O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado”, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

“Por que baixar o preço se o consumidor paga?”, explicou o executivo.

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sandero e Logan de 2ª geração custam menos de 8.000 euros

 http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2012/09/27/sandero-e-logan-de-2-geracao-custam-menos-de-8000-euros.htm

Carlos Tavares, presidente da Dacia, ao lado da segunda geração do Sandero Stepway

A fabricante Dacia, da Romênia, que pertence ao grupo Renault, mostrou nesta quinta-feira (27), no Salão de Paris, a nova geração dos modelos Logan e Sandero. Vendidos no Brasil sob a marca francesa, os dois carros custam menos de 8.000 euros na Europa, em suas versões de entrada.

Mais exatamente, 7.700 euros o Logan (sedã) e 7.900 euros o Sandero (hatchback). Já a versão "esportivada" Stepway, exclusiva do hatch, vale 10.590 euros. Os valores equivalem a R$ 20.170, R$ 20.700 e R$ 27.745, respectivamente. No Brasil, o Logan 1.0 parte de R$ 26.450, e o Sandero 1.0, de R$ 27.030. No caso do Stepway, que usa apenas o propulsor 1.6, a diferença é maior: ele começa em R$ 40.990.

O novo visual dos modelos Dacia é ao mesmo tempo mais robusto e elegante que o atual (convenhamos, seria difícil piorar); o três-volumes, que em 2007 lançou a tendência do "upsizing" (modelos com preço de compacto e espaço de médio), ganhou intrigantes vincos laterais sobre as caixas de roda que são idênticos aos do Chevrolet Cobalt, rival fortíssimo do carro no Brasil. Já o Sandero ficou mais parecido com o primo Duster.

Uma nova gama de motores (um deles a diesel) e itens considerados luxuosos, como tela touchscreen de 18 cm e sensor de ré, fazem parte do pacote anunciado pelo chefão da Dacia, Carlos Tavares, para a nova geração dos modelos romenos. Durante a apresentação, o executivo fez questão de frisar o crescimento vertiginoso dessa marca "baixo custo", mesmo em tempos de crise na Europa: entre 2005 e hoje o volume de vendas foi multiplicado por oito. Um terço das vendas mundiais da matriz Renault é de carros com DNA romeno.

No Brasil, Logan e Sandero passaram por reestilizações recentes, o que afasta as chances de a nova geração aportar no país antes de 2014, segundo UOL Carros apurou junto à Renault. Uma exceção poderia ser aberta caso as vendas do Logan, bombardeado por todos os lados (Cobalt, Nissan Versa, futuros sedãs de Volkswagen e Peugeot etc.), passem a cair. Nesse caso o sedã ganharia cara nova antes do previsto.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Preço justo para os automóveis vendidos no brasil.

Por que isto é importante

Nem todos sabem, mas o brasil tem os carros mais caros do mundo e isso não se deve a altos custos de produção e nem somente a impostos abusivos, se deve também a um elemento chamado "Lucro brasil".
Os carros aqui são mais caros "porque ninguém reclama."
Um carro fabricado no brasil que é vendido por R$30.000,00 quando exportado por exemplo para a argentina, mesmo pagando o frete e impostos, lá é vendido por R$18.000,00
Montadoras do mundo inteiro estão vindo para o brasil por causa disso e entram na onda. A Hyundai é a mais recente. Lançando o HB20 produzido em Piracicaba, vendido na versão básica por R$32.000,00 Com esse mesmo valor, em várias partes do mundo se compra um Elantra da própria Hyundai que é um Sedan de luxo.

 ASSINE AQUI:
http://www.avaaz.org/po/petition/Preco_justo_para_os_automoveis_vendidos_no_brasil/?fGywsdb&pv=0


domingo, 16 de setembro de 2012

PREÇO DOS ITENS OPCIONAIS DOS CARROS POPULARES VARIAM ATÉ 78%

http://www.newsrondonia.com.br/lerNoticias.php?news=8571
Diferença entre pacotes da mesma empresa também é grande - chegando a quase R$ 2 mil 
 O consumidor que desejar incluir em um carro básico itens opcionais, seja por conforto ou segurança, vai se deparar com diferenças de até 78% nos preços de cada item. Esse foi o cenário que o Idec encontrou ao realizar uma pesquisa sobre a venda desses produtos para os automóveis.
O Instituto verificou as práticas comerciais das cinco montadoras do País que oferecem carros populares. Foram avaliadas Chevrolet (Celta LS), Fiat (Palio Fire Economy ), Ford (Ka), Volkswagen (Gol) e Renault (Clio).
A pesquisa foi realizada a partir da consulta ao site das montadoras e por telefone, em duas concessionárias de cada montadora localizadas na cidade de São Paulo.

Se o consumidor desejar adquirir somente o ar condicionado, único item disponível para a venda separadamente nas concessionárias de todas empresas pesquisadas, vai se deparar com grandes diferenças nos preços. A variação entre o opcional do Gol - R$ 2.700 - e
do Ka - R$ 4.810 - é de R$ 2110.

O Idec também constatou que incluir itens de conforto como ar condicionado e direção hidráulica encarece o preço total do veículo em até 22%. No caso do Palio File e do Celta LS, únicos automóveis em que a compra dos dois itens é possível separadamente, o valor final dos carros chega a ficar de 15% a 20% mais caro.

Para os outros automóveis, Ka, Gol e Clio, incluir ar condicionado e direção hidráulica só é possível se o consumidor adquirir um pacote que além desses itens inclui também outros opcionais. Nesses casos o aumento no custo final chega até R$ 6.200.

Site ou loja?

A diferença entre os preços não ocorre só de uma montadora para outra. O levantamento apontou desencontro de informações entre a concessionária, o site e os canais de atendimento das montadoras.

Um exemplo é o do kit airbag duplo (kit -KP01) do Ford Ka. A diferença entre os valores informados foi de R$ 1.930. No site, o valor do pacote era de R$ 7.940, já na concessionária, o preço informado foi de R$ 9.870.

Na Volkswagen também ocorreu situação semelhante. No site da montadora, o pacote que contém ar condicionado e direção hidráulica, chamado de Kit VI, oferece também outros opcionais que elevam o preço do kit a R$ 6.200. Quando solicitado à concessionária um pacote que contivesse direção e ar, o kit oferecido foi o Trend, no valor de R$ 2.200. Uma diferença de R$ 4.000 entre os kits - mais de 180%.

No pacote com itens de segurança, com freio ABS e air bag, as informações também diferem em cada canal de venda. A concessionária informou dois valores diferentes: primeiro R$ 2.800 e depois R$ 3.500. Enquanto isso, no site, o valor do pacote era de R$ 2.310 e estava atrelado à compra compulsória de outros "opcionais", que juntos totalizavam R$ 5.720.

Venda casada

Quando esses itens de segurança não vêm de fábrica com o automóvel, sua comercialização deve poder ser feita separadamente. "Não há requisito técnico que justifique apenas a oferta conjunta desses itens. Logo, a prática é venda casada", declara o advogado do Idec, Guilherme Varella.

O Instituto também constatou venda casada em outros aspectos. De todos os opcionais pesquisados, o ar condicionado foi o único item disponível para a venda separada nas concessionárias de todas as empresas.

Na maioria dos casos o consumidor não pode comprar o item separado, somente dentro de um kit. A prática, porém, de vincular a compra de um produto ou serviço a outro sem que haja necessidade é considerado venda casada e é proibida pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor). "Sugerir a compra do carro completo e indicar apenas um kit, de valor alto, sem a possibilidade de negociação dos componentes, representa restrição à liberdade de escolha do consumidor, que é garantido pelo CDC", afirma Varella

O que elas têm a dizer:

O Idec enviou o resultado às empresas e apenas a Chevrolet não respondeu. Para conhecimento e providências cabíveis, as informações também foram encaminhadas ao DPDC (Departamento de Defesa do Consumidor), ao Ministério Público Federal e à Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Leia a seguir as respostas enviadas pelas empresas:


A Fiat confirmou que não vende produtos opcionais separadamente e alega que os combos não configuram venda casada porque não estão atrelados à compra do veículo;
 
  • A Ford também disse que os kits não configuram venda casada, mas "meras opções de produtos que facilitam a escolha dos clientes";
     
  • A Renault afirmou que o Clio é comercializado em diferentes versões e que foi identificado pelo Idec não é venda casada, mas "configurações de fábrica" disponíveis para escolha do cliente;
     
  • A Volkswagen informou que as configurações de seus veículos são programadas de acordo com a demanda mercadológica e que alguns componentes são estruturados conjuntamente por necessidades técnicas, mas não explicita quais são eles e quais as necessidades técnicas.
 

Grupo Chrysler baixa seus preços em 11,5%

 http://blogs.estadao.com.br/jornal-do-carro/grupo-chrysler-baixa-seus-precos-em-115/

O Grupo Chrysler reduziu suas tabelas, em média, 11,5%. O Jeep Compass baixou de R$ 97.900 para R$ 89.900. Já o sedã 300C foi de R$ 194.900 para R$ 169.900 e o Grand Cherokee Limited teve redução de R$ 204.900 para R$ 179.900. A versão Laredo do Grand Cherokee, por sua vez, foi de R$ 179.900 para R$ 159.900.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Setor de importados se diz "à beira do colapso"

Segmento registrou queda de 27,5% no oito primeiros meses do ano
http://carpress.uol.com.br/noticias/item44595.shl
O setor de importados no Brasil está "à beira do colapso", nas palavras do presidente da associação de importadoras sem fábrica no Brasil, Flavio Padovan. Nos primeiros oito meses do ano, os automóveis importados registraram queda de 27,5%, com 93.685 unidades vendidas, contra 129.284 no mesmo período do ano passado.
Os números foram divulgados pela Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores). As filiadas à entidade encerraram agosto com 11.975 unidades emplacadas, o que significa uma pequena recuperação de 11,5% em relação a julho, quando foram registradas 10.739 unidades.

Confrontando agosto do ano passado com o mesmo mês deste ano, houve queda acentuada, de 41,4%. Em agosto de 2012, a Abeiva emplacou 11.975 unidades, contra 20.420 unidades em agosto de 2011. Entre julho e agosto, enquanto as associadas à Abeiva registraram alta de 11,5%, o mercado interno cresceu 15,4%. Mas, na comparação de iguais períodos de 2012 e 2011, enquanto os importados caíram 41,4%, o mercado sustentou alta de 31,7%.

"Com isso o comportamento do mercado brasileiro por dados de market share nos mostra que o desempenho da Abeiva em agosto voltou a ter perda, de 2,95% ante 6,63% em agosto de 2011. Ao comparar os totais do acumulado de 2012 e 2011, o nosso market share caiu de 5,79% para 3,92%", afirma Padovan. "Fica evidente a influência negativa das altas do IPI e do dólar."

"Lamentavelmente o quadro de nossas associadas em agosto nos mostra na prática a extinção de aproximadamente 10 mil postos de trabalho. Tínhamos previsto que esse fato aconteceria até o final do ano. Mas, infelizmente, dos 35 mil empregos diretos que o setor de importados proporcionou ao longo de 2011, perto de 10 mil postos de trabalho já foram eliminados", diz o executivo.

Os importadores oficiais aguardavam, até o final de agosto, um plano que contemplasse uma política de cotas para o setor sem o impacto do aumento de 30 pontos no IPI. "Depois de oito meses, tornou-se crucial à sobrevivência do setor de importados que o governo federal conceda um tratamento justo para os importadores de veículos associados à Abeiva que hoje representam apenas 3,92% do total de veículos comercializados no país", afirma Padovan.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Importadores de carros devem demitir mais 5 mil até o fim do ano

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2012/09/13/importadores-de-carros-devem-demitir-mais-5-mil-ate-o-fim-do-ano.jhtm

SÃO PAULO - A Abeiva, entidade que abriga importadores de carros, disse hoje que o setor deverá cortar mais cinco mil vagas de trabalho até o fim do ano. Desde janeiro, 10 mil postos foram eliminados pelas empresas de importação de carros, levando o quadro de funcionários para 25 mil pessoas.

De acordo com Flavio Padovan, presidente da Abeiva, esse ajuste se deve a uma combinação de fechamento de lojas e enxugamento de custos, diante da retração de 27,5% nas vendas acumuladas entre janeiro e agosto, na comparação com igual período de 2011.

Para 2012, a Abeiva ainda prevê o recuo de 40% nas vendas de marcas sem fábricas no Brasil, como a Kia Motors e as chinesas Jac Motors e Chery. Diante desse cenário, o setor ainda aguarda a liberação pelo governo de cotas de importação sem o acréscimo de 30 pontos percentuais do IPI.

Padovan afirmou que a medida foi prometida pelo governo, mas o anúncio vem sendo adiado desde maio. A expectativa da Abeiva, agora, é a de que o governo confirme o incentivo até o fim deste mês, junto com a regulamentação do novo regime automotivo.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Veículo importado do México? Só no ano que vem

http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte/1,,EMI318520-10142,00.html

Cota 120 mil unidades prevista no acordo do país com Brasil foi alcançada e espera por modelos pode demorar quatro meses

 Nissan March tem espera de 120 dias para compra nas lojas

Alguns veículos importados do México estão esgotando nas concessionárias de São Paulo. A cota geral estabelecida de importação de 120 mil veículos foi atingida e os consumidores estão amargando respostas negativas na busca por alguns modelos importados do país norte-americano, como Nissan March e Nissan Versa, Volkswagen Jetta, Honda CR-V, Ford New Fiesta sedã e Chevrolet Captiva que já estão em falta em revendas da capital paulista.
Autoesporte entrou em contato com 15 concessionárias para checar como está a vida do consumidor que quer comprar esses veículos. A Nissan tem cinco modelos vendidos no Brasil e é a montadora que mais importa do México. Com o lançamento do hatch compacto March, há quase um ano, saiu do 12º lugar no ranking dos mais vendidos no final de 2011 para 7º. Com a versão de entrada a partir de R$ 25 mil, o modelo sumiu nas concessionárias e os consultores de vendas dizem que não há data certa a chegada tanto de March, como Versa. “São dois modelos que vendemos muito, há procura pelos consumidores, mas não temos. A importação foi suspensa. Se quiser, você pode me ligar em 120 dias”, disse. “Nós também deixamos de ganhar nossa comissão. Todos querem o March.”
 Honda CR-V já tem poucas unidades disponíveis nas concessionárias, segundo lojsitas

Outro modelo que está começando a esgotar nas concessionárias paulistas é o Volkswagen Jetta. Ainda há alguns em estoque, mas os consultores de vendas das concessionárias afirmam que talvez esse carro esteja disponível somente a partir de dezembro. “Para ser bem sincera, eu só tenho um e fico rendida, pois os consumidores ficam frustrados. Ninguém quer esperar, mas eu incentivo, então, a compra de um Passat ou Variant para o cliente não deixar a marca”, explica a vendedora da VW.
Quem quiser comprar o Honda CR-V precisa acelerar para a concessionária. Há poucas unidades disponíveis do crossover e as lojas não estão aceitando encomendas. “Pode ser que ele não chegue mais neste ano. Quem comprar agora está comprando quase com exclusividade”, destaca o vendedor. É nessa hora que o consumidor deve ficar atento para não cair no “papo do vendedor” levando para a garagem um modelo que não é exatamente aquele que se deseja, mas com medo de não ter o carro adiante. O concessionário pode cobrar ágio e mentir sobre prazos, como aconteceu durante a apuração com as lojas.
Nas concessionárias Ford há poucas unidades do New Fiesta sedã e os vendedores avisam que só deve durar até o começo do mês de outubro em pronta-entrega. Para quem deseja comprar uma Chevrolet Captiva, a resposta é semelhante. “Talvez numa encomenda chegue em 90 dias, mas não é garantido”, disse o vendedor.
 
“O problema da falta de veículos é que a redução de IPI foi melhor do que todo mundo esperava. Com o mercado aquecido acima das expectativas, geralmente a oferta responde mais devagar quando temos uma grande procura da demanda. No caso das montadoras, elas não conseguem no curto espaço de tempo - estamos falando aqui de um período de três a quatro meses - se adequarem a essa nova realidade, o que pode ocasionar a falta de alguns produtos, explica o consultor automotivo Raphael Galante.
Procurado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a cota de importação foi atingida, mas não iria se pronunciar sobre o assunto. Das marcas, a única a se manifestar com transparência sobre o assunto até a publicação foi a Honda, que declara ter encerrado as importações do CR-V para 2012.
 Nas lojas da Chevrolet, lojistas pedem por 90 dias até ter Captiva disponível


Saiba mais
O Brasil ameaçou cancelar o acordo com o México após sofrer com o déficit de US$ 1,17 bilhão no comércio exterior em 2011, em meio a um salto de 70% das exportações mexicanas de carros. Para equilibrar a balança comercial foi preciso um corte nas importações na ordem de 30%: o México aceitou reduzir suas exportações de veículos ao Brasil para uma média de US$ 1,55 bilhão nos próximos três anos – desde março - ante o US$ 2,4 bilhões de 2011. Depois desse prazo, os termos voltam para o livre comércio. Os mexicanos também aceitaram aumentar a proporção de peças da América Latina em seus carros de 30% atualmente para 40% em cinco anos.

Honda Accord ZERO a partir de $ 21.680

... nos EUA. Os "vizinhos" tambem pagam menos!


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Com custos ocultos, carro de R$ 70 mil gera despesa de R$ 3.800 por mês

 http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/carros/noticia/2549619/Incluindo-custos-escondidos-Honda-Civic-gera-despesa-800-por-mes?fb_comment_id=fbc_505835912778353_6013141_505887282773216#f1fb366448

Estudo realizado por consultor contabiliza gastos com compra, juros, seguro, manutenção, impostos, combustível, depreciação e custo de oportunidade


SÃO PAULO - O preço dos carros no Brasil é um assunto que sempre gera discussão. Mas não é só o preço do veículo pago à concessionária que pode assustar muita gente. O consultor automotivo pessoal Leandro Mattera calculou o custo total de um veículo, considerando, além do preço do carro, gastos com juros, seguro, manutenção, impostos, combustível, depreciação e custo de oportunidade, entre outros.
Como base para montar a planilha de gastos, ele utilizou como exemplo um Honda Civic 0 km e chegou à conclusão que as despesas podem chegar a R$ 3.844 por mês. Mesmo para o veículo obtido sem financiamento, o gasto mensal é apenas 8% menor que o do carro financiado, de R$ 3.538,52. Os cálculos podem ser usados como referência para a compra de qualquer veículo, levando em consideração as especificidades de cada modelo, gerando impactos diferentes no resultado.

Prepare o bolsoPara elaborar o cálculo sobre quanto custa efetivamente ter um Honda Civic, o consultor reuniu os custos de aquisição, os custos de propriedade, venda do carro, custo de oportunidade e financiamento.
O cálculo levou em consideração o modelo da Honda, supondo que o proprietário ficará com ele por quatro anos e rodará 15 mil km em cada um desses anos. Veja abaixo como um carro de R$ 70 mil sai bem mais caro do que parece:
1. Custo de aquisição
O primeiro valor é o de compra do carro, neste caso, o modelo custava R$ 70 mil no começo do ano sem a redução do IPI.
Para que o carro possa circular nas vias da cidade, é necessário realizar o registro do carro no Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo). Neste caso, as despesas necessárias são da taxa de registro do veículo (R$ 204,69) e taxa de lacração (R$ 70,99).
2. Custo de propriedade
Aqui são levados em consideração todos os custos que o veículo vai gerar para o proprietário durante o período em que o veículo estiver em sua posse. São eles:
  • IPVA: o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores é devido anualmente e, em SP, a alíquota é de 4%. Para as estimativas dos próximos anos, o consultor usou o valor do carro depreciado:

2012 2013 2014 2015 Total
R$ 2.800 R$ 2.408 R$ 2.268 R$ 2.100 R$ 9.575
  • Licenciamento: é o processo de emissão do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo), que deve ser renovado anualmente. Em SP, custa R$ 62,70 e, optando pelo licenciamento eletrônico, paga-se R$ 11,00 para envio pelos Correios:

2012201320142015Total
R$ 73,70 R$ 73,70 R$ 73,70 R$ 73,70 R$ 294,80
  • DPVAT: trata-se do Seguro para Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre. É pago anualmente por todos os proprietários e custa R$ 101,16:

2012201320142015Total
R$ 101,16 R$ 101,16 R$ 101,16 R$ 101,16 R$ 404,64
  • Seguro: neste caso, foi usado como referência o valor de 3% do preço do carro zero km. Também foi levado em consideração um reajuste de 10% a cada ano:

2012201320142015Total
R$ 2.100 R$ 2.310 R$ 2.541 R$ 2.795 R$ 9.746
  • Consumo: para estes cálculos foi usada média de consumo do carro, de 10 km/l de gasolina.Também foram considerados 15 mil km rodados por ano e o preço de R$ 2,70 do litro da gasolina (próximo à média nacional informada no site da ANP).

2012201320142015Total
R$ 4.050 R$ 4.050 R$ 4.050 R$ 4.050 R$ 16.200
  • Revisões: pelo plano de manutenção da Honda, as revisões devem ocorrer a cada 10 mil km:
Revisões
2012201320142015Total
R$ 160 R$ 550 R$ 850 R$ 1.080 R$ 2.640
  • Peças e mão-de-obra: além das revisões programadas, pode ser necessário trocar peças que não são cobertas pela garantia. Neste caso será considerado o preço de 1 hora de trabalho em concessionária, para cada serviço, que custa aproximadamente R$ 180,00:

Peças2012201320142015Total
Amortecedores traseiros + mão de obra -- -- -- R$ 410 + R$ 180 R$ 590
Pastilhas de freio + mão-de-obra -- -- -- R$ 485 + 180 R$ 1.150
Buchas dianteiras + mão-de-obra -- -- -- R$ 320 + R$ 180 R$ 500
Palhetas -- R$ 75 -- R$ 75 R$ 150
Alinhamento/Balanceamento R$ 100 R$ 200 R$ 100 R$ 200 R$ 600
  • Pneus: neste exemplo é levado em consideração a troca do jogo a cada 30 mil km, optando por marcas de primeira linha, com preço aproximado de R$ 500,00 cada:

2012201320142015Total
-- R$ 2.000  -- R$ 2.000 R$ 4.000
  • Multas: no levantamento feito a pedido do Dinheirama, foi considerado um gasto anual de R$ 130 com multas:

2012201320142015Total
R$ 130 R$ 130 R$ 130 R$ 130 R$ 520
  • Estacionamento: gasto mensal estimado de R$ 150:

2012201320142015Total
R$ 1.800 R$ 1.800 R$ 1.800 R$ 1.800 R$ 7.200
  • Lavagem: neste caso foram consideradas duas lavagens mensais no valor de R$ 30 cada:

2012201320142015Total
R$ 720 R$ 720 R$ 720 R$ 720 R$ 2.880
3. Venda do carro e desvalorização
Segundo Mattera, o carro não é mais visto como investimento, por isso, o consumidor deve levar em consideração o quanto se perde na desvalorização do veículo. Neste caso, em relação ao preço de compra, se perde 14% no primeiro ano, 19% no segundo e 25% no terceiro. Os valores de revenda então serão:

2012201320142015Desvalorização Total
R$ 70.000 R$ 60.200 R$ 56.700 R$ 52.500 R$ 17.500
  • Liquidez e “Preço Efetivo de Venda”: segundo o consultor, a liquidez é a facilidade com a qual o carro pode ser convertido em dinheiro, sem perda significativa de seu valor. Mas é preciso ter consciência de que é bem difícil conseguir receber pelo veículo o valor pedido, e muitas vezes o proprietário recebe um valor menor que o da tabela Fipe pelo modelo.
    Levando em consideração este cenário, Mattera simula uma proposta de compra com uma desvalorização adicional de 5% sobre o valor da tabela. Caso aceite a negociação, o proprietário venderia o carro por R$ 49.875, ou seja, com uma perda de R$ 2.625. 
  • Custo de oportunidade: basicamente, é o custo de uma escolha quando comparado com alternativas renunciadas. Neste cálculo, Mattera considera o gasto de R$ 70 mil pela compra do veículo.
    Caso tivesse optado por investir o dinheiro com retorno de 7,5% ao ano (taxa Selic atual), no final dos quatro anos haveria um rendimento de R$ 23.482.
  • Financiamento: para este cálculo foi considerada a contratação do financiamento de 50% do veículo (R$ 35 mil), no prazo de 48 meses e com juros de 1,5% ao mês.
    Neste caso, seria necessário arcar com parcelas de R$ 1.028,12, totalizando R$ 49.349,76. Com o financiamento, ainda é preciso acrescentar o custo do IOF, de aproximadamente R$ 595,00. Este valor teria de ser pago à vista, sem poder incluir no empréstimo. Sendo assim, o total gasto seria de R$ 49.944,76, causando um impacto de R$ 14.944,76 na comparação com a compra à vista.
4. Resultados finais: considerando todos os gastos que o proprietário de um Honda Civic teria em quatro anos, é possível chegar às seguintes conclusões:

Anfavea argumenta que carros são mais caros no Brasil para garantir o lucro dos fabricantes

Na semana passada, quando se reuniu com o ministro Guido Mantega para pedir a prorrogação do corte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria automotiva,  o presidente da Associação Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, foi questionado sobre o motivo de as montadoras brasileiras lucrarem o triplo do que as norte-americanas na produção de veículos. “É difícil de dizer. As montadoras têm de ter lucratividade, porque o exemplo americano mostra que se não tiver, quebra. Então é melhor ter lucratividade e, principalmente, investir. Investir em capacidade de produção, em tecnologia, em novos produtos, geração de emprego.”
Segundo levantamento feito em cinco países - Brasil, EUA, Argentina, França e Japão - o carro brasileiro é sempre o mais caro. A diferença chega a 106,03% no caso do Honda Fit vendido na França (onde se chama Honda Jazz). Aqui, ele sai por R$ 57.480,00, enquanto lá custa o equivalente a R$ 27.898,99. A distância também é expressiva no caso do Nissan Frontier vendido nos EUA. Aqui, custa R$ 121.390,00 — 91,31% a mais que os R$ 63.450,06 pagos pelos consumidores norte-americanos. Há cerca de três semanas, a revista Forbes ridicularizou os preços cobrados no Brasil, mostrando que um Jeep Grand Cherokee básico custa US$ 89.500 (R$ 179 mil) aqui, enquanto, por esse valor, em Miami, é possível comprar três unidades do mesmo modelo, que custa US$ 28 mil.
Especialistas estimam que a margem de lucro das montadoras no Brasil seja de pelo menos o dobro do que é praticado no exterior, por causa de um quadro de pouca concorrência — ainda que o País já seja o quarto maior mercado de carros do mundo, incluindo caminhões e ônibus, atrás de China, Estados Unidos e Japão. O diretor-gerente da consultoria IHS Automotive no Brasil, Paulo Cardamone, estima ganho de 10% do preço de um veículo no Brasil, enquanto no mundo seria de 5%. Nos EUA, esse ganho é de 3%.
Consultado sobre essas diferenças, Mantega foi evasivo. “Não sei a rentabilidade das empresas porque não publicam balanços. Mas espero que, com as medidas que estamos tomando, um dia os brasileiros tenham a oportunidade de comprar carros aqui pelo mesmo preço lá de fora.” Para o professor da UFF e da FGV Management e economista do Bndes André Nassif, não há uma concorrência efetiva no Brasil. Segundo ele, as montadoras com maior fatia de mercado operam com maior economia de escala, o que não ocorre com as menores. “Mas não é interessante para ninguém a disputa de preços. Como a tarifa de importação é alta e não há muita concorrência, as empresas colocam os preços em um nível maior e competem por diferenciação de produto”.
O cenário brasileiro, segundo os especialistas, inclui ainda um consumidor que está disposto a pagar — seja por necessidade ou não — um preço alto para ter um carro. “O preço (dos carros) no Brasil é irreal. Carros típicos de consumidor AA aqui, lá fora são bens de consumo comuns. Aqui se paga caro por um carro que não vale tanto assim”, comenta Vitor Meizikas, consultor da Molicar. “O brasileiro se acostumou a pagar caro para ter um carro na garagem”, complementa José Caporal, consultor da Megadealer.
Na saída da reunião com o ministro Mantega, que acabou atendendo ao pedido das montadoras na semana passada, Belini ainda afirmou que mesmo com a renúncia fiscal do governo federal, que perde R$ 20,7 milhões por dia com o imposto mais baixo, a arrecadação aumentou. De acordo com o presidente da Anfavea, houve um crescimento no recolhimento de PIS/Cofins, IPVA e ICMS. A entidade informou que esses impostos retornaram para os cofres públicos R$ 22,4 milhões por dia, em média, em julho e julho.

Professora da USP não acredita em barateamento em curto prazo

Para Adriana Marotti de Mello, professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), as margens de lucro da indústria automobilística são menores em mercados mais maduros, como nos Estados Unidos, no Japão e na Europa. Nos países europeus, a crise econômica recente pode também ter reduzido os ganhos das empresas do setor. E, no caso dos Estados Unidos, lembra a professora, as margens de lucro recentemente chegaram a ser negativas. O cenário para os preços de automóveis no Brasil, na sua opinião, só vai mudar quando houver uma acomodação no mercado.

Associação justifica a redução do IPI com aumento de emprego e impostos 

Para pedir a continuidade do IPI reduzido de veículos, a Anfavea (associação das montadoras) levou ao governo dados que dizem que o benefício criou 2,7 mil novos empregos e aumentou a arrecadação de impostos em R$ 1,7 milhão por dia. A estimativa apresentada é de que, entre junho e agosto, a média diária de geração de PIS/Cofins foi de R$ 66,5 milhões, alta de R$ 10,6 milhões ante os R$ 55,9 milhões em maio. 
No caso de ICMS, a arrecadação subiu de R$ 73,5 milhões para R$ 83 milhões na mesma comparação, alta de R$ 9,5 milhões. No IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), de R$ 18,4 milhões para R$ 20,7 milhões, R$ 2,3 milhões a mais. O IPI, por sua vez, caiu de R$ 38,9 milhões para R$ 18,2 milhões por dia, uma baixa de R$ 20,7 milhões na mesma comparação. 
“No total, a média diária de geração de todos esses impostos foi de R$ 188,4 milhões entre junho e agosto, com crescimento de R$ 1,7 milhão por dia na comparação com maio”, afirmou Cledorvino Belini, presidente da Anfavea. A redução tributária na venda de veículos deu impulso forte ao setor, que atualmente vende 16,6 mil carros por dia, em média, de acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. 
Esses números animaram o governo a manter a desoneração por mais dois meses, uma vez que a indústria automobilística se compromete a manter o nível de empregos e a repassar a redução do IPI para o consumidor. Segundo Mantega, o governo acompanha os preços de mercado, nos casos de produtos que gozam de algum tipo de subsídio fiscal, e “pudemos observar, que nos últimos seis meses, os preços dos automóveis estão em média 4,5% mais baratos. Isso não condiz, porém, com os preços externos, que são bem mais baratos”. O ministro ressaltou que espera que “um dia os brasileiros tenham oportunidade de pagar aqui preços equivalentes aos cobrados lá fora.”
Em resposta à cobrança de medidas para diminuir os efeitos da “guerra comercial” com o mercado externo, Mantega lembrou que os carros estrangeiros pagam 30% de Imposto de Importação e que o governo continua adotando medidas para reduzir os custos de produção brasileiros. Mantega destacou, contudo, que o problema comercial é derivado da crise internacional e quem tem mercado, como é o caso do Brasil, sofre assédio dos outros países. “É uma guerra pesada, mas vamos melhorar”, disse.

Forbes ironiza preços pagos por brasileiros

Com o título de “O ridículo Jeep Grand Cherokee brasileiro de US$ 80 mil”, uma reportagem da versão online da revista norte-americana Forbes fez piada com os preços abusivos dos carros importados no Brasil. Em tom de chacota, o texto fazia a crítica de que, por esse preço, o consumidor poderia imaginar que o carro viria equipado com asas ou calotas banhadas a ouro. Mas, não. No Brasil, paga-se isso pela versão padrão do automóvel. Segundo a Forbes, pelo preço “estelar” de US$ 89.500 (ou R$ 179 mil), o morador de Miami compra três carros do mesmo modelo 2013, vendidos por lá a US$ 28 mil. 
O Censo 2010 do IBGE mostra que a renda média mensal do trabalhador brasileiro é R$ 1.345,00, ou de R$ 16.140,00 em um ano - um brasileiro precisaria trabalhar 11 anos para ganhar o equivalente ao preço do carro. Para a Forbes, os motivos para o preço salgado são uma taxação a importados que supera 50% e uma boa dose de ingenuidade por parte dos consumidores.
A revista diz que grupo Chrysler vai lançar o novo modelo Dodge Durango SUV no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro, supervalorizado: vai cobrar R$ 190 mil (US$ 95 mil), enquanto, nos Estados Unidos, o modelo custa R$ 57 mil (US$ 28,500), menos de um terço do valor. “Foi mal, brazukas... Não há status num Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand Cherokee ou num Dodge Durango. Não se deixem enganar pelo preço. Vocês estão definitivamente sendo roubados”, provoca o autor da reportagem, Keneth Rapoza. 
O jornalista propõe o exercício de pensar o que um brasileiro diria se um colega norte-americano dissesse que pagou US$ 150 por um par de Havaianas. O par de chinelos pode ser sexy, charmoso e chique, diz, mas certamente não vale isso: “No que diz respeito a status dos carros no Brasil, as classes mais altas estão servindo-se de Pitu e 51 nas caipirinhas e achando que se trata de licores top de linha.”

Abeiva se queixa dos tributos que triplicam custo de veículo importado

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), Flavio Padovan, rebateu o artigo da revista Forbes, publicado há três semanas, que critica o alto preço cobrado pelos veículos no Brasil. Segundo Padovan, um veículo hipotético importado por um preço de R$ 100 mil no exterior chega ao consumidor por um valor estimado de R$ 340 mil, ou seja, mais do que o triplo. 
Grande parte da alta, segundo ele, vem da tributação, pois sobre o modelo incidem 35% de Imposto de Importação, 3% de despesas aduaneiras, 54% de ICMS e PIS/Cofins e outros 55% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “O jornalista que escreveu isso certamente não conhece a carga tributária que incide sobre o veículo”, disse Padovan. Dados da Abeiva no cálculo para chegar ao preço hipotético apontam margens de 7,5% às importadoras e outros 10% às concessionárias, que não estão sendo aplicadas, de acordo com o executivo, por conta da crise das importadoras. 
Desde abril, o governo ampliou o IPI sobre os automóveis importados em 30 pontos percentuais e a Abeiva negocia uma cota de importação com a alíquota anterior.No artigo da versão online da revista norte-americana, a Forbes usa como exemplo um Jeep Grand Cherokee e classifica de “ridículo” o preço de R$ 179 mil pago no Brasil pelo modelo.


Por que o custo de ter um carro é tão absurdamente alto no Brasil?

Confira a montanha de impostos e custos que o consumidor brasileiro é obrigado a pagar.

Se você pensa que os valores dos automóveis vendidos no Brasil são justos, basta dar uma olhadinha em quanto esses mesmos veículos custam no exterior. Você vai descobrir que não, os valores não são nada justos, e que alguns carros chegam a custar quase cinco vezes mais por aqui!
Na verdade, a principal causa disso é a nossa carga tributária. Enquanto em outros países os consumidores pagam um único imposto na hora da compra, por aqui, além de pagarmos essa mesma taxa, temos que bancar vários outras, em uma sucessão de valores que nos obrigam, inclusive, a pagar impostos dos impostos — não, você não leu errado, afinal, o que você acha que é o IPVA?

Impostos e muita ganância

A carga tributária aqui no Brasil chega a representar até 36,4% do valor do carro (somando IPI, ICMS, PIS e Cofins). Entretanto, os impostos não são os únicos vilões. Existe também a margem de lucro das montadoras que, aqui no nosso país, corresponde a algo em torno dos 9% a 11% do valor do veículo, enquanto no exterior essa margem é de cerca de 3%.
Assim, como explicar que um Renault Logan 1.6 8 V, por exemplo, custe R$ 37.550,00 aqui no Brasil, mas seja vendido ali na Argentina por R$ 25.500,00, incluído o frete? Sem os impostos, o mesmo carro custaria R$ 26.585,00 por aqui e R$ 20.017,00 para os nossos hermanos. Definitivamente, existe algo de errado nessa conta, você não acha?

Mais custos

Além de pagarmos todos esses impostos descritos acima (referentes aos custos de aquisição), não podemos ignorar os custos de propriedade também. Assim, se você adquiriu um carro zero, além do valor da compra — e todas aquelas taxas —, você ainda tem que adicionar à soma as despesas de registro junto ao Detran, o IPVA, o DPVAT, licenciamento, seguro, consumo de combustível, revisões, peças, multas e... não se esquecer da desvalorização!
Embora o mercado brasileiro esteja superaquecido — ao contrário do que acontece lá fora no momento —, desconfie de tantas facilidades de crédito e incentivos. E, antes de comprar um carro, reflita muito e se pergunte se você realmente precisa de um.

Carros ficam mais caros em agosto, apesar de IPI menor

http://www.folhavitoria.com.br/economia/noticia/2012/09/carros-ficam-mais-caros-em-agosto-apesar-de-ipi-menor.html

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que os automóveis novos ficaram 0,34% mais caros em agosto, mesmo sob o regime de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Um levantamento da Agência Estado sobre os preços médios de veículos no mercado nacional apurados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou que os automóveis ficaram mais baratos logo após a isenção de IPI, em vigor desde 23 de maio, mas recuperaram parte da redução nos preços em agosto. O fenômeno se repetiu em modelos das quatro montadoras pesquisadas: Fiat, Ford, GM-Chevrolet e Volkswagen.
O encarecimento do produto foi causado pelo aumento da demanda de consumidores gerado pelo próprio benefício do governo para estimular o setor, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas o aumento também já tinha sido constatado na porta de fábrica pela leitura de julho do Índice de Preços ao Produtor (IPP).
Segundo os dados da Fipe, um automóvel Fiat Palio Celebration 1.0 0km saía, em média, a R$ 26.998 em maio, antes da isenção do IPI, que só passou a vigorar no fim do mês. Em julho, o mesmo modelo custava R$ 25.054. Entretanto, em agosto, o preço subiu para R$ 25.477.
Em maio, um Ford KA 1.0 0km era vendido a R$ 26.397. Com a redução do imposto, o modelo passou a R$ 23.492 em julho, mas aumentou para R$ 24.009 em agosto.
O mesmo movimento ocorreu com o modelo Agile LT 1.4 0km da GM-Chevrolet, que custava R$ 37.540 em maio, caiu a R$ 35.433 em julho, mas teve ligeira recuperação para R$ 35.600 em agosto.
O Fox 1.0 0km da Volkswagen também custava mais em maio, R$ 32.423, baixou para R$ 30.115 em julho, mas aumentou para R$ 30.686 em agosto.
A Fipe presta serviço a 25 Unidades da Federação, fazendo o levantamento dos preços médios de veículos nas regiões para servir como base de cálculo na cobrança do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores).
O economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), informou que os modelos usados na coleta do Índice de Preços ao Consumidor não captaram a alta divulgada pelo IBGE em agosto. "A taxa de FGV ficou em 0% para o mesmo período", disse Braz.
O pesquisador acredita que a alta possa estar relacionada com a chegada ao mercado dos modelos 2012/2013. "Contudo, não tenho certeza se é isso que está acontecendo", ponderou.
Entretanto, a série histórica do IBGE aponta para uma queda nos preços dos automóveis, tanto novos quanto usados, nesse mesmo período do ano passado. Em agosto de 2011, os preços dos carros novos recuaram 0,37%, enquanto os usados ficaram 0,61% mais baratos.

Audi Q3 ZERO por R$ 64.400,00

....no Mexico.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Seu carro 0 km realmente e ZERO?

fonte: http://facebook.com/lucrobrasil/
Vejam como a Chevrolet transporta seus carros "zero km"... (Na BR-020, Canindé -> Fortaleza-CE).
O Sonic está sendo rebocado com as rodas traseiras em contato direto com o asfalto, passando sobre diversos buracos. Depois será vendido como "zero km"...

domingo, 2 de setembro de 2012

Se não mudou, por que comprar 0km?


Desvalorização de carro usado já fechou mais de 4 mil revendedoras

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/09/desvalorizacao-de-carro-usado-ja-fechou-mais-de-4-mil-revendedoras.html

A desvalorização dos usados pode chegar a 30%. Quem tenta negociar o carro antigo fica decepcionado com a avaliação.

A redução do IPI - o imposto sobre produtos industrializados - para carros zero quilômetro, fez despencar os preços dos usados. Mais de quatro mil revendedoras já fecharam as portas em todo país.
O anúncio no carro de Alessandro está no vidro há mais de um mês. “Em uma semana ligam duas vezes eu falo o valor, a pessoa vai desliga e fala que não está interessada”, conta Alessandro Pereira, técnico de TV.
Se vender um carro usado já está difícil, imagine um pátio inteiro. Nas lojas, os funcionários estão de braços cruzados.
“Em agosto eu vendi seis carros, se fosse um mês normal nós venderíamos de 15 a 20 carros. Eu tinha 8 vendedores, hoje eu tenho 3”, explica Irapuã Brasil, dono de loja.
E quem tenta negociar o carro antigo fica decepcionado com a avaliação. A desvalorização dos usados pode chegar a 30%. Uma saída encontrada por muitos comerciantes foi reduzir a margem de lucro. Só que nem sempre essa estratégia funciona. Na loja, um carro custa R$20.900. Mas depois de dois meses encalhado, o dono da loja decidiu que vai vendê-lo por 18 mil. É o mesmo preço que ele pagou pelo veículo.
“Pra pagar conta na segunda. Aluguel, luz, telefone, água, os encargos que nós temos e não está conseguindo cumprir”, explica o dono da loja.
Com o IPI menor para o zero quilômetro, as revendedoras precisaram diminuir o preço dos usados. “Os carros novos desceram, por consequencia os carros usados também, e nós estávamos estocados, não conseguimos vender pra ter lucro pelo preço que compramos”, explica Isio Kelner, vice-presidente da FENAUTO.
Segundo os lojistas, as restrições ao crédito também prejudicam as vendas. “Hoje estão mais exigentes e estão pedindo entrada, não fazem mais financiamento sem entrada por isso já dificulta mais”, diz João Pinas, dono da loja.
A Federação Nacional dos Revendedores de veículos já contabiliza quatro mil e quinhentas lojas que fecharam no país entre março e julho deste ano.

Quem pode pagar à vista, aproveita as ofertas. O casal passou o sábado à procura de um carro usado. E aposta na concorrência entre os lojistas para conseguir um preço ainda menor.
“Essa é a hora, realmente esse mercado agora está promissor pra gente buscar um carro mais acessível. Mas tem que pesquisar, se você não pesquisar acaba levando gato por lebre”, Franklin Sholna, professor.