncia fiscal do governo representaria, em última análise, uma espécie de “sonegação legitimada”. O lucro empresarial é, mais uma vez, garantido pelo não-pagamento do tributo, porém, agora, com respaldo legal e apoio governamental. Obviamente, o Governo, ao conceder isenções, espera uma contrapartida por parte das empresas e um resultado positivo do ponto de vista social e econômico. No entanto, indaga-se: as montadoras merecem, de fato, favores fiscais? Essa é uma pergunta que nem o próprio governo consegue responder, pois desconhece os balancetes, custos e o lucro real dessas empresas que, por sua vez, se negam a abrir essa caixa preta.
Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do carro vendido no Brasil são, justamente, a elevada carga tributária e o custo Brasil. Entretanto, não faltam evidências de que as montadoras praticam preços exorbitantes no mercado brasileiro. A primeiro delas é que, como todos sabem, os preços dos carros no Brasil são muito superiores aos preços praticados no resto do mundo. Muitos exemplos poderiam ser citados, mas apenas para se ter uma idéia, a Chevrolet Captiva é vendida aqui pelo preço de R$ 92.990. Porém, o mesmo carro é vendido no México pelo equivalente a R$ 48.800. Ou seja, o preço do mesmo carro no Brasil é, praticamente, o dobro do preço praticado no México. Além disso, a renda per capita mexicana é cerca de 20% maior que a brasileira. Vale dizer, o valor cobrado dos brasileiros é ainda mais desproporcional e injusto se considerado o nível de renda nacional, inferior à dos mexicanos.
Outra evidência de que há um sobrepreço nos preços dos carros brasileiros está no fato de que, constantemente, as montadoras brasileiras remetem lucros para as matrizes sediadas no exterior. O lucro no Brasil seria três vezes superior ao lucro das mesmas empresas no exterior. Isto significa que brasileiros, com renda inferior ao padrão das economias em que sediadas as matrizes, estão sustentando os baixos preços praticados lá fora. Ou seja, há um subsídio cruzado em que os preços altos pagos pelos brasileiros sustentam os preços baixos dos automóveis pagos por pessoas com renda média per capita muito superior a do brasileiro. Só para se ter uma idéia do quão injusta é essa situação, a renda per capita americana é quatro vezes superior a brasileira, porém, os carros americanos custam até seis vezes menos para o cidadão daquele país do que o mesmo carro comercializado para o consumidor brasileiro.
A última evidência de que o preço pago no Brasil é injusto e contraria princípios básicos de economia é o de que o Brasil oferece economia de escala na produção de veículos que quase nenhum país oferece. O que isso significa? Produzir no Brasil vale a pena, pois a produção em grandes volumes barateia o custo de cada nova unidade comercializada. O Brasil está entre os cinco maiores produtores de veículos do mundo e tem o quarto maior mercado consumidor. Ou seja, quanto maior a escala menores os custos. Porém, pelo jeito, essa regra universal, curiosamente, não se aplica ao caso brasileiro. Algo que os economistas das montadoras poderiam explicar.
Mas o que a justiça fiscal tem a ver com tudo isso? Muito. Primeiro, o dinheiro que governo deixa de arrecadar com incentivos fiscais às montadoras significa menos dinheiro para construir escolas, hospitais, creches e para gastos com políticas públicas fundamentais. É preciso saber se a menor tributação no setor não representará apenas a manutenção dos lucros das montadoras e, portanto, a transferência do dinheiro dos contribuintes para montadoras. Ao mesmo tempo, o dinheiro pago a mais por veículos mais caros significa uma redução do bem estar do consumidor que poderia estar gastando menos para adquirir o mesmo carro e, assim, dispondo de mais dinheiro para gastos com outros itens como educação, lazer e moradia. É dizer, o dinheiro pago a mais pelo consumidor brasileiro é uma espécie de “imposto privado” cobrado pelas montadoras sem qualquer contrapartida social. Além disso, o brasileiro poderia, pelo mesmo preço pago atualmente na aquisição de um veículo no Brasil, ter um nível de conforto e segurança muito maiores caso estivesse adquirindo um automóvel pelo preço praticado nos EUA, no México ou, até mesmo, na vizinha Argentina. A justiça fiscal passa, assim, não apenas pelo esforço do governo em adequar a carga tributária segundo níveis aceitáveis e razoáveis, mas, tão importante quanto, pela redução do chamado “lucro Brasil” em que o “spread” das montadoras é apenas um de seus nefastos e indesejáveis exemplos.
Pedro Aurélio de Queiroz é Procurador da Fazenda Nacional, ex-coordenador-geral da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça.
Revista Consultor Jurídico, 4 de junho de 2012

domingo, 3 de junho de 2012

Compre carro Seminovo!


País pode perder US$ 3 bilhões de montadoras de veículos Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/pais-pode-perder-us-3-bilhoes-de-montadoras-de-veiculos-5105854#ixzz1wmAfUzkn © 1996 - 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.


http://oglobo.globo.com/economia/pais-pode-perder-us-3-bilhoes-de-montadoras-de-veiculos-5105854#ixzz1wlYwf5uY




Novo regime automotivo eleva tributos para ingresso de veículos importados

BRASÍLIA - O Brasil corre o risco de perder mais de US$ 3 bilhões em investimentos de montadoras em função das restrições impostas pelo novo regime automotivo. Grandes empresas, como BMW e Land Rover, que pretendiam trazer linhas de produção para o mercado nacional, decidiram colocar esses projetos em banho-maria e podem até mesmo deixá-los no papel por um bom tempo. O maior problema encontrado pelas empresas está na alta carga tributária que foi imposta para o ingresso de veículos importados no Brasil.Flávio Padovan, presidente da Land Rover e que também responde pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos (Abeiva), explica que qualquer montadora que tenha planos de trazer uma linha de montagem para um país começa o projeto importando partes, peças e até os carros prontos. Mas, no novo regime, que exige que as montadoras tenham logo de início 65% de conteúdo nacional em seus veículos, essa operação se tornou excessivamente cara.

Ele lembrou que, no caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a alíquota — que já era de 25% normalmente — foi elevada em 30 pontos percentuais, chegando a 55%. Isso sem falar no Imposto de Importação, de 35%; no PIS/Cofins, de 11,6% e no ICMS, de 12%.
— Todas as empresas que se instalaram no Brasil começaram da mesma forma. Primeiro importaram e depois nacionalizaram sua produção — disse Padovan.
Ele destacou que, além de deixar de receber investimentos que poderiam gerar empregos, o Brasil pode acabar perdendo também na área de inovação. O mercado nacional é forte na produção de carros populares, mas ainda não possui muita tecnologia para veículos de alto padrão.
BMW admite que novo regime afetou planos
A BMW garante que não desistiu de investir os US$ 600 milhões que havia anunciado e que não está descartada a intenção de fazer uma linha de montagem no Brasil. No entanto, admite que a instabilidade provocada pelo novo regime afetou os planos da empresa.
— Já existem algumas cadeias de fornecedores de autopeças, mas outras precisam ser desenvolvidas, principalmente para carros desse padrão — admitiu um funcionário da montadora.
— É mais fácil encontrar hoje no Brasil um fornecedor de peças para veículos de padrão popular, mas carros mais sofisticados demandam mais tempo — completou outra fonte do setor privado.
Padovan lembrou que o novo regime automotivo prevê que as montadoras que quiserem se instalar no Brasil terão direito a um crédito tributário que pode ser utilizado a partir do momento em que a produção no mercado brasileiro começar, mas isso leva tempo.
— Antes da instalação da fábrica, existe a sobrevivência. As empresas precisam ter rentabilidade para manter concessionárias ativas e gerar empregos — explicou o presidente da Abeiva.
Os próprios técnicos do governo admitem estudar uma flexibilização no regime, especialmente num momento em que o Brasil precisa de mais investimentos para crescer. O primeiro passo seria a possibilidade de estabelecer uma cota para que as montadoras que ainda não estão enquadradas possam importar carros sem o IPI mais alto.
A medida seria uma forma de aliviar a rigidez do regime automotivo e, ao mesmo tempo, evitar ações contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC). Desde que começou a defender a indústria nacional dos importados e da guerra cambial com aumentos de tributos e aplicação de direitos antidumping, o governo vem sendo acusado internacionalmente de agir de forma protecionista.
Para equipe econômica, queixas são exagero
O setor automotivo brasileiro tem sido um dos principais beneficiados. Este ano, a equipe econômica fez mais uma redução do IPI para veículos, e esta semana elevou o tributo para motos. No segundo caso, o objetivo é restringir os produtos importados, uma vez que a maior parte da produção brasileira de motos está concentrada na Zona Franca de Manaus, onde não há incidência de IPI.
Na equipe econômica há quem considere exagero das empresas as queixas contra o regime automotivo. Isso porque o Brasil já teria algumas cadeias de peças para veículos de luxo. Esses técnicos ponderam que deixar de investir numa planta no Brasil sairia mais caro, porque as montadoras terão que continuar importando e não há desconto no IPI sobre as importações.
Para o presidente da Chery Brasil, José Curi, o regime não chega a ser um problema para a empresa, que acelerou investimentos de US$ 400 milhões na planta de Jacareí, em São Paulo.
— Só com a fábrica aqui é que poderemos continuar competitivos. A fábrica deve ficar pronta no último trimestre do ano que vem — disse Curi.




 

Montadoras de automóveis têm quedas nas vendas e dão férias coletivas para não demitir

Nem mesmo com ajuda do governo, as montadoras estão conseguindo vender o necessário. O setor, que se pode dizer em crise, disse querer evitar demissões. A porcentagem de compradores que deixaram de pagar prestações é o maior em 12 anos.

Assiste o Video:
http://g1.globo.com/jornal-nacional/videos/t/edicoes/v/montadoras-de-automoveis-tem-quedas-nas-vendas-e-dao-ferias-coletivas-para-nao-demitir/1976094/